{"id":10417,"date":"2014-02-26T08:51:35","date_gmt":"2014-02-26T11:51:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=10417"},"modified":"2014-02-26T08:51:35","modified_gmt":"2014-02-26T11:51:35","slug":"com-pib-desacelerando-maior-parte-dos-analistas-ve-alta-menor-dos-juros","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/com-pib-desacelerando-maior-parte-dos-analistas-ve-alta-menor-dos-juros\/","title":{"rendered":"Com PIB desacelerando, maior parte dos analistas v\u00ea alta menor dos juros"},"content":{"rendered":"<p>Resultado da reuni\u00e3o do Copom, sobre juro, sai nesta quarta ap\u00f3s as 18h.<\/p>\n<p>Maior parte dos economistas prev\u00ea alta de 0,25 ponto, para 10,75% ao ano.<\/p>\n<p>Com a atividade econ\u00f4mica desacelerando no fim de 2013, fator que pode conter press\u00f5es inflacion\u00e1rias, a maior parte dos economistas do mercado financeiro manteve a aposta de que os juros b\u00e1sicos da economia brasileira dever\u00e3o subir menos na reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central de fevereiro \u2013 que termina nesta quarta-feira (26). O resultado ser\u00e1 divulgado ap\u00f3s as 18h.<\/p>\n<p>A expectativa da maior parte dos analistas ouvidos pelo Banco Central na semana passada, em pesquisa com mais de 100 institui\u00e7\u00f5es financeiras, \u00e9 que o BC dever\u00e1 elevar a taxa Selic hoje em 0,25 ponto percentual, de 10,5% para 10,75% ao ano. Nos seis \u00faltimos encontros do Copom (colegiado do BC que define a taxa b\u00e1sica da economia), os juros avan\u00e7aram 0,5 ponto percentual. As apostas dos bancos no mercado futuro, majoritariamente, tamb\u00e9m &#8220;embutem&#8221; uma alta menor dos juros nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>&#8220;A recess\u00e3o bate \u00e0 porta, ocasionada pelo impacto da produ\u00e7\u00e3o em baixa e da previs\u00e3o de crescimento do PIB [de 2014] em torno de 1,8%. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque ainda temos um bom \u00edndice de empregabilidade. O aumento [dos juros] deve ser menor para que n\u00e3o haja restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e maiores preju\u00edzos para as empresas endividadas\u201d, avaliou o coordenador do curso de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>A mesma opini\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian. Segundo ele, o BC dever\u00e1 reduzir o ritmo de alta, para 0,25 ponto percentual, fixando a taxa em 10,75% ao ano, porque o ciclo de eleva\u00e7\u00e3o dos juros, iniciado em abril do ano passado, ainda n\u00e3o &#8220;impactou de forma integral os pre\u00e7os da economia&#8221;. &#8220;\u00c9 mais prov\u00e1vel que o BC reduza a intensidade do ciclo de alta que dever\u00e1 ser interrompido at\u00e9 meados do ano, com a Selic fechando 2014 em torno de 11%\u201d, avalia ele.<\/p>\n<p>Alta para 11% ao ano<br \/>\nEntretanto, alguns analistas dos bancos ainda acreditam que o BC manter\u00e1 o ritmo de alta adotado nas seis \u00faltimas reuni\u00f5es do Copom e elevar a taxa b\u00e1sica da economia brasileira de 10,50% para 11% ao ano \u2013 um crescimento de 0,5 ponto percentual.<\/p>\n<p>&#8220;O foco do BC tem sido a infla\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o desacelerou. Vem se mantendo muito pr\u00f3xima de 6% [em 12 meses]. N\u00e3o faz sentido [reduzir o ritmo de alta]. Seria um erro muito grande. N\u00e3o vejo um ano f\u00e1cil. Se o BC esmorecer agora, corre um grande risco de passar algum calafrio para cumprir essa meta [infla\u00e7\u00e3o de at\u00e9 6,5% em 2014]&#8221;, avaliou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Segundo ele, os pre\u00e7os administrados (como energia el\u00e9trica), al\u00e9m de alimentos e dos servi\u00e7os, tendem a continuar pressionando os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o neste ano.<\/p>\n<p>O economista-chefe da Gradual Investimentos, Andr\u00e9 Perfeito, tamb\u00e9m acredita que o BC manter\u00e1 o ritmo e subir\u00e1 os juros b\u00e1sicos em 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira, para 11% ao ano. &#8220;O IPC da Fipe veio abaixo do piso das estimativas. Apesar do resultado baixo, este n\u00e3o \u00e9 ainda t\u00e3o expressivo que possa ser comemorado de maneira indiscriminada pela equipe econ\u00f4mica. Para o mesmo per\u00edodo, em anos anteriores, a alta ainda \u00e9 relevante e inspira cuidados&#8221;, avaliou ele.<\/p>\n<p>Perfeito acrescentou que &#8220;parte do mercado simplesmente n\u00e3o acredita mais no Banco Central&#8221;, pois, mesmo confiando em uma alta menor agora, segue prevendo novas eleva\u00e7\u00f5es em 2015. &#8220;O BC tem uma chance de ouro para restabelecer a credibilidade arranhada e para isso basta fazer o que disse que iria fazer, a saber, subir em 50 pontos base dando continuidade ao ajuste das condi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias e sinalizando na sequ\u00eancia o fim do ajuste&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Sistema de metas de infla\u00e7\u00e3o<br \/>\nPelo sistema que vigora no Brasil, o BC tem que calibrar os juros para atingir metas preestabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a infla\u00e7\u00e3o tem de ficar em 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<br \/>\nPara a infla\u00e7\u00e3o de 2014, a estimativa dos analistas subiu, na \u00faltima semana, de 5,93% para 6%. Essa foi a segunda eleva\u00e7\u00e3o consecutiva deste indicador. Com isso, o mercado continua acreditando que a infla\u00e7\u00e3o ter\u00e1 acelera\u00e7\u00e3o neste ano, frente ao patamar registrado em 2013 (5,91%).<\/p>\n<p>Para 2015, a expectativa dos analistas para a infla\u00e7\u00e3o ficou est\u00e1vel, em 5,7%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resultado da reuni\u00e3o do Copom, sobre juro, sai nesta quarta ap\u00f3s as 18h. 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