{"id":10498,"date":"2014-02-27T08:08:07","date_gmt":"2014-02-27T11:08:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=10498"},"modified":"2014-02-27T08:08:07","modified_gmt":"2014-02-27T11:08:07","slug":"copom-reduz-ritmo-de-alta-e-juros-avancam-para-1075-ao-ano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/copom-reduz-ritmo-de-alta-e-juros-avancam-para-1075-ao-ano\/","title":{"rendered":"Copom reduz ritmo de alta e juros avan\u00e7am para 10,75% ao ano"},"content":{"rendered":"<p><em>Essa foi a 8\u00aa alta seguida nos juros, que atingem maior n\u00edvel desde 2011.<\/em><\/p>\n<p><em>Decis\u00e3o confirmou expectativa da maior parte dos analistas do mercado.<\/em><\/p>\n<p>Diante de uma poss\u00edvel recess\u00e3o t\u00e9cnica na economia brasileira no fim do ano passado, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central optou por reduzir o ritmo de alta da taxa b\u00e1sica da economia brasileira &#8211; que subiu 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano, nesta quarta-feira (26).<\/p>\n<p>Nos seis \u00faltimos encontros do Copom, os juros haviam avan\u00e7ado mais fortemente: 0,5 ponto percentual por reuni\u00e3o. Com a decis\u00e3o de hoje, que representou a oitava alta seguida na taxa Selic, o BC tamb\u00e9m confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado.<\/p>\n<p>A nova eleva\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m levou a taxa b\u00e1sica da economia brasileira ao maior patamar desde o fim de 2011 &#8211; quando estava em 11% ao ano. O n\u00edvel de 10,75% ao ano tamb\u00e9m \u00e9 o mesmo valor do in\u00edcio do mandato da presidente Dilma Rousseff, em 2011.<\/p>\n<p>Deste modo, todo corte dos juros feito pelo BC, comandado por Alexandre Tombini (a taxa chegou \u00e0 m\u00ednima hist\u00f3rica de 7,25% ao ano entre outubro de 2012 e abril do ano passado), foi &#8220;devolvido&#8221; nos \u00faltimos meses. A taxa b\u00e1sica da economia vem subindo desde abril de 2013 para conter press\u00f5es inflacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>A expectativa dos economistas dos bancos \u00e9 de que a eleva\u00e7\u00e3o dos juros de hoje n\u00e3o seja a \u00faltima deste ano. A previs\u00e3o \u00e9 de que aconte\u00e7am dois novos aumentos em 2014, sendo que o primeiro aconteceria em abril, para 11% ao ano, e outro em dezembro, para 11,25% ao ano.<\/p>\n<p>Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: &#8220;Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa b\u00e1sica de juros, iniciado na reuni\u00e3o de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 10,75% a.a., sem vi\u00e9s&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Metas de infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pr\u00e9-estabelecidas, tendo por base o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para 2014 e 2015, a meta central de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<\/p>\n<p>Nos quatro \u00faltimos anos, o IPCA oscilou ao redor de 6% &#8211; distante da meta central de 4,5% e mais pr\u00f3ximo do teto do sistema de metas de 6,5%. Em 2010, a infla\u00e7\u00e3o somou 5,91%, passando para 6,5% em 2011, para 5,84% em 2012 e para 5,91% no ano passado. Para 2014, a expectativa dos analistas do mercado financeiro \u00e9 de que o IPCA some 6%.<\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio econ\u00f4mico<\/strong><br \/>\nO cen\u00e1rio econ\u00f4mico \u00e9 considerado complicado por economistas. Dados do pr\u00f3prio BC apontam para desacelera\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica no fim do ano passado &#8211; o que poderia atuar para conter as press\u00f5es inflacion\u00e1rias. Mesmo assim, as estimativas dos analistas s\u00e3o de que a infla\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 pressionada neste ano, rondando o patamar de 6%.<br \/>\n&#8220;A recess\u00e3o bate \u00e0 porta, ocasionada pelo impacto da produ\u00e7\u00e3o em baixa e da previs\u00e3o de crescimento do PIB [de 2014] em torno de 1,8%. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque ainda temos um bom \u00edndice de empregabilidade&#8221;, avaliou o coordenador do curso de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o vejo um ano f\u00e1cil [para a infla\u00e7\u00e3o]. Se o BC esmorecer agora, corre um grande risco de passar algum calafrio para cumprir essa meta [infla\u00e7\u00e3o de at\u00e9 6,5% em 2014]&#8221;, avaliou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini. Segundo ele, os pre\u00e7os administrados (como energia el\u00e9trica), al\u00e9m de alimentos e dos servi\u00e7os, tendem a continuar pressionando os \u00edndices de infla\u00e7\u00e3o neste ano.<\/p>\n<p>O professor da Trevisan, Alcides Leite, avalia que \u00faltimas medidas do governo (cortes de gastos) contribu\u00edram para o aumento menor da taxa b\u00e1sica de juros. &#8220;Antes estimado em 0,5% pelo mercado, com as medidas, cria-se o cen\u00e1rio para aumento de 0,25%\u201d, afirmou ele.<\/p>\n<p><strong>Juros reais mais altos do mundo<\/strong><br \/>\nCom a decis\u00e3o desta quarta-feira do Copom de subir os juros b\u00e1sicos para 10,75% ao ano, o Brasil disparou na primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial de juros reais (com 4,48% ao ano) feito pelo MoneYou. Os juros reais s\u00e3o calculados ap\u00f3s o abatimento da infla\u00e7\u00e3o prevista para os pr\u00f3ximos doze meses. Em segundo e terceiro lugares, aparecem a China (3,41% ao ano) e a Turquia (3,09% ao ano). A taxa m\u00e9dia de juros real em 40 pa\u00edses pesquisados est\u00e1 negativa em 1,1% ao ano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa foi a 8\u00aa alta seguida nos juros, que atingem maior n\u00edvel desde 2011. 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