{"id":13420,"date":"2014-04-02T06:30:17","date_gmt":"2014-04-02T09:30:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=13420"},"modified":"2014-04-02T00:10:58","modified_gmt":"2014-04-02T03:10:58","slug":"remocao-de-tubaroes-reduz-em-95-risco-de-ataques-no-recife-diz-cemit","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/remocao-de-tubaroes-reduz-em-95-risco-de-ataques-no-recife-diz-cemit\/","title":{"rendered":"Remo\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es reduz em 95% risco de ataques no Recife, diz Cemit"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>&#8216;Escudo&#8217; com 200 anz\u00f3is intercepta tubar\u00f5es antes que cheguem \u00e0 praia.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong> Meta \u00e9 diminuir a taxa de 20% de mortalidade dos animais ap\u00f3s captura.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O trabalho de captura e remo\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es no Grande Recife reduziu em 95% o risco de ataques, desde que a pesquisa foi iniciada pelo Comit\u00ea Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubar\u00f5es (Cemit), em 2004. A raz\u00e3o \u00e9 que os animais pegos na orla e soltos em alto-mar acabam migrando para outro local. A conclus\u00e3o foi apresentada nesta ter\u00e7a-feira (1\u00b0), durante workshop internacional na Universidade Rural Federal de Pernambuco (UFRPE). A meta agora \u00e9 reduzir a zero os ataques e a mortalidade dos animais ap\u00f3s a pesca, que atualmente gira em torno dos 20% e \u00e9 considerada alta pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>O sistema \u00e9 operado por cerca de 30 pessoas, lideradas pelo coordenador do trabalho de pesquisa e monitoramento do Cemit, F\u00e1bio Hazin. O programa custa R$ 1,5 milh\u00e3o ao ano. Uma esp\u00e9cie de &#8220;escudo&#8221; com 200 anz\u00f3is intercepta os tubar\u00f5es antes que eles cheguem \u00e0 praia. Em viagens com o barco Sinuelo, a equipe captura os animais e seleciona os que ser\u00e3o removidos, marcados e soltados em alto-mar. A estimativa \u00e9 de que, at\u00e9 hoje, foram capturados 200 e removidos, 40<\/p>\n<p>Os animais s\u00e3o levados para o mais longe poss\u00edvel, mas nunca numa profundidade menor que 20 metros. De acordo com Hazin, a pesquisa concluiu que todos os tubar\u00f5es removidos viajam para o alto-mar e seguem correntes marinhas. &#8220;A grande maioria, cerca de 80%, dos tubar\u00f5es tigre marcados migraram para o norte. Apenas um voltou para a costa logo ap\u00f3s a soltura&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Desde que foi iniciada, em 2004, a pesquisa passou por fases distintas. Foram testados, por exemplo, os anz\u00f3is mais adequados. &#8220;Quando testamos os [anz\u00f3is] circulares, vimos que eles garantiam um grau de sobreviv\u00eancia maior dos tubar\u00f5es, o que permitiu \u00e0 equipe n\u00e3o sacrificar mais os animais e, assim, passamos a usar a estrat\u00e9gia de capturar, transportar, marcar e soltar. Esse trabalho de pesquisa e monitoramento permitiu a constru\u00e7\u00e3o de um sistema eficiente para a redu\u00e7\u00e3o dos ataques e menos impactante para o sistema marinho&#8221;, disse Hazin.<\/p>\n<p>O pesquisador informou que os esfor\u00e7os agora est\u00e3o focados em levar a zero a taxa de mortalidade dos tubar\u00f5es. &#8220;Estamos usando um equipamento que flagra o momento exato da captura do tubar\u00e3o, exames de sangue para identificar par\u00e2metros que indiquem o n\u00edvel de estresse do animal, para tentarmos, utilizando mecanismos como uso de oxig\u00eanio na \u00e1gua de ventila\u00e7\u00e3o e altera\u00e7\u00e3o no processo de lan\u00e7amento e recolhimento do espinhel, reduzir ainda mais essas taxas de mortalidade&#8221;, explicou.<\/p>\n<p><b>Metas<\/b><br \/>\nA inten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 zerar os ataques de tubar\u00e3o. &#8220;S\u00e3o duas metas imposs\u00edveis porque, eventualmente, pode ocorrer morte e ataque. No entanto, n\u00f3s j\u00e1 atingimos um patamar que \u00e9 muito melhor do que os alcan\u00e7ados na Austr\u00e1lia e \u00c1frica do Sul, com taxas de redu\u00e7\u00e3o at\u00e9 tr\u00eas vezes maior e menor impacto ambiental&#8221;, apontou. Hazin explica que as metas s\u00e3o &#8220;imposs\u00edveis&#8221; porque os atques est\u00e3o associados ao ciclo migrat\u00f3rio do tubar\u00e3o tigre.<\/p>\n<p>O Cemit foir criado em 2004 pelo governo estadual, no \u00e2mbito da Secretaria de Defesa Social, com a coordena\u00e7\u00e3o da UFRPE. A ideia era buscar expertise na \u00c1frica do Sul e na Austr\u00e1lia para, entre outras a\u00e7\u00f5es, pesquisar e monitorar os animais.<\/p>\n<p><strong>Causas<\/strong><br \/>\nPara o comit\u00ea, uma das principais causas dos ataques foi a constru\u00e7\u00e3o do Porto de Suape, no Litoral Sul do estado, que impactou o ecossistema local e provavelmente deslocou a popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es da esp\u00e9cie cabe\u00e7a-chata para o norte. Seguindo as correntes, eles passaram a ser atra\u00eddos para a costa devido ao tr\u00e1fego mar\u00edtimo e \u00e0 atividade portu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Outra causa \u00e9 a presen\u00e7a de um canal profundo perto da costa. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para acabar definitivamente com o problema, a n\u00e3o ser que fechemos o Porto de Suape, aterremos o canal ou que levemos os tubar\u00f5es tigre \u00e0 extin\u00e7\u00e3o no Atl\u00e2ntico Sul. Temos que aprender a conviver de forma harm\u00f4nica com animais, respeitando o ecossistema marinho, pois eles s\u00e3o as maiores v\u00edtimas de um problema causado por n\u00f3s mesmos&#8221;, comentou Hazin.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Escudo&#8217; com 200 anz\u00f3is intercepta tubar\u00f5es antes que cheguem \u00e0 praia. 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