{"id":13475,"date":"2014-04-03T07:17:39","date_gmt":"2014-04-03T10:17:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=13475"},"modified":"2014-04-03T07:17:39","modified_gmt":"2014-04-03T10:17:39","slug":"copom-sobe-juros-para-11-ao-ano-acima-do-nivel-do-inicio-do-governo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/copom-sobe-juros-para-11-ao-ano-acima-do-nivel-do-inicio-do-governo\/","title":{"rendered":"Copom sobe juros para 11% ao ano, acima do n\u00edvel do in\u00edcio do governo"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Taxa avan\u00e7ou 0,25 ponto, na nona alta seguida, em linha com previs\u00f5es.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong> Dilma Rousseff destacou, no passado, queda do juro e pressionou bancos.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Preocupado com a persist\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o em patamares mais altos, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom) subiu nesta quarta-feira (2) a taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira pela nona vez seguida. A Selic passou de 10,75% para 11% ao ano \u2013 uma alta de 0,25 ponto percentual, em linha com o consenso das apostas do mercado financeiro.<\/p>\n<p>Com o novo aumento, os juros ficaram acima do patamar vigente no in\u00edcio do governo Dilma Rousseff, em 2011 \u2013 quando estavam em 10,75% ao ano. Assim, todo corte dos juros feito pelo BC no governo da presidente (a taxa chegou \u00e0 m\u00ednima hist\u00f3rica de 7,25% ao ano, entre outubro de 2012 e abril do ano passado) n\u00e3o s\u00f3 foi &#8220;devolvido&#8221;, como superado. A taxa Selic vem subindo desde abril de 2013.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/variacao_juros_dilma.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13476\" alt=\"variacao_juros_dilma\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/variacao_juros_dilma.jpg\" width=\"620\" height=\"340\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/variacao_juros_dilma.jpg 620w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/variacao_juros_dilma-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A subida dos juros vai na contram\u00e3o de uma das principais marcas do governo\u00a0Dilma Rousseff na \u00e1rea econ\u00f4mica: mesmo defendendo o controle da infla\u00e7\u00e3o, a presidente destacou, por diversas oportunidades nos \u00faltimos anos, a queda dos juros b\u00e1sicos, e tamb\u00e9m pressionou os bancos a reduzirem suas taxas aos consumidores.<\/p>\n<p>A expectativa dos economistas dos bancos \u00e9 de que a eleva\u00e7\u00e3o dos juros de hoje n\u00e3o seja a \u00faltima do ano. A previs\u00e3o \u00e9 de, pelo menos, mais um aumento em 2014 \u2013 para 11,25% ao ano.<\/p>\n<p>Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: &#8220;O Copom decidiu, por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic em 0,25 p.p., para 11,00% a.a., sem vi\u00e9s. O Comit\u00ea ir\u00e1 monitorar a evolu\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico at\u00e9 sua pr\u00f3xima reuni\u00e3o, para ent\u00e3o definir os pr\u00f3ximos passos na sua estrat\u00e9gia de pol\u00edtica monet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Metas de infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pr\u00e9-estabelecidas, tendo por base o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>Para 2014 e 2015, a meta central de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<\/p>\n<p>Nos quatro \u00faltimos anos, o IPCA oscilou ao redor de 6% &#8211; distante da meta central de 4,5% e mais pr\u00f3ximo do teto do sistema de metas de 6,5%. Em 2010, a infla\u00e7\u00e3o somou 5,91%, passando para 6,5% em 2011, para 5,84% em 2012 e para 5,91% no ano passado.<\/p>\n<p>Para este ano, o Banco Central estimou, na semana passada, por meio do relat\u00f3rio de infla\u00e7\u00e3o, que o IPCA fique entre 6,1% e 6,2%. O valor \u00e9 menor do que a expectativa do mercado financeiro, para quem a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 somar 6,3% em 2014.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o resistente<\/strong><br \/>\nNo fim de mar\u00e7o, o BC avaliou, por meio do relat\u00f3rio de infla\u00e7\u00e3o do primeiro trimestre deste ano, que, apesar da &#8220;modera\u00e7\u00e3o observada na margem&#8221; (\u00faltimos resultados), a elevada varia\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de pre\u00e7os ao consumidor nos \u00faltimos doze meses &#8220;contribui para que a infla\u00e7\u00e3o ainda mostre resist\u00eancia, que, a prop\u00f3sito, tem se mostrado ligeiramente acima daquela que se antecipava&#8221;.<\/p>\n<p>O BC tamb\u00e9m avaliou que uma &#8220;fonte relevante de risco para a infla\u00e7\u00e3o reside no comportamento das expectativas de infla\u00e7\u00e3o, impactadas negativamente nos \u00faltimos meses\u00a0pelo n\u00edvel da infla\u00e7\u00e3o corrente, pela dispers\u00e3o de aumentos de pre\u00e7os e pelas incertezas que cercam a trajet\u00f3ria de pre\u00e7os com grande visibilidade, como o da gasolina e os\u00a0de alguns servi\u00e7os p\u00fablicos, como eletricidade&#8221;.<\/p>\n<p>A autoridade monet\u00e1ria tamb\u00e9m subiu, no fim de mar\u00e7o, de 4,5% para 5% sua proje\u00e7\u00e3o para os chamados &#8220;pre\u00e7os administrados&#8221; &#8211; que contemplam, entre outros, \u00f4nibus interestaduais, energia el\u00e9trica residencial, \u00e1gua, planos de sa\u00fade, servi\u00e7os farmac\u00eauticos e telefonia e gasolina &#8211; neste ano. Em 2013, os pre\u00e7os administrados subiram bem menos: 1,5%.<\/p>\n<p><strong>Para economistas, governo est\u00e1 preocupado com teto de 6,5%<\/strong><br \/>\nO professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, observou que o Banco Central apontou, em seu \u00faltimo relat\u00f3rio de infla\u00e7\u00e3o, as consequ\u00eancias dos efeitos clim\u00e1ticos sobre os pre\u00e7os dos alimentos e da energia ao mesmo tempo que destacou os efeitos defasados da pol\u00edtica monet\u00e1ria (alta dos juros) sobre a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Press\u00f5es inflacion\u00e1rias decorrentes do setor de servi\u00e7os e do pre\u00e7o dos alimentos que podem contaminar as expectativas de infla\u00e7\u00e3o exigir\u00e3o uma pol\u00edtica monet\u00e1ria contracionista [altas de juros] para evitar que a infla\u00e7\u00e3o ultrapasse o teto da meta em 2014 [de 6,5% vigente no sistema de metas]\u201d, acrescentou o economista.<\/p>\n<p>O coordenador do curso de Ci\u00eancias Cont\u00e1beis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gon\u00e7alves, tamb\u00e9m avaliou que o governo est\u00e1 preocupado com a possibilidade de extrapolar a meta m\u00e1xima de infla\u00e7\u00e3o de 6,5% em 2014. Por isso, segundo ele, o Copom subiu novamente os juros nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>Flavio Combat, da corretora Conc\u00f3rdia, observou que o impacto negativo da estiagem deve continuar prejudicando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nos pr\u00f3ximos meses, diante do in\u00edcio do per\u00edodo seco &#8211; com condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que podem ser at\u00e9 mais adversas. Avaliou ainda que, apesar da queda recente do d\u00f3lar, que favorece a din\u00e2mica dos pre\u00e7os, a principal fonte de press\u00e3o por alta do d\u00f3lar continua vigente: a retirada gradual de est\u00edmulos monet\u00e1rios nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Taxa avan\u00e7ou 0,25 ponto, na nona alta seguida, em linha com previs\u00f5es. 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