{"id":13498,"date":"2014-04-03T08:03:54","date_gmt":"2014-04-03T11:03:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=13498"},"modified":"2014-04-03T08:03:54","modified_gmt":"2014-04-03T11:03:54","slug":"bienal-do-barro-aporta-em-caruaru-para-discutir-arte-feita-no-agreste","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/bienal-do-barro-aporta-em-caruaru-para-discutir-arte-feita-no-agreste\/","title":{"rendered":"Bienal do Barro aporta em Caruaru para discutir arte feita no Agreste"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Organizadores dizem que \u00e9 o 1\u00ba evento do tipo a ser realizado no Brasil.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong> Bienal acontece em tr\u00eas espa\u00e7os da cidade, de 12 a 19 de abril.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Para discutir e questionar a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica feita em barro, nada mais natural do que o centro das aten\u00e7\u00f5es se voltar para\u00a0Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Terra de artistas-chave sobre o assunto, como Mestre Vitalino, a cidade vai ter a oportunidade de ser envolvida por uma arte contempor\u00e2nea que utiliza o material como mat\u00e9ria-prima, durante a I Bienal do Barro do Brasil. O evento vai reunir, de 12 a 19 de abril, artistas brasileiros que ir\u00e3o expor suas obras, al\u00e9m de levantar quest\u00f5es importantes, como a preserva\u00e7\u00e3o art\u00edstica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>In\u00e9dita no Brasil, a Bienal ir\u00e1 ocupar espa\u00e7os antes negligenciados em rela\u00e7\u00e3o ao uso art\u00edstico, como a F\u00e1brica Caro\u00e1, no P\u00e1tio de Eventos da cidade. A ideia de presentear Caruaru com o evento vem sendo fomentada, desde 2006, pelo artista pl\u00e1stico Carlos M\u00e9lo, natural de Riacho das Almas, mas considerado caruaruense. Em coletiva de imprensa realizada no Recife, nesta quarta-feira (2), ele revelou que o trabalho desenvolvido \u00e9 para perpetuar o barro como uma marca cultural do Agreste e que, como tal, possa ser reinventado.<\/p>\n<p>Com a curadoria do carioca Raphael Fonseca, a primeira Bienal de Barro Brasileira surge com o tema &#8220;\u00e1gua mole, pedra dura&#8221; e se concentra nas atividades de 16 artistas &#8211; entre eles, a alagoana residente em Caruaru Presciliana Nobre, Jos\u00e9 Rufino e Daniel Murgel. &#8220;A cidade sempre teve uma cena cultural muito interessante, com nomes da m\u00fasica, teatro, mas sentia que faltava algo para as artes visuais. E a ideia da bienal surge n\u00e3o para vender e levantar pe\u00e7as, promover o artesanto, mas discutir a produ\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os como o Alto do Moura&#8221;, comentou Carlos.<\/p>\n<p>Para abrigar todas as a\u00e7\u00f5es, a Bienal ser\u00e1 dividida entre o N\u00facleo Contempor\u00e2neo (na F\u00e1brica Caro\u00e1, com a exposi\u00e7\u00e3o dos artistas) e o N\u00facleo Hist\u00f3rico (que ocupar\u00e1 o Sesc Caruaru, com instala\u00e7\u00f5es e oficinas). Um ciclo de atividades que Carlos M\u00e9lo vem realizando, como exposi\u00e7\u00f5es em Belo Jardim e em Caruaru, sempre ligadas ao barro, foi o embri\u00e3o da Bienal. Agora, ampliando a discuss\u00e3o, espera-se que a cidade realmente seja incorporada ao mundo das artes visuais de forma diferente, em variados suportes, sem ser apenas atrav\u00e9s da j\u00e1 tradicional arte figurativa.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica<\/strong><br \/>\n&#8220;A gente procurou pessoas que trabalham de forma diferente, que tivessem discutindo quest\u00f5es interessantes para a Bienal e que pudessem lan\u00e7ar uma luz sobre a cena cultural do Agreste&#8221;, comentou Carlos M\u00e9lo, que, al\u00e9m de idealizador, \u00e9 co-curador do evento.<\/p>\n<p>Todos os artistas que ir\u00e3o expor seus trabalhos na Bienal passaram por uma esp\u00e9cie de resid\u00eancia art\u00edstica no Alto do Moura, para poderem produzir um material mais \u00edntimo com a regi\u00e3o. Eles tamb\u00e9m buscaram a mat\u00e9ria-prima &#8211; o barro &#8211; no Vale do Ipojuca.<\/p>\n<p>Dentre as interven\u00e7\u00f5es presentes, est\u00e1 a de Presciliana Nobre, que ir\u00e1 produzir uma garrafa do seu tamanho, durante os dias do evento. J\u00e1 o artista Jos\u00e9 Paulo ir\u00e1 utilizar 13 mil tijolos para produzir sua obra. A todo tempo, a promessa \u00e9 de que os visitantes consigam interagir com o ambiente da Bienal.<\/p>\n<p>No N\u00facleo Hist\u00f3rico, tamb\u00e9m haver\u00e1 a exposi\u00e7\u00e3o de fotografias de Pierre Verger, que fotografou artistas do Alto do Moura em 1947. \u00c9 a primeira vez que a mostra chega em Caruaru, com 21 imagens selecionadas por Carlos M\u00e9lo.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o dos organizadores tamb\u00e9m \u00e9 perpetuar a Bienal pelos pr\u00f3ximos anos, para que a discuss\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edsitca do Agreste n\u00e3o se acabe. Al\u00e9m disso, Carlos M\u00e9lo pretende realizar exposi\u00e7\u00f5es sobre o barro durante todo ano. &#8220;Queremos que seja um evento que deixe uma heran\u00e7a grande para o povo de Caruaru, que n\u00e3o se acabe em si mesmo, porque h\u00e1 muitas quest\u00f5es de serem tratadas&#8221;, finalizou Melo. No dia de abertura do evento, toda a fam\u00edlia do Mestre Vitalino estar\u00e1 presente para prestigiar.<\/p>\n<p><strong>Veja a programa\u00e7\u00e3o completa da Bienal do Barro:<\/strong><\/p>\n<p>\u00bb N\u00facleo Hist\u00f3rico<br \/>\nData: 12 de abril a 19 de maio<br \/>\nHor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: 9h \u00e0s 21h<br \/>\nLocal: Galeria de Artes Mestre Galdino \u2013 SESC de Caruaru \u2013 Rua Rui Limeira Rosal, s\/n, Petr\u00f3polis<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o: Exposi\u00e7\u00e3o de fotografias de Pierre Verger \u2013 Verger e Vitalino<br \/>\nInstala\u00e7\u00e3o de obra da artista Presciliana Nobre \u2013 Loks<br \/>\nData: 12 de abril<br \/>\nHor\u00e1rio: 17h<br \/>\nLocal: Teatro Rui Limeira Rosal \u2013 SESC de Caruaru \u2013 Rua Rui Limeira Rosal, s\/n, Petr\u00f3polis<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o: Palestra com o curador Raphael Fonseca e o idealizador da Bienal, Carlos M\u00e9lo, com media\u00e7\u00e3o de Valkiria Dias \u2013 O que \u00e9 uma bienal? Por que uma Bienal do Barro?<\/p>\n<p>\u00bb N\u00facleo Contempor\u00e2neo<br \/>\nData: 12 de abril a 19 de maio<br \/>\nHor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: 10h \u00e0s 17h<br \/>\nLocal: F\u00e1brica Caro\u00e1 \u2013 Pra\u00e7a Coronel Jos\u00e9 de Vasconcelos, 100<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o: Exposi\u00e7\u00e3o com obras dos artistas Armando Queiroz, Clarissa Campelo, Daniel Murgel, Deyson Gilbert, Ivan Grilo, Jared Domicio, Jorge Soledar, Jos\u00e9 Paulo, Jos\u00e9 Rufino, Laerte Ramos, Leila Danziger, Luisa N\u00f3brega, M\u00e1rcio Almeida, Marcone Moreira, Nadam Guerra e Presciliana Nobre<\/p>\n<p>\u00bb N\u00facleo Educativo<br \/>\nData: 8 de abril a 10 de maio<br \/>\nLocal: Sesc Caruaru e Museu do Barro (Pra\u00e7a Coronel Jos\u00e9 de Vasconcelos, 100)<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o: Oficinas com artistas da Bienal<br \/>\nO que \u00e9 uma bienal, e porque uma Bienal do Barro? \u2013 Palestra com Raphael Fonseca e Carlos M\u00e9lo &#8211; Data: 12 de abril &#8211; Hor\u00e1rio: 17h<br \/>\nLocal: Teatro Rui Limeira Rosal \u2013 R. Rui Limeira Rosal, s\/n, Petr\u00f3polis<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organizadores dizem que \u00e9 o 1\u00ba evento do tipo a ser realizado no Brasil. 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