{"id":13811,"date":"2014-04-08T08:51:05","date_gmt":"2014-04-08T11:51:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=13811"},"modified":"2014-04-08T08:51:05","modified_gmt":"2014-04-08T11:51:05","slug":"atrasadas-obras-da-transnordestina-em-pe-prejudicam-porto-de-suape","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/atrasadas-obras-da-transnordestina-em-pe-prejudicam-porto-de-suape\/","title":{"rendered":"Atrasadas, obras da Transnordestina em PE prejudicam porto de Suape"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Trinta e quatro munic\u00edpios pernambucanos s\u00e3o cortados pela ferrovia.<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>G1 encontrou canteiros abandonados e muitas d\u00favidas dos moradores.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/transnordestina-em-pe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-13813\" alt=\"transnordestina-em-pe\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/transnordestina-em-pe.jpg\" width=\"300\" height=\"825\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/transnordestina-em-pe.jpg 300w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/transnordestina-em-pe-109x300.jpg 109w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando as obras da ferrovia Transnordestina come\u00e7aram, em 2006, a previs\u00e3o era que fossem conclu\u00eddas em 2010. Por\u00e9m, uma s\u00e9rie de entraves com desapropria\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es de projeto, al\u00e9m de quest\u00f5es ambientais, fizeram o prazo ser estendido para setembro de 2016, segundo o Minist\u00e9rio dos Transportes \u2013 totalizando dez anos de obra, em vez dos quatro iniciais. Os adiamentos e a falta de informa\u00e7\u00e3o fazem a popula\u00e7\u00e3o e empres\u00e1rios do Sert\u00e3o de Pernambuco, por onde os trilhos v\u00e3o passar, n\u00e3o saberem o que esperar do futuro.<\/p>\n<p>A obra estava or\u00e7ada inicialmente em R$ 4,5 bilh\u00f5es, mas o \u00faltimo reajuste fez o or\u00e7amento chegar a R$ 7,5 bilh\u00f5es. O cen\u00e1rio geral \u00e9 de abandono, com as pessoas podendo chegar junto aos trilhos e canteiros de obras, todos paralisados.<\/p>\n<p>Inicialmente, a ferrovia seria constru\u00edda pelo governo federal, mas, por falta de verba e outros entraves, o projeto foi entregue para a Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN), que criou a empresa Transnordestina Log\u00edstica S.A. (TLSA) para ser concession\u00e1ria da obra. O governo federal ent\u00e3o firmou compromisso de garantir financiamentos de bancos e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. J\u00e1 os estados envolvidos ficaram respons\u00e1veis pelas desapropria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>De acordo com o governo federal, o projeto prev\u00ea 2.304 quil\u00f4metros de ferrovia, beneficiando 81 munic\u00edpios \u2013 19 no Piau\u00ed, 28 no Cear\u00e1 e 34 em Pernambuco.<br \/>\nEm janeiro, o G1 mostrou que as obras da ferrovia Transnordestina no sert\u00e3o do Piau\u00ed, que j\u00e1 consumiram R$ 1,075 bilh\u00e3o, est\u00e3o paralisadas e abandonadas desde setembro de 2013. No Cear\u00e1, s\u00f3 4% das obras no trecho entre a cidade de Miss\u00e3o Velha e o Porto do Pec\u00e9m, na Grande Fortaleza, est\u00e3o conclu\u00eddas, segundo o Minist\u00e9rio dos Transportes.<\/p>\n<p>Nesta terceira reportagem da s\u00e9rie, a reportagem do G1 percorreu, em Pernambuco, mais de 1.500 quil\u00f4metros, do Recife at\u00e9 Araripina, de onde a ferrovia segue para o Piau\u00ed. No caminho, encontrou obras paradas e a popula\u00e7\u00e3o em compasso de espera.<\/p>\n<p><strong>Obras<\/strong><br \/>\nO movimento de caminh\u00f5es em uma f\u00e1brica de dormentes em Salgueiro foi o \u00fanico sinal encontrado de obras em andamento no trecho da Transnordestina em Pernambuco. No resto do trajeto, em 12 munic\u00edpios, o G1 encontrou canteiros de obras e trechos prontos \u2013 mas nenhuma m\u00e1quina ou oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os sinais s\u00e3o de uma obra parada e sem uso: no trecho de 96 quil\u00f4metros que segue de Salgueiro para o Cear\u00e1 \u2013 o \u00fanico pronto no estado at\u00e9 agora, inaugurado em agosto de 2013 \u2013 h\u00e1 muitos vag\u00f5es parados e sem seguran\u00e7a. Perto dali, um grupo de homens levava um peda\u00e7o de trilho \u2013 segundo a TLSA, uma \u201csobra\u201d de trilho.<\/p>\n<p>Em Araripina, a ponte j\u00e1 constru\u00edda n\u00e3o tem trilhos e vem servindo para a popula\u00e7\u00e3o como um acesso mais r\u00e1pido para propriedades rurais do distrito de Nascente, localizado a mais de 35 quil\u00f4metros do centro do munic\u00edpio. \u201cEles tomaram os caminhos, cortaram a estrada. N\u00e3o sei como vai ficar depois. O outro acesso \u00e9 muito mais distante\u201d, explica Ivanildo Rocha, que foi um dos oper\u00e1rios dispensados em setembro.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Jos\u00e9 do Belmonte e em Salgueiro, os trilhos viraram estrada para a popula\u00e7\u00e3o, que segue a p\u00e9 ou a cavalo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13814\" aria-describedby=\"caption-attachment-13814\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1017.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13814\" alt=\"Trilhos v\u00e3o passar a poucos metros da casa de Ros\u00e9lia Vieira. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1017.jpg\" width=\"346\" height=\"260\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1017.jpg 346w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1017-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13814\" class=\"wp-caption-text\">Trilhos v\u00e3o passar a poucos metros da casa de Ros\u00e9lia<br \/>Vieira. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dos tr\u00eas trechos ainda em obras, o mais avan\u00e7ado s\u00e3o os 163 quil\u00f4metros entre Salgueiro e Trindade. Nessa parte, est\u00e3o prontos, segundo o Minist\u00e9rio dos Transportes, 99% da infraestrutura (obras de aterramento e nivelamento, antes de coloca\u00e7\u00e3o da ferrovia propriamente dita), 98% da obra de arte especial (pontes, viadutos e t\u00faneis, entre outros) e 70% da superestrutura (dormentes e trilhos). Os trilhos podem ser vistos em Terra Nova e Parnamirim mas, a partir de Ouricuri, h\u00e1 apenas indica\u00e7\u00e3o de que ali, um dia, houve um canteiro de obras: sobram placas ca\u00eddas no ch\u00e3o e muita poeira.<\/p>\n<p>Entre Salgueiro e Suape, s\u00e3o previstos 306 quil\u00f4metros em obras, estando prontas atualmente 55% da infraestrutura, 53% das obras de arte especial e 35% da superestrutura. J\u00e1 entre Trindade e Eliseu Martins, no Piau\u00ed, s\u00e3o 259 quil\u00f4metros de obras, estando prontas 42% da infraestrutura e 35% da obra de arte especial.<\/p>\n<p>Questionada pelo G1 sobre o andamento das obras, a TLSA informou que &#8221; a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia Transnordestina est\u00e1 em curso e ter\u00e1 seu ritmo intensificado nas pr\u00f3ximas semanas. Est\u00e3o sendo mobilizadas novas equipes, equipamentos e materiais para as novas frentes de trabalho que est\u00e3o sendo instaladas&#8221;.<\/p>\n<p>Inconclusa, a Transnordestina frustra o sonho de Pernambuco ter o terceiro maior porto do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas dos terminais de Santos, em S\u00e3o Paulo, e do Rio de Janeiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13815\" aria-describedby=\"caption-attachment-13815\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1316.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13815\" alt=\"Mec\u00e2nico Heleno Belarmino n\u00e3o entende porque as obras foram paralisadas. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1316.jpg\" width=\"346\" height=\"260\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1316.jpg 346w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1316-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13815\" class=\"wp-caption-text\">Mec\u00e2nico Heleno Belarmino n\u00e3o entende porque as obras<br \/>foram paralisadas. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;Suape receberia grandes navios, que fariam o transbordo para navios pequenos e outros modais, e a ferrovia \u00e9 um dos fatores determinantes. N\u00e3o existe no mundo um grande porto sem uma grande ferrovia&#8221;, aponta o secret\u00e1rio de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, M\u00e1rcio Stefanni.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio informou que, ano passado, Suape bateu o recorde de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, com 12,8 milh\u00f5es de toneladas. A expectativa \u00e9 que a ferrovia aumente essa circula\u00e7\u00e3o. &#8220;Junto com a Refinaria [Abreu e Lima, obra da Petrobras], essa quantidade subiria, inicialmente, para 30 milh\u00f5es de toneladas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Incertezas<\/strong><br \/>\nMorando no distrito do S\u00edtio Ab\u00f3bora, em Trindade, a agente de sa\u00fade comunit\u00e1ria Ros\u00e9lia Vieira viu o sossego da pequena propriedade rural terminar. O terreno \u00e9 cortado pela obra de ferrovia, que passa a 4,5 quil\u00f4metros da BR-316, mas atualmente nenhuma m\u00e1quina trabalha no local.<\/p>\n<p>A poeira fez com que os irm\u00e3os de Ros\u00e9lia deixassem de fazer placas de gesso, indo trabalhar para outras pessoas. Por\u00e9m, a preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 com o dia em que as obras forem retomadas. \u201cEles disseram que minha casa n\u00e3o precisava ser desapropriada, mas ela est\u00e1 toda rachada desde que as obras come\u00e7aram. N\u00e3o posso nem mais criar meus animais, porque eles tiraram minha cerca&#8221;, lamenta a agente de sa\u00fade, que n\u00e3o sabe como vai ficar o acesso \u00e0 pr\u00f3pria casa quando a obra for conclu\u00edda.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13816\" aria-describedby=\"caption-attachment-13816\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1294.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13816\" alt=\"S\u00edtio Pitombeira, em Cust\u00f3dia, fica a poucos metros dos trilhos da Transnordestina. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1294.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1294.jpg 620w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1294-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13816\" class=\"wp-caption-text\">S\u00edtio Pitombeira, em Cust\u00f3dia, fica a poucos metros dos trilhos da Transnordestina.<br \/>(Foto: Katherine Coutinho\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Morando com a esposa e dois filhos em um pequeno s\u00edtio em Ouricuri, o agricultor e carpinteiro Arlei Marques Torres viu a entrada da propriedade virar uma ladeira \u00edngreme quando as obras da Transnordestina passaram pelos fundos do terreno. &#8220;Quando os rolos para acertar o terreno passavam, tremia tudo aqui em casa. Ca\u00edam os copos e pratos do arm\u00e1rio. Imagina quando for o trem?&#8221;, questiona o agricultor.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13817\" aria-describedby=\"caption-attachment-13817\" style=\"width: 346px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn0803.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13817\" alt=\"Edmilson precisou reorganizar a rotina do restaurante. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn0803.jpg\" width=\"346\" height=\"260\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn0803.jpg 346w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn0803-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13817\" class=\"wp-caption-text\">Edmilson precisou reorganizar a rotina do restaurante.<br \/>(Foto: Katherine Coutinho\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A casa do mec\u00e2nico Heleno Belarmino da Silva, no S\u00edtio Pitombeira, distrito de Cust\u00f3dia, fica a 40 metros dos trilhos da ferrovia.<\/p>\n<p>Durante dois anos e sete meses, ele foi funcion\u00e1rio da obra. Com o dinheiro, construiu uma pequena borracharia no terreno onde mora \u2013 que \u00e9 como se sustenta atualmente. &#8220;\u00c9 um absurdo uma obra dessas parar. A gente sabe que deve trazer benef\u00edcios para todos, s\u00f3 n\u00e3o se sabe direito como vai ser&#8221;, admite.<\/p>\n<p>Entre mar\u00e7o de 2009 e dezembro do ano passado, 1.952 desapropria\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 Transnordestina foram realizadas em Pernambuco, de acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico. O total gasto com as indeniza\u00e7\u00f5es soma R$ 28,9 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>A pasta informou que 258 desapropria\u00e7\u00f5es ainda ser\u00e3o feitas, divididas entre os munic\u00edpios de Bel\u00e9m de Maria, na Mata Sul; Cachoeirinha e Pesqueira, no Agreste; Arcoverde, Cust\u00f3dia, Serra Talhada, Salgueiro, Parnamirim e Trindade, no Sert\u00e3o. Esse n\u00famero n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o os trechos chamados SPS-08 e SPS-09, entre Bel\u00e9m de Maria e Suape, que ainda est\u00e3o tendo os tra\u00e7ados aprovados pelo projeto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_13818\" aria-describedby=\"caption-attachment-13818\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1280.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13818\" alt=\"No distrito de Varzinha, em Serra Talhada, ferrovia passar\u00e1 pr\u00f3xima \u00e0s casas. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1280.jpg\" width=\"620\" height=\"465\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1280.jpg 620w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/dscn1280-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-13818\" class=\"wp-caption-text\">No distrito de Varzinha, em Serra Talhada, ferrovia passar\u00e1 pr\u00f3xima \u00e0s casas. (Foto: Katherine Coutinho\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Perspectiva<\/strong><br \/>\nCom as obras da Transnordestina conclu\u00eddas no munic\u00edpio, Salgueiro viu uma diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do n\u00famero de pessoas circulando pela cidade. Restaurantes, hot\u00e9is e pousadas que investiram para atender a demanda de quase 15 mil novos moradores durante a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia est\u00e3o tendo que se adaptar \u00e0 nova realidade \u2013 embora a expectativa de um aeroporto na cidade e de outras obras ajude a criar esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio Edmilson Torres S\u00e1 investiu em um restaurante em 2010. Durante o auge das obras, chegou a vender 1.500 refei\u00e7\u00f5es por dia e a ter 15 funcion\u00e1rios no estabelecimento, \u00e0s margens da BR-232.<\/p>\n<p>Atualmente, s\u00e3o aproximadamente 500 refei\u00e7\u00f5es di\u00e1rias e o n\u00famero de empregados foi reduzido para seis, a maioria de pessoas da fam\u00edlia. &#8220;A gente fica preocupado com o futuro, o fluxo da cidade caiu muito. Era muito carro aqui em Salgueiro, um tr\u00e2nsito que voc\u00ea n\u00e3o acreditava&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Com a baixa, uma pousada no centro de Salgueiro aproveita para fazer as reformas necess\u00e1rias. &#8220;Teve tempo aqui de a gente ver pessoas dormindo nos carros, porque n\u00e3o tinha lugar nas pousadas&#8221;, lembra o gerente, Vandelvo Pereira. O movimento menor preocupa um pouco, mas as perspectivas s\u00e3o boas. &#8220;Dizem que v\u00e3o retomar as obras, que v\u00eam outras&#8221;, explica.<\/p>\n<p>O verdureiro Claudir Codeiro trabalha h\u00e1 anos junto do Mercado Municipal de Salgueiro. Com o final das obras da ferrovia, estima que as vendas diminu\u00edram em, pelo menos, 40% mensalmente. &#8220;Depois que terminou, est\u00e1 muito dif\u00edcil para n\u00f3s. Juntando a seca com o final das obras, estou tendo que buscar verdura em Juazeiro, na Bahia, para valer a pena vender. O salgueirense apostou, mas sem as empresas? N\u00e3o tem como ter retorno. O jeito \u00e9 gastar menos, reduzir as contas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Outras pessoas s\u00e3o mais otimistas. Dono de uma oficina e outros estabelecimentos, Francisco de S\u00e1 Parente transformou os pequenos quartos que tinha em um hotel. &#8220;\u00c9 uma pequena trag\u00e9dia para o melhor. Tinha &#8216;inchado&#8217; demais e agora estamos voltando para a realidade. Estamos a cerca de 600 quil\u00f4metros de todas as capitais do Nordeste, somos um centro log\u00edstico com potencialidade&#8221;, acredita o empres\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trinta e quatro munic\u00edpios pernambucanos s\u00e3o cortados pela ferrovia. G1 encontrou canteiros abandonados e muitas d\u00favidas dos moradores. 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