{"id":17697,"date":"2014-07-08T08:15:56","date_gmt":"2014-07-08T11:15:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=17697"},"modified":"2014-07-08T08:15:56","modified_gmt":"2014-07-08T11:15:56","slug":"chikungunya-tem-sintomas-parecidos-com-dengue-conheca-a-doenca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/chikungunya-tem-sintomas-parecidos-com-dengue-conheca-a-doenca\/","title":{"rendered":"Chikungunya tem sintomas parecidos com dengue; conhe\u00e7a a doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Infec\u00e7\u00e3o provoca febre repentina e intensas dores nas articula\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>V\u00edrus j\u00e1 existe no Brasil e \u00e9 transmitido por mosquitos.<\/strong><\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_17698\" aria-describedby=\"caption-attachment-17698\" style=\"width: 198px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mosquitos-aedes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-17698 size-medium\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mosquitos-aedes-198x300.jpg\" alt=\"V\u00edrus chikungunya pode ser transmitido por dois tipos de mosquitos: o 'Aedes aegypti' (no alto) e o 'Aedes albopictus' (Foto: Douglas Aby Saber\/ Fotoarena-AFP Photo\/ EID Mediterranee)\" width=\"198\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mosquitos-aedes-198x300.jpg 198w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/mosquitos-aedes.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17698\" class=\"wp-caption-text\">V\u00edrus chikungunya pode ser transmitido por dois<br \/> tipos de mosquitos: o &#8216;Aedes aegypti&#8217; (no alto) e o<br \/> &#8216;Aedes albopictus&#8217; (Foto: Douglas Aby Saber\/<br \/> Fotoarena-AFP Photo\/ EID Mediterranee)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus chikungunya provoca sintomas parecidos com a dengue, por\u00e9m mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa \u201caqueles que se dobram\u201d, refer\u00eancia \u00e0 postura que os pacientes adotam diante das penosas dores articulares que provoca. Em compensa\u00e7\u00e3o, comparado com a dengue, o novo v\u00edrus \u00e9 menos letal.<\/p>\n<p>Este ano, j\u00e1 houve 20 casos da infec\u00e7\u00e3o notificados no Brasil, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Mas, at\u00e9 o momento, todos s\u00e3o importados: 19 pacientes contra\u00edram a infec\u00e7\u00e3o no Haiti e um na Rep\u00fablica Dominicana. Saiba mais detalhes sobre a doen\u00e7a:<\/p>\n<p><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><br \/>\nPor ser transmitido pelo mesmo vetor que a dengue, o mosquito Aedes aegypti, e tamb\u00e9m pelo mosquito Aedes albopictus, a infec\u00e7\u00e3o pelo chikungunya segue os mesmos padr\u00f5es sazonais da dengue, de acordo com o infectologista Pedro Tauil, do Comit\u00ea de Doen\u00e7as Emergentes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).<\/p>\n<p>O risco aumenta, portanto, em \u00e9pocas de calor e de chuva, mais prop\u00edcias para a reprodu\u00e7\u00e3o dos mosquitos. A principal diferen\u00e7a de transmiss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dengue \u00e9 que o Aedes albopictus tamb\u00e9m pode ser encontrado em \u00e1reas rurais, n\u00e3o apenas nas cidades. Os insetos picam principalmente durante o dia.<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o v\u00edrus j\u00e1 vinha circulando nos \u00faltimos anos pela \u00c1frica e pela \u00c1sia, principalmente na regi\u00e3o da \u00cdndia. Mais recentemente, tamb\u00e9m foram identificados casos na Europa. Em dezembro de 2013, o v\u00edrus chegou ao Caribe, primeira ocorr\u00eancia de surto nas Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p><strong>Sintomas<\/strong><br \/>\nEntre quatro e oito dias depois da picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articula\u00e7\u00f5es. Outros sintomas, como dor de cabe\u00e7a, dor muscular, n\u00e1usea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferen\u00e7a s\u00e3o as intensas dores articulares.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Em alguns casos, por\u00e9m, as dores articulares podem permanecer por meses e at\u00e9 anos. De acordo com a OMS, complica\u00e7\u00f5es graves n\u00e3o s\u00e3o comuns. Em casos mais raros, h\u00e1 relatos de complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas e neurol\u00f3gicas, principalmente em pacientes idosos. Com frequ\u00eancia, os sintomas s\u00e3o t\u00e3o brandos que a infec\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a ser identificada, ou \u00e9 erroneamente diagnosticada como dengue.<\/p>\n<p>Segundo o secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Jarbas Barbosa, \u00e9 importante observar que o chikungunya \u00e9 &#8220;muito menos severo do que a dengue, em termos de produzir casos graves e hospitaliza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Tratamento<\/strong><br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 um tratamento capaz de curar a infec\u00e7\u00e3o, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento \u00e9 paliativo, com antipir\u00e9ticos e analg\u00e9sicos voltados para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem muito dolorosas, uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica \u00e9 o uso de corticoides.<\/p>\n<p>De acordo com Tauil, os servi\u00e7os m\u00e9dicos brasileiros j\u00e1 est\u00e3o preparados para identificar a doen\u00e7a. \u201cProvavelmente quem vai receber esses casos s\u00e3o os reumatologistas. J\u00e1 escrevemos artigos voltados para esses profissionais, orientando para ficarem atentos a pessoas provenientes de \u00e1reas em que h\u00e1 transmiss\u00e3o\u201d, diz. Pessoas que apresentarem esse tipo de sintoma e estiverem voltando de \u00e1reas onde existe a transmiss\u00e3o do v\u00edrus, como o Caribe, devem comunicar ao m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Apesar de haver poucos riscos de formas hemorr\u00e1gicas da infec\u00e7\u00e3o por chikungunya, recomenda-se evitar medicamentos a base de \u00e1cido acetilsalic\u00edlico (aspirina) nos primeiros dias de sintoma, antes da obten\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico definitivo.<\/p>\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nQuanto \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, valem as mesmas regras aplicadas \u00e0 dengue: ela \u00e9 feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o v\u00edrus. Portanto, evitar \u00e1gua parada, que os mosquitos usam para se reproduzir, \u00e9 a principal medida. Em casos espec\u00edficos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas tamb\u00e9m pode ser aconselhado.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><br \/>\nO v\u00edrus foi identificado pela primeira vez durante uma epidemia na Tanz\u00e2nia entre 1952 e 1953. Mas casos parecidos com infec\u00e7\u00f5es por chikungunya \u2013 com febres e dores nas articula\u00e7\u00f5es \u2013 j\u00e1 tinham sido relatados em 1770.<\/p>\n<p>Na \u00c1sia, o v\u00edrus foi detectado pela primeira vez durante um surto na Tail\u00e2ndia em 1960 e, na \u00cdndia, durante as d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Em 2007, foram identificados os primeiros casos de transmiss\u00e3o na Europa, no norte da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2013, o v\u00edrus finalmente chegou \u00e0 Am\u00e9rica, quando casos foram identificados na ilha de S\u00e3o Martinho, no Caribe. Atualmente, existe um surto da doen\u00e7a em v\u00e1rios pa\u00edses do Caribe.<\/p>\n<p><strong>No Brasil<\/strong><br \/>\nDesde maio, foram detectados 20 casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus chikungunya no Brasil, de acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Todos foram contra\u00eddos em outros pa\u00edses, portanto n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que o v\u00edrus esteja circulando no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com o Secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Jarbas Barbosa, a maioria dos casos s\u00e3o de pessoas que fazem parte da miss\u00e3o brasileira no Haiti: soldados, mission\u00e1rios e profissionais da sa\u00fade. Os pacientes s\u00e3o dos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Desde o ano passado, quando foram confirmados os primeiros casos no Caribe, o Minist\u00e9rio come\u00e7ou a elaborar um plano de conting\u00eancia para o v\u00edrus. \u201cExiste a possibilidade de transmiss\u00e3o em todo local que tem os mosquitos vetores\u201d, diz Barbosa.<\/p>\n<p>O plano consiste em promover uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da popula\u00e7\u00e3o de mosquitos nos arredores de onde os casos s\u00e3o identificados e orientar m\u00e9dicos, assistentes e profissionais dos laborat\u00f3rios de refer\u00eancia sobre como reconhecer um caso suspeito. Atualmente, seis laborat\u00f3rios no pa\u00eds s\u00e3o capazes de fazer o teste para detectar o novo v\u00edrus.<\/p>\n<p>Em 2010, o Brasil j\u00e1 tinha recebido tr\u00eas casos da doen\u00e7a do exterior: dois surfistas que foram infectados na Indon\u00e9sia, e uma mission\u00e1ria infectada na \u00cdndia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infec\u00e7\u00e3o provoca febre repentina e intensas dores nas articula\u00e7\u00f5es. V\u00edrus j\u00e1 existe no Brasil e \u00e9 transmitido por mosquitos. 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