{"id":23722,"date":"2014-12-10T08:53:38","date_gmt":"2014-12-10T11:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=23722"},"modified":"2014-12-10T08:53:38","modified_gmt":"2014-12-10T11:53:38","slug":"relatorio-do-senado-dos-eua-diz-que-bush-sabia-de-torturas-da-cia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/relatorio-do-senado-dos-eua-diz-que-bush-sabia-de-torturas-da-cia\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio do Senado dos EUA diz que Bush sabia de torturas da CIA"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Presidente americano foi informado em abril de 2006.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> Ele teria manifestado seu rep\u00fadio ao ver imagem de preso torturado.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Da France Presse<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O presidente George W. Bush foi informado, em abril de 2006, que a CIA tinha pris\u00f5es secretas nas quais torturava prisioneiros, h\u00e1 quatro anos, para obter informa\u00e7\u00f5es na chamada guerra contra o terror, revela um relat\u00f3rio do Senado publicado nesta ter\u00e7a-feira (9).<\/p>\n<p>Segundo o documento, a CIA revelou a Bush o emprego destas &#8220;t\u00e9cnicas&#8221; de interrogat\u00f3rio no dia 8 de abril de 2006, ap\u00f3s enviar memorandos confidenciais ao departamento de Justi\u00e7a sobre o mesmo programa em 2002 e 2005.<\/p>\n<p>O ent\u00e3o presidente republicano manifestou seu rep\u00fadio ao ver &#8220;a imagem de um preso acorrentado ao teto usando uma fralda, obrigado a fazer suas necessidades nela&#8221;, revela a p\u00e1gina 40 do relat\u00f3rio enviado \u00e0 comiss\u00e3o de Intelig\u00eancia do Senado.<\/p>\n<p>Alguns dos homens submetidos a estas &#8220;t\u00e9cnicas, como Abu Zubeida e Abd Al Rahim Al Nachiri, estavam nestas condi\u00e7\u00f5es desde 2002 e seriam transferidos em breve para a pris\u00e3o de Guant\u00e1namo quando Bush foi informado&#8221;, destaca o documento.<\/p>\n<p>No dia 8 de abril, no Sal\u00e3o Oval, o ent\u00e3o diretor da CIA, Porter Goss, explicou ao presidente as sete t\u00e9cnicas utilizadas e mostrou a imagem de um preso submetido a elas. Foi quando o presidente mostrou sua repulsa.<\/p>\n<p>Com detalhes, o documento descreve como os presos eram deixados durante dias no escuro, jogados contra as paredes, submersos em banhos gelados e privados do sono durante uma semana, al\u00e9m da tortura psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Ao menos cinco presos foram submetidos a &#8220;reidrata\u00e7\u00f5es retais&#8221; e em um caso os torturadores aplicaram alimenta\u00e7\u00e3o pelo reto.<\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o do documento, a senadora Dianne Feinstein, l\u00edder do Comit\u00ea de Intelig\u00eancia, n\u00e3o deixou d\u00favidas sobre o resultado das investiga\u00e7\u00f5es: &#8220;\u00c9 a minha conclus\u00e3o pessoal que, em qualquer acep\u00e7\u00e3o do termo, os presos da CIA foram torturados&#8221;.<\/p>\n<p>O documento de 525 p\u00e1ginas, que inclui par\u00e1grafos inteiro cobertos por tinta preta para proteger informa\u00e7\u00f5es confidenciais, \u00e9 um resumo da vers\u00e3o de 6.000 p\u00e1ginas mantida em sigilo, e que diz que a CIA impediu o Congresso e a Casa Branca a terem acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre o ocorrido e mentiu \u00e0s autoridades.<\/p>\n<p>O texto afirma categoricamente que os m\u00e9todos brutais de interrogat\u00f3rios aplicados pela CIA &#8220;n\u00e3o foram uma maneira eficiente de obter informa\u00e7\u00f5es precisas ou a coopera\u00e7\u00e3o dos detentos&#8221;, e destaca que, apesar disso, a CIA sempre insistiu na efic\u00e1cia do sistema.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o do Senado tamb\u00e9m denuncia que a ag\u00eancia de intelig\u00eancia americana &#8220;n\u00e3o realizou uma contagem profunda e precisa do n\u00famero de pessoas que prendeu e do n\u00famero de detentos que n\u00e3o reuniam o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es de serem detidos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A salvo de qualquer supervis\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><br \/>\nO documento tamb\u00e9m acusa a CIA de ter apresentado &#8220;informa\u00e7\u00e3o incorreta&#8221; entre 2002 e 2007 ao Departamento de Justi\u00e7a sobre o alcance e os efeitos da tortura, assim como impedir que o Congresso pudesse supervisionar a aplica\u00e7\u00e3o deste m\u00e9todo de interrogat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o do programa de interrogat\u00f3rios por parte da CIA &#8220;complicou e, em alguns pontos, impediu&#8221; a a\u00e7\u00e3o de outros departamentos do Poder Executivo. A ag\u00eancia &#8220;impediu a supervis\u00e3o pela Casa Branca e a tomada de decis\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>Um par\u00e1grafo do informe tamb\u00e9m destaca que &#8220;a CIA coordenou o vazamento de informa\u00e7\u00e3o secreta para a imprensa, inclusive informa\u00e7\u00e3o incorreta sobre a efic\u00e1cia&#8221; dos interrogat\u00f3rios sob tortura.<\/p>\n<p>Pouco depois de divulgado o documento, o presidente Barack Obama publicou uma nota na qual afirmou que a tortura era &#8220;contr\u00e1ria aos nossos valores&#8221;.<\/p>\n<p>O governo que precisou planejar uma resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 enfrentou &#8220;escolhas dif\u00edceis&#8221;, disse Obama.<\/p>\n<p>&#8220;Como j\u00e1 disse antes, nossa na\u00e7\u00e3o fez muitas coisas bem nestes anos dif\u00edceis. Mas ao mesmo tempo, algumas a\u00e7\u00f5es tomadas eram contr\u00e1rias aos nossos valores&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Por isso, acrescentou, &#8220;proibi a tortura quando assumi a Presid\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnica ajudou a &#8216;impedir ataques&#8217;<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><br \/>\nO diretor da CIA, John Brennan, insistiu nesta ter\u00e7a-feira em que a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos brutais de interrogat\u00f3rio ajudaram a prevenir atentados.<\/p>\n<p>Ele admitiu que erros foram cometidos, mas acrescentou que a revis\u00e3o dos m\u00e9todos iniciada pela pr\u00f3pria CIA chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que estes interrogat\u00f3rios brutais &#8220;produziram informa\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia que ajudou a impedir ataques, capturar terroristas e salvar vidas&#8221;.<\/p>\n<p>Ex-agentes da CIA denunciaram que o relat\u00f3rio foi &#8220;afetado por erros e interpreta\u00e7\u00f5es totalmente contr\u00e1rios \u00e0 realidade&#8221; e destacaram que, de fato, &#8220;o programa permitiu a captura dos principais l\u00edderes da Al-Qaeda e ajudou a encontrar, inclusive, Osama bin Laden&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo os ex-agentes, centenas de memorandos &#8220;oficiais&#8221; confirmam que a Casa Branca e os l\u00edderes do Congresso conheciam o alcance do programa secreto e estavam envolvidos, desde o princ\u00edpio, no programa de interrogat\u00f3rios.<\/p>\n<p>O grupo garante que oito l\u00edderes do Congresso foram amplamente informados sobre o programa. &#8220;As reuni\u00f5es eram detalhadas e suas rea\u00e7\u00f5es iam desde a aprova\u00e7\u00e3o a nenhuma obje\u00e7\u00e3o contra m\u00e9todos mais agressivos&#8221;.<\/p>\n<p>Dirigentes do opositor Partido Republicano questionaram a conveni\u00eancia da divulga\u00e7\u00e3o e o custo excessivo do informe (US$ 40 milh\u00f5es) para os contribuintes americanos.<\/p>\n<p>As embaixadas dos Estados Unidos amanheceram em alerta m\u00e1ximo por poss\u00edveis repres\u00e1lias antes da divulga\u00e7\u00e3o dessa investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio americano de Defesa, Chuck Hagel, tamb\u00e9m informou que as for\u00e7as militares do pa\u00eds se encontram em &#8220;estado de alerta m\u00e1ximo&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Ordenei aos comandantes que fiquem em estado de alerta m\u00e1ximo em todo o mundo&#8221;, disse Hagel em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa durante uma visita inesperada a Bagd\u00e1.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que at\u00e9 o momento n\u00e3o foram identificadas amea\u00e7as concretas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente americano foi informado em abril de 2006. 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