{"id":34005,"date":"2015-06-13T09:50:49","date_gmt":"2015-06-13T12:50:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=34005"},"modified":"2015-06-13T09:50:49","modified_gmt":"2015-06-13T12:50:49","slug":"1o-congrelit-fichas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/1o-congrelit-fichas\/","title":{"rendered":"1\u00ba CONGRELIT &#8211; FICHAS"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li><strong>EQUIPE DE LITURGIA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>O OUE \u00c9?<\/p>\n<p>A equipe de Liturgia \u00e9 o grupo respons\u00e1vel pela Pastoral Lit\u00fargica, por tudo o que diz respeito \u00e0 vida lit\u00fargica, celebrativa e orante da Comunidade, fazendo com que a Liturgia, conforme express\u00e3o do Conc\u00edlio (SC 9) seja Fonte e Cume, ponto de partida e de chegada de todas as demais atividades da Comunidade.<\/p>\n<p>Suas tarefas principais s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Coordenar Planejar tudo o que diz respeito \u00e0 liturgia, \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es diversas e \u00e0 vida de ora\u00e7\u00e3o da comunidade.<\/li>\n<li>Animar a liturgia ajudando as equipes de celebra\u00e7\u00e3o a articular Liturgia e vida, a celebrar a vida no Mist\u00e9rio de Cristo;<\/li>\n<li>Assessorar grupos e cuidar da forma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria equipe, dos ministros da celebra\u00e7\u00e3o e da Comunidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 uma miss\u00e3o pastoral espec\u00edfica, que se desenvolve, de m\u00e3os dadas com as outras Pastorais da Comunidade, em nome de Jesus o Bom Pastor, inserida na miss\u00e3o dos Pastores da Igreja. Em toda a sua a\u00e7\u00e3o, a Equipe de Liturgia procura deixar transparecer esta atitude de Jesus que conhece as suas ovelhas e vai ao encontro das mais necessitadas para que tenham vida e vida em abund\u00e2ncia. Por isso, a equipe procura aprofundar a sua compreens\u00e3o da miss\u00e3o pastoral\/evangelizadora de Jesus e de sua Igreja, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Celebra\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica para desempenhar melhor o seu pr\u00f3prio papel.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o plena na Liturgia \u00e9 o objetivo principal da Pastoral lit\u00fargica. Participa\u00e7\u00e3o plena, &#8220;ativa, consciente e frutuosa (SC 4)&#8221; na celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio de Cristo.<\/p>\n<p>Desta meta decorrem os demais objetivos e exig\u00eancias que mobilizam as energias da equipe de liturgia.<\/p>\n<p>&#8211; Participa\u00e7\u00e3o Ativa (interior e exterior) onde a comunidade \u00e9 sujeito da celebra\u00e7\u00e3o (celebra\u00e7\u00e3o da comunidade e n\u00e3o para a comunidade);<\/p>\n<p>&#8211; Participa\u00e7\u00e3o consciente e frutuosa, porque a meta que se quer com celebra\u00e7\u00f5es que toquem o cora\u00e7\u00e3o profundo das pessoas, \u00e9 fazer entrar em comunh\u00e3o com o Mist\u00e9rio de Cristo celebrado. Portanto Celebra\u00e7\u00f5es (o que se v\u00ea) que sejam significantes e comunicadoras das realidades divinas (o que n\u00e3o se v\u00ea), que ajudem a passar do que se v\u00ea para que o que n\u00e3o se v\u00ea, o Mist\u00e9rio de Deus em Cristo que se faz presente, para n\u00f3s hoje, na Liturgia que estamos celebrando (\u00e9 a dimens\u00e3o sacramental da Liturgia).<\/p>\n<p>&#8211; Por isso, uma liturgia inculturada, que vela pela qualidade e efic\u00e1cia das celebra\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00f3 ao n\u00edvel objetivo da validade dos ritos, mas ao n\u00edvel subjetivo das pessoas, procurando aproximar a liturgia celebrada da situa\u00e7\u00e3o concreta da assembleia, de sua cultura, sua caminhada de f\u00e9, suas necessidades, sua linguagem.<\/p>\n<p>&#8211; Para isso formar ministros qualificados para a \u201carte de celebrar\u201d: para presidir a ora\u00e7\u00e3o, proclamar a Palavra, exercer com qualidade, t\u00e9cnica e profissional, o Minist\u00e9rio da Anima\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o (comentarista), do Servi\u00e7o do altar (coroinhas), dos minist\u00e9rios do Canto, da M\u00fasica, da Dan\u00e7a, da Organiza\u00e7\u00e3o e decora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o lit\u00fargico onde se celebra etc.<\/p>\n<p>A finalidade \u00faltima almejada pela Equipe de liturgia \u00e9, atrav\u00e9s de celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas plenamente participadas, o crescimento da Igreja na fidelidade \u00e0 gra\u00e7a de Cristo, animada pelo seu Esp\u00edrito, Povo Sacerdotal que, como Jesus, ofere\u00e7a a sua vida a servi\u00e7o do Projeto de Deus.<\/p>\n<p><strong>COMO FAZER?<\/strong> (algumas ideias)<\/p>\n<ol>\n<li><u>Constituir uma Equipe de Liturgia<\/u>. Pessoas com dom e gosto pela liturgia, desejo de aprofundar-se, discernimento, capacidade para ajudar os outros etc, procurando desenvolver uma m\u00edstica da equipe. Procurar integrar jovens e adultos; a presen\u00e7a de um padre\/seminarista\/di\u00e1cono ou religiosa e representantes do Canto, da M\u00fasica, da Dan\u00e7a lit\u00fargica, etc, tudo de acordo com a realidade de cada lugar.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"2\">\n<li><u>Anima\u00e7\u00e3o da Vida Lit\u00fargica<\/u>. A Equipe de Liturgia n\u00e3o se confunde com uma equipe de Celebra\u00e7\u00e3o, ou seja, das diversas pessoas que exercem uma fun\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o na celebra\u00e7\u00e3o. Conv\u00e9m que as equipes de celebra\u00e7\u00e3o sejam variadas e confiadas a diversos grupos (jovens, casais, pastoral social etc.). A equipe de liturgia com sua compet\u00eancia pr\u00f3pria em liturgia vai ajudar a multiplicar estas equipes de celebra\u00e7\u00e3o a preparar a celebra\u00e7\u00e3o com elas, a articular a liturgia com a vida, a usar de criatividade, a melhorar a comunica\u00e7\u00e3o, a qualidade das celebra\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"3\">\n<li><u>Forma\u00e7\u00e3o<\/u>: A prepara\u00e7\u00e3o da Celebra\u00e7\u00e3o com a equipe de celebra\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 meio de forma\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, que pode ser completada com outras formas como laborat\u00f3rio ou oficinas de liturgia, Dias, Semanas, Cursos para grupos especiais ou abertos \u00e0 comunidade, etc.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"4\">\n<li><u>Planejamento \/ Coordena\u00e7\u00e3o <\/u>: o plano da Equipe de Liturgia<\/li>\n<\/ol>\n<p>4.1 Levantamento da situa\u00e7\u00e3o lit\u00fargica (VER)<\/p>\n<p>O que j\u00e1 se faz em termos de liturgia na comunidade, as equipes que existem; quais as celebra\u00e7\u00f5es principais durante o ano? Quem organiza? Quem faz o qu\u00ea? Como se faz? Quando se faz? Anotar os pontos fortes\/fracos, as necessidades mais sentidas. H\u00e1 outras pessoas que poderiam dar uma colabora\u00e7\u00e3o? etc.<\/p>\n<p>4.2 Determinar prioridades (JULGAR)<\/p>\n<p>O que no momento parece mais importante e poss\u00edvel trabalhar a partir das principais necessidades definindo as a\u00e7\u00f5es que ajudariam a melhorar a situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>4.3 Elaborar a programa\u00e7\u00e3o. (AGIR) \u2013<\/p>\n<p>&#8211; Estabelecer objetivos ou metas: um objetivo geral (um ideal a ser alcan\u00e7ado a longo prazo) e v\u00e1rios pequenos objetivos espec\u00edficos que v\u00e3o permitir dar passos para conseguir o objetivo geral. E que v\u00e3o constituir pequenos projetos.<\/p>\n<p>-Organizar um Calend\u00e1rio de atividades da Pastoral Lit\u00fargica. Pode-se fazer um quadro com diversas colunas. Na primeira coluna, na vertical, colocar os meses do ano. Na 2\u00aa coluna, passar em revista o calend\u00e1rio das celebra\u00e7\u00f5es no decorrer do ano com os principais tempos lit\u00fargicos (Advento-Natal; Quaresma-P\u00e1scoa), as celebra\u00e7\u00f5es especiais da Comunidade (Festa da Padroeira), algumas datas especiais. Na 3\u00aa coluna, indicar outras atividades de forma\u00e7\u00e3o e de prepara\u00e7\u00e3o. Na 4\u00aa os respons\u00e1veis.<\/p>\n<p>No calend\u00e1rio, incluir os dias de reuni\u00e3o, os eventuais dias de forma\u00e7\u00e3o\/prepara\u00e7\u00e3o organizadas pela Diocese \/Regional etc.. Conforme as prioridades definidas, indicar pequenos projetos \/ metas a atingir.<\/p>\n<p><strong>QUESTIONAMENTOS:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Na sua Comunidade, quem cuida da liturgia? Existe uma equipe de liturgia? Como funciona?<\/li>\n<li>O que chamou a aten\u00e7\u00e3o de voc\u00eas nesta ficha?<\/li>\n<li>Que pequenos passos voc\u00eas poderiam dar para melhorar as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas?<em>\u00a0<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Jacques Trudel s.j. Doutor em teologia lit\u00fargica.<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>CANTO LIT\u00daRGICO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>A Liturgia Cantada<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;&#8230;o canto sacro &#8230; faz parte necess\u00e1ria ou integrante da liturgia solene. &#8220;A m\u00fasica sacra ser\u00e1 tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica.&#8221; (SC 112).<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9?<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo Natal (2000 anos do Nascimento de Jesus), o respons\u00e1vel pelo minist\u00e9rio da m\u00fasica numa capela preparou para o povo uma folha &#8220;Cantos para a Missa de Natal&#8221; que n\u00e3o tinha nenhum canto de Natal sen\u00e3o Noite Feliz na despedida! Fez o povo cantar \u201cna\u201d liturgia em vez de cantar \u201ca\u201d Liturgia do Senhor.<\/p>\n<p>A m\u00fasica sacra ser\u00e1 tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. (SC 112). Canto lit\u00fargico \u00e9 cantar A LITURGIA, o mist\u00e9rio de Cristo que se celebra, para que a comunidade entre em comunh\u00e3o com o mist\u00e9rio, se deixe tocar pelo amor de Deus, o acolha de maneira frutuosa para que modifique a sua vida. \u00c9 a Liturgia de Cristo cantada, celebrada com canto, pois o canto constitui um sinal de alegria do cora\u00e7\u00e3o (cf. At 2, 46); &#8220;Cantar \u00e9 pr\u00f3prio de quem ama&#8221; (Santo Agostinho): &#8220;Quem canta bem, reza duas vezes&#8221;, prov\u00e9rbio antigo. (IGMR 19).<\/p>\n<p>O excelente Documento da CNBB \u201cA m\u00fasica lit\u00fargica no Brasil\u201d recorda &#8220;Na celebra\u00e7\u00e3o do culto da Igreja, a proposta n\u00e3o \u00e9 de &#8220;fazer m\u00fasica&#8221;; mas de entrar, por meio da arte musical, no mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o&#8221;(n\u00b0 192); &#8220;n\u00e3o \u00e9 coisa que se acrescenta \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, como algo extr\u00ednseco, mas muito mais, como algo que brota das profundezas do esp\u00edrito de quem reza e louva a Deus.&#8221;<\/p>\n<p>Citando o Conc\u00edlio Vaticano II (SC 112), o Catecismo d\u00e1 tr\u00eas motivos em favor da liturgia cantada e tocada. A ora\u00e7\u00e3o adquire uma express\u00e3o de beleza maior; O canto une os cora\u00e7\u00f5es da assembleia e a liturgia se torna mais celebra\u00e7\u00e3o mesmo, &#8220;festa&#8221; solenidade.<\/p>\n<p><em>&#8220;O canto e a m\u00fasica desempenham sua fun\u00e7\u00e3o de sinais de maneira tanto mais significativa por &#8220;estarem intimamente ligados \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica&#8221; segundo tr\u00eas crit\u00e9rios principais: a beleza expressiva da ora\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o un\u00e2nime da assembleia nos momentos previstos e o car\u00e1ter solene da celebra\u00e7\u00e3o. Participam assim da finalidade das palavras e das a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas: a gl\u00f3ria de Deus e a santifica\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is&#8221; (Catecismo n\u00b0 1157). <\/em><\/p>\n<p>O catecismo cita, em seguida, o testemunho de Santo Agostinho tocado pela liturgia de Mil\u00e3o:<\/p>\n<p><em>&#8220;Quanto chorei ouvindo vossos hinos, vossos c\u00e2nticos, os acentos suaves que ecoavam em vossa Igreja. Que emo\u00e7\u00e3o me causavam! Flu\u00edam em meu ouvido, destilando a verdade em meu cora\u00e7\u00e3o. Um grande el\u00e3 de piedade me elevava, e as l\u00e1grimas corriam-me pela face, mas me faziam bem&#8221;(Catecismo n\u00b0 1157)<\/em>.<\/p>\n<p>Sendo Liturgia cantada, toda a liturgia pode ser cantada sem que &#8220;seja necess\u00e1rio cantar sempre todos os textos de por si destinados ao canto&#8221; (IGMR 19). Podemos distinguir:<\/p>\n<p>1) <strong>As partes do que preside,<\/strong> os di\u00e1logos com a assembleia (com suas respostas): por ex. sinal da cruz, sauda\u00e7\u00e3o inicial, o Senhor esteja convosco etc., as ora\u00e7\u00f5es da coleta, sobre as oferendas e da p\u00f3s-comunh\u00e3o, o Pref\u00e1cio e a Prece Eucar\u00edstica (com as aclama\u00e7\u00f5es cantadas pelo Povo).<\/p>\n<p>2) <strong>A proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus<\/strong>: o Evangelho, as demais leituras pelos leitores, o Salmo pr\u00f3prio do dia depois da l\u00aa leitura que, sempre, deveria ser cantado.<\/p>\n<p>3) <strong>As partes comuns \u00e0 assembleia com o que Preside<\/strong> que constituem o &#8220;<strong>ordin\u00e1rio da Missa<\/strong>&#8221; porque s\u00e3o as mesmas em todas as celebra\u00e7\u00f5es: Senhor tende Piedade, (Rito Penitencial) Gl\u00f3ria, Creio, (Ora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is), Santo que mereceria ser sempre cantado, Pai Nosso, Cordeiro de Deus;<\/p>\n<p>4) <strong>As partes pr\u00f3prias<\/strong> da celebra\u00e7\u00e3o que mudam de acordo com o mist\u00e9rio de Cristo celebrado nos ciclos do ano lit\u00fargico: Advento-Natal, Quaresma-P\u00e1scoa, domingos verdes do tempo comum; nas festas particulares: Corpus Christi, S. Cora\u00e7\u00e3o, Trindade, nas celebra\u00e7\u00f5es dos Santos.<\/p>\n<p>S\u00e3o cantos que acompanham ritos de prociss\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>O <strong>Canto inicial<\/strong> da <strong>Entrada em celebra\u00e7\u00e3o<\/strong> durante o qual entram os diversos ministros;<\/li>\n<li>O <strong>Canto das Ofertas<\/strong> que acompanha a prociss\u00e3o dos dons da Comunidade levadas para preparar a Ceia do Senhor.<\/li>\n<li>A <strong>Aclama\u00e7\u00e3o ao Evangelho<\/strong> (enquanto o Evangelho \u00e9 levado ao amb\u00e3o) em geral um duplo Aleluia com uma cita\u00e7\u00e3o do Evangelho que vai ser lido;<\/li>\n<li><strong>O Canto da comunh\u00e3o<\/strong> durante a prociss\u00e3o dos que v\u00e3o receber de Cristo o alimento de sua Vida por n\u00f3s oferecida: o seu Corpo entregue, o seu Sangue por n\u00f3s derramado para que possamos fazer e viver como Ele. O Missal Romano conserva para estes momentos a sugest\u00e3o de uma ant\u00edfona (com salmo) que d\u00e1 o sentido teol\u00f3gico do mist\u00e9rio de Cristo celebrado e que pode orientar a nossa escolha de um canto pr\u00f3prio. A notar que, como para a aclama\u00e7\u00e3o ao Evangelho, muitas vezes a ant\u00edfona de comunh\u00e3o retoma uma frase do evangelho do dia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>5) <strong>Outros cantos suplementares<\/strong> de mais livre op\u00e7\u00e3o: canto de Boas Vindas na sauda\u00e7\u00e3o inicial, canto da Paz, a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as ou interioriza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a comunh\u00e3o, canto final entusiasta; ou mesmo refr\u00e3es meditativos e repetitivos antes de iniciar a celebra\u00e7\u00e3o, antes da 1a leitura, ap\u00f3s a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho ou no fim da homilia, etc.<\/p>\n<p><strong>COMO FAZER?<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0\u201cd\u00ea-se grande valor ao uso do canto nas celebra\u00e7\u00f5es, tendo em vista a \u00edndole dos povos e as possibilidades de cada assembleia (1GMR 19)\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>A efic\u00e1cia pastoral da celebra\u00e7\u00e3o aumentar\u00e1&#8230;, se os textos das leituras, das ora\u00e7\u00f5es e dos cantos corresponderem, na medida do poss\u00edvel, \u00e0s necessidades, \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o espiritual e \u00e0 mentalidade dos participantes&#8230; Por isso, na organiza\u00e7\u00e3o da Missa, o sacerdote levar\u00e1 mais em conta o bem espiritual de toda a assembleia do que o seu pr\u00f3prio gosto (IGMR 313). <\/em><\/p>\n<p><strong>Diversos crit\u00e9rios<\/strong> para a escolha dos cantos na liturgia cantada Para o bem da Assembleia<\/p>\n<p>1\u00b0 <strong>Levar em conta as pessoas<\/strong>, pois a assembleia lit\u00fargica tem primazia como sujeito da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica. <strong>Quem celebra<\/strong> (adultos \/jovens\/crian\u00e7as) com suas peculiaridades de idade, mentalidade-\u00edndole, necessidades e possibilidades. Respeitar, portanto, a sensibilidade religiosa do nosso povo.<\/p>\n<p>2\u00b0 <strong>Levar em conta o tempo do ano lit\u00fargico<\/strong> &#8220;Esteja intimamente ligada \u00e0 a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica a ser realizada&#8221; SC112, para a escolha dos cantos do &#8220;Pr\u00f3prio do tempo&#8221; e o n\u00famero de cantos e tonalidade dos cantos do comum, cantos livres ou m\u00fasicas. Se poss\u00edvel os cantos estejam em sintonia com os textos b\u00edblicos de cada celebra\u00e7\u00e3o, especialmente com o Evangelho. Ver os Hin\u00e1rios da CNBB.<\/p>\n<p>3\u00b0 <strong>Escolher o canto adequado ao momento ritual<\/strong> dentro da celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4<strong>\u00b0 Levar em conta a vida comunidade<\/strong> com suas alegrias e dificuldades, suas lutas, a pobreza, etc. onde Cristo se faz presente com sua salva\u00e7\u00e3o, evitando dois perigos tanto o exagerado individualismo (intimista e sentimentalista com muito &#8220;eu&#8221; e &#8220;meu&#8221;) quanto o exagerado militantismo pregando a luta pela justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>5<strong>\u00b0 Privilegiar cantos de qualidades<\/strong>: inspira\u00e7\u00e3o na B\u00edblia, linguagem po\u00e9tica e simb\u00f3lica, car\u00e1ter orante, expressivos do di\u00e1logo entre Deus e seu povo; linguagem verbal e musical, no &#8220;jeito&#8221; da cultura do povo local, possibilitando uma participa\u00e7\u00e3o consciente, ativa e frutuosa dos fi\u00e9is.<\/p>\n<p>6<strong>\u00b0 Procurar variar a maneira de cantar<\/strong> (solista-povo; coral) e encontrar novos momentos para cantar ou tocar a m\u00fasica. Favorecer momentos de m\u00fasica s\u00f3 de vez em quando.<\/p>\n<p><strong>PERGUNTAS PARA REFLETIR<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Quem faz e como \u00e9 feita a escolha dos cantos na sua comunidade?<\/li>\n<li>Os cantos escolhidos refletem o tempo lit\u00fargico?<\/li>\n<li>Cada canto \u00e9 adequado ao momento ritual da celebra\u00e7\u00e3o?<\/li>\n<li>A partir desta ficha, verificar os momentos habituais de cantos na sua comunidade e os momentos da liturgia que nunca s\u00e3o cantados. Voc\u00eas poderiam iniciar uma programa\u00e7\u00e3o musical que inclu\u00edsse novos momentos de cantos?<\/li>\n<li>Al\u00e9m de acompanhar o canto, voc\u00eas valorizam a m\u00fasica por si s\u00f3, como introdu\u00e7\u00e3o musical, para criar um clima, para prolongar uma ora\u00e7\u00e3o, uma leitura, em vez de um canto de ofertas por exemplo?<\/li>\n<li>Quais as partes que o que preside a liturgia canta? Seria poss\u00edvel pedir que cantasse outros momentos aos poucos, \u00e0 condi\u00e7\u00e3o que tenha capacidade e voz para isso?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>SUGEST\u00d5ES CONCRETAS<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Para melhorar a programa\u00e7\u00e3o musical das comunidades, ofere\u00e7o algumas sugest\u00f5es.<\/p>\n<ol>\n<li>Cantar sempre o salmo, ao menos o refr\u00e3o que pode ser criado na comunidade. Pode se escolher um salmo comum para v\u00e1rios domingos. Do mesmo modo, nunca omitir de cantar o Santo.<\/li>\n<li>Introduzir pequenos cantos do ordin\u00e1rio como: os am\u00e9ns, a doxologia final, o sinal da cruz, a sauda\u00e7\u00e3o inicial etc.<\/li>\n<li>De vez em quando, introduzir alguns refr\u00e3os meditativos antes da celebra\u00e7\u00e3o, antes das leituras e um canto bem entusiasta como canto final ou de despedida.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Aos poucos, aumentar o repert\u00f3rio de cantos para o Pr\u00f3prio do tempo: em particular para a P\u00e1scoa, Semana Santa, Quaresma al\u00e9m dos cantos da CF, Advento e Natal inspirando-se dos Hin\u00e1rios da CNBB.<\/p>\n<p><strong>Para aprofundar<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0Estudos da CNBB 79 A m\u00fasica Lit\u00fargica no Brasil, Paulus 1999. Os Hin\u00e1rios da CNBB<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Jacques Trudel s.j. Doutor em teologia lit\u00fargica<\/em><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>ARTE LIT\u00daRGICA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Criar um espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o e de beleza para celebrar<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;<em>A casa de ora\u00e7\u00e3o onde a Eucaristia \u00e9 celebrada e conservada, onde os fi\u00e9is se re\u00fanem&#8230;. deve ser bela e adequada para a ora\u00e7\u00e3o e as celebra\u00e7\u00f5es religiosas&#8221;. (Catecismo 1181)<\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;A celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 enriquecida com o contributo da arte, que ajuda os fi\u00e9is a celebrarem, a se encontrarem com Deus e a rezarem &#8221; (4\u00aa Instru\u00e7\u00e3o A Liturgia Romana e a Incultura\u00e7\u00e3o n. 43)<\/em><em style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9?<\/strong><\/p>\n<p>A Arte Sacra (Arte Lit\u00fargica como se prefere chamar hoje) designa a Arte que se coloca a servi\u00e7o da Liturgia e da participa\u00e7\u00e3o ativa e plena da Assembleia na Liturgia. N\u00e3o se refere aos ritos como tais nem \u00e0 m\u00fasica sacra (que sem d\u00favida s\u00e3o arte), mas quer contemplar concretamente todos os <strong>elementos materiais<\/strong> <strong>e f\u00edsicos<\/strong> que criam o ambiente para a celebra\u00e7\u00e3o ou s\u00e3o usados na celebra\u00e7\u00e3o e que, deste modo, integram a celebra\u00e7\u00e3o e condicionam a participa\u00e7\u00e3o da assembleia. S\u00e3o: o lugar onde se celebra, o <em>mobili\u00e1rio<\/em> (altar &#8211; amb\u00e3o &#8211; sede &#8211; pia batismal, etc.), todos os objetos que se usam (c\u00e1lice, patena, tur\u00edbulo etc), as vestes dos ministros, etc., as imagens (a cruz &#8211; os santos), a ornamenta\u00e7\u00e3o e decora\u00e7\u00e3o e todas os demais elementos que ajudam a criar um ambiente prop\u00edcio e uma celebra\u00e7\u00e3o bonita e gostosa que fale ao cora\u00e7\u00e3o: plantas, flores, jardins, estandartes, panos, ilumina\u00e7\u00e3o, etc. (SC 122-123 e IGMR 253-280, 287-312).<\/p>\n<p>Na ambienta\u00e7\u00e3o como na celebra\u00e7\u00e3o, tudo deveria manifestar beleza e bom gosto na confec\u00e7\u00e3o, escolha e na integra\u00e7\u00e3o dos diversos elementos num conjunto de unidade harmoniosa e n\u00e3o com apar\u00eancia de simples aglomerado de coisas. Diz a IGMR a prop\u00f3sito: &#8220;<em>sejam realmente<\/em> <em>dignos e belos<\/em>, <em>sinais e s\u00edmbolos das coisas divinas<\/em>&#8221; (IGMR 253) &#8220;<em>visar mais a nobre simplicidade<\/em> <em>do que a pompa<\/em>&#8220;; cuidar da &#8220;<em>autenticidade dos materiais<\/em>&#8221; (IGMR 279) isto \u00e9 n\u00e3o querer imita\u00e7\u00e3o; &#8220;<em>aliar uma nobre simplicidade a um apurado asseio<\/em>&#8221; (IGMR 312). Quanto ao estilo &#8220;<em>a Igreja<\/em> &#8230;<em>admite as express\u00f5es art\u00edsticas de todos os povos e regi\u00f5es<\/em> (1GMR 254),&#8221; portanto, <strong>encultura\u00e7\u00e3o e fidelidade ao tempo<\/strong> presente em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios lit\u00fargicos.<\/p>\n<p><strong>A Arte lit\u00fargica: uma ponte entre o vis\u00edvel e o invis\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>A arte lit\u00fargica colocada a servi\u00e7o da Palavra e do rito se faz transparente ao mist\u00e9rio celebrado, ajuda a fazer descobrir a presen\u00e7a invis\u00edvel de Cristo. A arquitetura, a disposi\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, os objetos, a decora\u00e7\u00e3o, as vestes, as toalhas, as cores que mudam de acordo com o ano lit\u00fargico. Tudo isso fala \u00e0 pessoa inteira ajudando a suscitar sentimentos de admira\u00e7\u00e3o, louvor, respeito, a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, arrependimento, devo\u00e7\u00e3o, compaix\u00e3o, senso \u00e9tico, que brotam da experi\u00eancia religiosa de Deus e fazem crescer na f\u00e9. A liturgia pr\u00e9-conciliar manifestava uma preocupa\u00e7\u00e3o excessiva pela validade e execu\u00e7\u00e3o correta das rubricas; hoje ampliamos o horizonte para real\u00e7ar as dimens\u00f5es festivas, est\u00e9tica e m\u00edstica da celebra\u00e7\u00e3o. A arte lit\u00fargica n\u00e3o fala de si sen\u00e3o de Deus e do seu mist\u00e9rio. &#8220;<em>A arte sacra verdadeira leva o homem \u00e0 adora\u00e7\u00e3o, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e ao amor de Deus Criador e Salvador, Santo e Santificador&#8221;.<\/em> (Catecismo 1502). O desafio para a arte lit\u00fargica consiste em conciliar, criar um ambiente belo, amig\u00e1vel, familiar, acolhedor, alegre e, ao mesmo tempo, que inspire admira\u00e7\u00e3o, respeito adora\u00e7\u00e3o e rever\u00eancia da criatura diante do mist\u00e9rio de Deus Criador e Salvador, ou como escrevia Jo\u00e3o-Paulo II na Carta aos artistas (n. 16), que possa conduzir <em>\u201c\u00e0quele Oceano infinito de beleza onde o assombro se converte em admira\u00e7\u00e3o, inebriamento, alegria inexprim\u00edvel\u2019\u201d.<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>COMO FAZER &#8211; Os espa\u00e7os celebrativos<\/strong><\/p>\n<p>Quando se constr\u00f3i uma igreja h\u00e1 de pensar em muitos espa\u00e7os (catequese, reuni\u00f5es, festas, administra\u00e7\u00e3o), mas, de maneira toda especial, nos espa\u00e7os lit\u00fargicos. Prever espa\u00e7os: para a <strong>acolhida <\/strong>fraterna (o adro), lugar interm\u00e9dio entre a rua e a celebra\u00e7\u00e3o, para a reuni\u00e3o da <strong>Assembleia<\/strong> (nave) com destaque para o lugar dos ministros (<strong>presbit\u00e9rio<\/strong>), espa\u00e7o para o <strong>coral e m\u00fasicos<\/strong> na assembleia, espa\u00e7o vazio amplo para as <strong>prociss\u00f5es <\/strong>dan\u00e7adas ou n\u00e3o da entrada, ofertas, comunh\u00e3o, etc.; espa\u00e7o para celebrar o <strong>Batismo<\/strong> e a <strong>Reconcilia\u00e7\u00e3o<\/strong>, espa\u00e7o para a <strong>reserva da Eucaristia<\/strong> (<strong>capela do Sant\u00edssimo<\/strong>).<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o lit\u00fargica \u00e9 quem determina a forma e organiza\u00e7\u00e3o de cada espa\u00e7o tendo em <strong>vista a participa\u00e7\u00e3o ativa da assembleia<\/strong>, pois a forma tem uma influ\u00eancia direta sobre n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o. O tradicional formato de uma igreja longa e estreita (da missa rezada em latim de costas para o povo) se mostra inadequado para uma celebra\u00e7\u00e3o bem participada onde &#8220;<em>a assembleia inteira \u00e9 o liturgo<\/em>&#8220;, &#8220;<em>cada um segundo a sua fun\u00e7\u00e3o<\/em>&#8221; (Catecismo 1188.). <em>&#8220;Disponham-se os lugares dos fi\u00e9is com todo cuidado de sorte que possam participar devidamente das a\u00e7\u00f5es sagradas com os olhos e o esp\u00edrito<\/em>&#8221; e ver e ouvir com facilidade (IGMR 273). Existem novas formas de constru\u00e7\u00e3o (mais quadrada \/ circular \/em trap\u00e9zio, ou outra) com planta baixa que permite distribuir os fi\u00e9is o mais perto poss\u00edvel da a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, em v\u00e1rias fileiras em forma de leque, meio c\u00edrculo ou de <strong>U<\/strong> (em frente e em cada um dos lados do altar) onde possam tamb\u00e9m ver-se uns aos outros. Esta distribui\u00e7\u00e3o manifesta melhor a assembleia lit\u00fargica como <strong>Igreja reunida na diversidade das fun\u00e7\u00f5es<\/strong>, acentua o car\u00e1ter de <strong>familiaridade <\/strong>caracter\u00edstica <strong>da Domus ecclesiae<\/strong> primitiva, a Casa da Igreja. O fato de ver-se face a face (e n\u00e3o somente cabe\u00e7as) facilita a participa\u00e7\u00e3o ativa. O <strong>presbit\u00e9rio<\/strong> ocupa um dos lados um pouco mais elevado, apenas o suficiente para facilitar a vis\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo, pela sua unidade com a nave, deve manifestar, que os ministros s\u00e3o membros da mesma Assembleia embora com fun\u00e7\u00f5es diversificadas. Para evitar a impress\u00e3o de ministros demasiadamente separados da assembleia. H\u00e1 inclusive experi\u00eancias felizes de <strong>espa\u00e7o sem presbit\u00e9rio<\/strong> onde os 3 pontos focais do <strong>amb\u00e3o<\/strong> para a Palavra, do <strong>altar<\/strong> para o sacramento e da <strong>Sede<\/strong> (cadeira) para a presid\u00eancia, devidamente destacados, s\u00e3o localizados em meio \u00e0 assembleia.. Isso se torna mais f\u00e1cil em capelas ou locais com assembleias menores distribu\u00eddas em c\u00edrculo ou em dois lados frente a frente (modelo antifonal coro a coro de mosteiros). (CL\u00c1UDIO PASTRO, Guia do espa\u00e7o sagrado, Loyola, S\u00e3o Paulo, 1999).<\/p>\n<p>Os 3 pontos focais mencionados merecem um tratamento art\u00edstico diferenciado na sua estrutura e\/ou na decora\u00e7\u00e3o para real\u00e7ar a sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<ol>\n<li>O <strong>altar<\/strong> <strong>ou mesa do<\/strong> <strong>Senhor<\/strong>, fixo (de prefer\u00eancia) ou m\u00f3vel, deve aparecer como &#8220;<em>centro para onde se volte a aten\u00e7\u00e3o de toda a assembleia dos fi\u00e9is<\/em>&#8221; (IGMR 262.). Sugere-se localiz\u00e1-lo mais pr\u00f3ximo dos fi\u00e9is avan\u00e7ando o p\u00f3dio. Hoje, h\u00e1 uma tend\u00eancia a confeccionar altares de propor\u00e7\u00e3o modesta embora de diversas formas, por ex. 150x150cm, 100cm de altura, mesmo em igreja grande e de colocar nele apenas a toalha, o missal e, a partir das ofertas, a patena grande \u00fanica com o p\u00e3o para todos e o c\u00e1lice, deixando as velas fora do altar onde \u00e9 poss\u00edvel.<\/li>\n<li>Para a Liturgia da Palavra \u00e9 centro da aten\u00e7\u00e3o <strong>o amb\u00e3o \u00fanico<\/strong>, fixo se poss\u00edvel e de confec\u00e7\u00e3o art\u00edstica; idealmente, n\u00e3o deveria ser usado para coment\u00e1rios ou avisos.<\/li>\n<li>A <strong>sede<\/strong> onde o que preside dirige as ora\u00e7\u00f5es e pode fazer a homilia ser\u00e1 \u00fanica e diferenciada dos assentos dos demais ministros, mas sem dar ideia de trono (IGMR 271). A localiza\u00e7\u00e3o no fundo do presbit\u00e9rio nem sempre \u00e9 satisfat\u00f3ria na pr\u00e1tica para uma boa comunica\u00e7\u00e3o e novas formas de plantas baixas conseguem situ\u00e1-lo mais perto dos fi\u00e9is.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Para o <strong>sacr\u00e1rio <\/strong>a IGMR recomenda, onde \u00e9 poss\u00edvel &#8220;<em>uma capela que favore\u00e7a a adora\u00e7\u00e3o e a ora\u00e7\u00e3o particular&#8221; <\/em>(IGMR 276). Para <strong>o Batismo<\/strong> deveria pensar-se em pias ou fontes batismais com \u00e1gua corrente prevendo a possibilidade, como \u00e9 a tend\u00eancia, o batismo por imers\u00e3o total ou parcial de crian\u00e7as e, possivelmente, de adultos. Existem j\u00e1 muitas sugest\u00f5es interessantes de formas. A localiza\u00e7\u00e3o nem sempre f\u00e1cil pode ser: a) perto da assembleia\u00a0 mas fora do presbit\u00e9rio, b) na entrada da igreja de sorte que possa servir tamb\u00e9m de pia de \u00e1gua benta para os fi\u00e9is ou c) numa capela pr\u00f3pria, mas \u00e0 vista.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o: a import\u00e2ncia do espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o e de beleza<\/strong><\/p>\n<p>Criar um espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o e de beleza n\u00e3o \u00e9 indiferente. As igrejas s\u00e3o verdadeiros lugares de inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, pois formam as sensibilidades religiosas de quem as frequenta ao longo do tempo. Criar um espa\u00e7o de beleza e de asseio \u00e9 tamb\u00e9m exercer uma fun\u00e7\u00e3o educadora e humanizadora no meio de tantas condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de nossa gente. A beleza faz parte do projeto criador &#8220;<em>Ao p\u00f4r em relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu tamb\u00e9m que era belo &#8220;<\/em> (tradu\u00e7\u00e3o grega dos setenta de Gn 1,31). Citada em JO\u00c3O-PAULO !I, Carta aos artistas n\u00b0 3 nota. 4, Paulinas 1999.<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00f5es <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Avaliar a nossa igreja\/capela com tudo o que ela cont\u00e9m, inclusive os objetos usados, as toalhas, os paramentos etc. para verificar o estado e o que se pode melhorar. Verificar especialmente o amb\u00e3o, o altar mesa do Senhor, o lugar de quem preside, a pia batismal e a reserva da Eucaristia.<\/li>\n<li>Constituir uma equipe diocesana de &#8220;<em>Arte lit\u00fargica<\/em>&#8221; que possa orientar, ao menos, as comunidades na constru\u00e7\u00e3o de igrejas e capelas.<\/li>\n<li>Procurar trabalhar a ambienta\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o da celebra\u00e7\u00e3o de acordo com os tempos fortes da liturgia. Escolher um elemento para real\u00e7ar: a cruz, o c\u00edrio pascal, a pia batismal, o amb\u00e3o, com a ajuda de panos coloridos, arranjos florais, ou outro elemento decorativo.<strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Sugest\u00e3o de leituras<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Catecismo da Igreja cat\u00f3lica: 1179-1186; 1196-1199; 2500-2503;<\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00e3o gerai do Missal Romano (no pr\u00f3prio missal), nn: IGMR 253-280, 287-312.<\/p>\n<ol start=\"1999\">\n<li>PASTRO, Guia do espa\u00e7o sagrado, Loyola 1999.<\/li>\n<\/ol>\n<p>MONS. GUILHERME SCHUBERT, Arte para a f\u00e9, Igrejas e Capelas depois do Conc\u00edlio Vaticano II, Vozes 1979.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>LITURGIA E COMUNICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>&#8220;Na Liturgia, Deus fala a seu Povo, E o povo RESPONDE a Deus com c\u00e2nticos e com ora\u00e7\u00f5es &#8220;(SC 33)<\/em><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9?<\/strong><\/p>\n<p>Falar de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 falar de rela\u00e7\u00e3o entre pessoas, de algo que se d\u00e1 a conhecer, se partilha, criando algo comum, comunh\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o. No n\u00edvel mais profundo, quem entra em comunica\u00e7\u00e3o com outro d\u00e1 a conhecer algo de si, de sua interioridade, de sua intimidade at\u00e9, ideias, experi\u00eancias, emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na liturgia, podemos distinguir 1\u00b0. A comunica\u00e7\u00e3o &#8220;vertical&#8221; de Deus com o seu Povo, 2\u00b0. A comunica\u00e7\u00e3o &#8220;<em>horizontal<\/em>&#8221; dos ministros com a assembleia. No 1\u00b0 n\u00edvel, fundamental, toda a liturgia n\u00e3o visa sen\u00e3o a comunica\u00e7\u00e3o viva com o Pai que faz de n\u00f3s filhos e filhas, irm\u00e3os e irm\u00e3s, por um trabalho progressivo de transforma\u00e7\u00e3o interior. Deus, por\u00e9m, n\u00e3o se v\u00ea. A comunica\u00e7\u00e3o com Deus \u00e9 de ordem sacramental dos sinais, ou seja, passa pelas estruturas de <strong>comunica\u00e7\u00e3o humana<\/strong> dos ritos, a\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas, palavras, etc.<\/p>\n<p>O 2\u00b0 n\u00edvel de comunica\u00e7\u00e3o diz respeito justamente a esta comunica\u00e7\u00e3o humana na assembleia, de quem preside \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, proclama com a assembleia, \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o das leituras, etc. A celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 um conjunto de gestos, palavras, ritos, de uma ou v\u00e1rias pessoas e que constituem v\u00e1rias linguagens espec\u00edficas que v\u00e3o do n\u00e3o-verbal ao verbal. Neste n\u00edvel, a comunica\u00e7\u00e3o na liturgia obedece \u00e0s leis cient\u00edficas, da comunica\u00e7\u00e3o. Um microfone defeituoso, uma ilumina\u00e7\u00e3o inadequada, leitores que n\u00e3o pronunciam bem as palavras, dificultam a comunica\u00e7\u00e3o tanto na liturgia quanto numa confer\u00eancia. Aqui entram em jogo t\u00e9cnicas da comunica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancias espec\u00edficas a serem adquiridas. Embora a gra\u00e7a de Deus possa vir em ajuda \u00e0s nossas fragilidades, no entanto, a partir da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus, a comunica\u00e7\u00e3o com o divino ser\u00e1 facilitada por uma boa comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 nas estruturas e pelas estruturas da comunica\u00e7\u00e3o humana, que se pode facilitar ou dificultar a comunica\u00e7\u00e3o com o divino. Deus fala a seu povo e o povo responde a Deus.<\/p>\n<p><strong>O esquema elementar da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> responde \u00e0s perguntas: <strong>Quem<\/strong> comunica, <strong>o Qu\u00ea comunica,<\/strong> para <strong>Quem comunica<\/strong>. ou seja a) o esquema base<\/p>\n<p>Quem emite a mensagem <strong>\u2013 <\/strong>o<strong> Emissor,<\/strong> &#8211; a <strong>Mensagem,<\/strong> e o <strong>Receptor<\/strong>.<\/p>\n<p>No exemplo da SC 33, o <em>&#8220;c\u00edrculo da comunica\u00e7\u00e3o<\/em>&#8221; se fecha com a resposta do destinat\u00e1rio que se torna, por sua vez, Emissor. Quando a comunica\u00e7\u00e3o acontece numa \u00fanica dire\u00e7\u00e3o como no caso de um mon\u00f3logo, fala-se de comunica\u00e7\u00e3o unilateral.<\/p>\n<p>Quando a <strong>mensagem<\/strong> usa palavras faladas ou escritas, temos comunica\u00e7\u00e3o verbal. Quando a mensagem se transmite atrav\u00e9s de sinais gestos corporais (o abra\u00e7o da paz) etc., falamos de <strong>comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal<\/strong>. Ao lado da comunica\u00e7\u00e3o verbal, especialmente na liturgia da Palavra, a celebra\u00e7\u00e3o usa muito a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal de gestos, atitudes, cores, s\u00edmbolos, incenso, velas, tamanho e forma e objetos, etc.<\/p>\n<p>Na mensagem podemos distinguir: a) o <strong>significado<\/strong>, o conte\u00fado da mensagem que se quer transmitir, e b) o <strong>c\u00f3digo<\/strong> usado para transmitir o conte\u00fado da mensagem (significante), isto \u00e9, o elemento material percept\u00edvel aos sentidos. Quando digo &#8220;\u00e1gua&#8221; para me referir a uma determinada realidade (o <strong>conte\u00fado<\/strong> a transmitir), estou usando sem perceber o &#8220;<strong>c\u00f3digo<\/strong>&#8221; de um sinal sonoro particular, que e o elemento material percept\u00edvel aos sentidos, a saber, no caso, o <strong>c\u00f3digo<\/strong>, dos sons do portugu\u00eas. Se, para designar a mesma realidade, eu disser &#8220;water&#8221; ou eau&#8221; estou usando outros sinais sonoros, outros c\u00f3digos espec\u00edficos do ingl\u00eas e do franc\u00eas. Se o meu interlocutor n\u00e3o conhecer estes c\u00f3digos n\u00e3o ter\u00e1 acesso ao conte\u00fado da mensagem, e n\u00e3o haver\u00e1 comunica\u00e7\u00e3o. Para que haja comunica\u00e7\u00e3o entre um emissor e o destinat\u00e1rio \u00e9 preciso um c\u00f3digo comum a ambos. Uma defini\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o comunicativa diz &#8220;<em>utiliza\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo para a transmiss\u00e3o de uma mensagem de sorte que permita que um emitente e um receptor possam entrar em contato.&#8221;<\/em> (Dizionario di Omiletica, Elle D\u00ed Ci 1998,col. 811a ). Recordo Val\u00e9ria, hoje muito bem atuante na comunidade que dizia &#8220;<em>quando entrei na crisma n\u00e3o entendia nada do que o Padre falava na missa&#8221;.<\/em> Todos os elementos da celebra\u00e7\u00e3o constituem uma linguagem espec\u00edfica de conte\u00fados com&#8221;c\u00f3digos&#8221; que necessitam de uma inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Ru\u00eddos na comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> s\u00e3o as interfer\u00eancias que impedem uma correta transmiss\u00e3o da mensagem. Pode ser o chiado do microfone, mas, tamb\u00e9m, o zeloso sacrist\u00e3o que, durante a leitura, tenta em v\u00e3o acender a vela do altar; todos acabam prestando mais aten\u00e7\u00e3o ao sacrist\u00e3o do que ao leitor. O <strong>feedback <\/strong>ou <strong>retroalimenta\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 um mecanismo que procura verificar o grau de fidelidade com que uma mensagem chega ao destinat\u00e1rio. Os m\u00fasicos e cantores usam um caixa de retorno; como fazemos para saber se as nossas celebra\u00e7\u00f5es &#8220;passam&#8221;, comunicam, ajudam a assembleia a encontrar-se com o Senhor?<\/p>\n<p>Falar \u00e9 &#8220;dizer alguma coisa sobre alguma coisa\u201d. Tr\u00eas aspectos entrem em considera\u00e7\u00e3o. 1 &#8211; <strong>Falo para ser entendido<\/strong>. E o aspecto do conte\u00fado (significado) a comunicar. 2 &#8211; <strong>Para qu\u00ea falo<\/strong>? Falar\/comunicar produz um efeito. Permite algumas fun\u00e7\u00f5es: tomar contato (o Senhor esteja convosco!) provocar sentimentos (Deus te ama, meu irm\u00e3o!), comunicar ideias (Pascoa \u00e9 a festa principal&#8230;), incitar a passar \u00e0 a\u00e7\u00e3o (sejam generosos com o d\u00edzimo; de p\u00e9 para), informar (na quinta feira vai ter&#8230;), realizar o que se diz (Eu te absolvo dos teus pecados.), etc. 3 &#8211; <strong>O que n\u00e3o se diz<\/strong> afeta, tamb\u00e9m, a comunica\u00e7\u00e3o: o tom de voz, o olhar, as hesita\u00e7\u00f5es, as vestes usadas, o jeito pessoal favorecem ou dificultam a comunica\u00e7\u00e3o. Por sua vez, o destinat\u00e1rio recebe a mensagem a partir do que ele \u00e9, sua situa\u00e7\u00e3o existencial, sua hist\u00f3ria, sua experi\u00eancia, suas necessidades, seus desejos, etc.<\/p>\n<p><strong>COMO FAZER?<\/strong><\/p>\n<p>Na liturgia temos v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas distintas de tomada da palavra como: 1 &#8211; A proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus. 2 &#8211; As ora\u00e7\u00f5es presidenciais. 3 &#8211; A homilia. 4 &#8211; As moni\u00e7\u00f5es de introdu\u00e7\u00e3o. 5 &#8211; Os avisos, etc. Em princ\u00edpio, cada uma destas situa\u00e7\u00f5es mereceria um tom de voz diferente. N\u00e3o se proclama o evangelho como se d\u00e1 um aviso.<\/p>\n<p>O ato de falar \u00e9 ao mesmo tempo um gesto do corpo e um gesto da voz. <strong>Gesto do corpo<\/strong>: chegar ao amb\u00e3o, equilibrar-se bem nos dois p\u00e9s, m\u00e3os que seguram o livro, cabe\u00e7a voltada para o povo olhando para a assembleia, criar uma presen\u00e7a. <strong>Gesto da voz<\/strong>: preocupa\u00e7\u00e3o com o <strong><em>conte\u00fado<\/em><\/strong> da mensagem a transmitir (claridade pronuncia\u00e7\u00e3o, e dic\u00e7\u00e3o) das palavras, encontrar o tom de voz adequado ao tamanho e qualidade tipo de assembleia, ao g\u00eanero liter\u00e1rio do texto: narrativa de milagre, par\u00e1bola, texto po\u00e9tico, exorta\u00e7\u00e3o, etc. Existem t\u00e9cnicas para falar, mas n\u00e3o servem de nada se n\u00e3o se cria antes de tudo interioridade. Quando a Palavra de Deus \u00e9 proclamada, n\u00e3o \u00e9 qualquer palavra, \u00e9 Deus quem fala e fala, em primeiro, a mim, o leitor. O leitor, ao mesmo tempo em que proclama, h\u00e1 de ser um ouvinte da Palavra, que escuta o texto na medida em que fala. E se ele fizer isso, vai comunicar o Deus que quer falar ao seu Povo.<\/p>\n<p><strong>Alguns conselhos pr\u00e1ticos<\/strong>. Ao aproximar-se do amb\u00e3o, verificar a altura do microfone e a dist\u00e2ncia da boca. N\u00e3o &#8220;<em>engolir<\/em>&#8221; o microfone \u00e0 maneira dos cantores; pois a demasiada proximidade cria uma zona de intimidade inadequada \u00e0 proclama\u00e7\u00e3o da Palavra, de modo geral. Antes de iniciar a leitura, olhar para a assembleia num instante de sil\u00eancio e iniciar, ent\u00e3o, a leitura, procurando proclamar olhando para o povo e n\u00e3o para o livro, olhando para ele. Para isso, acostumar-se a ler decorando uma parte da frase, para proclam\u00e1-la olhando para a assembleia. Falar devagar, com pausas, pois os ouvintes devem precisar reconstituir o sentido das palavras e das frases do texto a partir de sua proclama\u00e7\u00e3o. Nos exerc\u00edcios, costumo sugerir que o leitor conte mentalmente at\u00e9 4, no ponto final de uma frase antes de iniciar a outra; at\u00e9 3, depois de um ponto-v\u00edrgula e um, depois de cada v\u00edrgula. O volume de voz deve ser proporcional \u00e0 dist\u00e2ncia media entre o que fala e os ouvintes. Ao terminar, deixar um tempinho antes de dizer &#8220;<em>Palavra do Senhor<\/em>&#8220;. No Evangelho, levantar o livro e, proclamar &#8220;Palavra da Salva\u00e7\u00e3o&#8221; e s\u00f3 rep\u00f4-lo depois da aclama\u00e7\u00e3o da assembleia eventualmente cantada. Sup\u00f5e-se evidentemente, a leitura que se leia a partir do lecion\u00e1rio e do Evangeli\u00e1rio e n\u00e3o de folhinha que n\u00e3o pode &#8220;comunicar&#8221; a import\u00e2ncia da Palavra de Deus (comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-verbal).<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>: <strong>desenvolver uma atitude de escuta<\/strong>. N\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo nem boa comunica\u00e7\u00e3o sem uma atitude de escuta. N\u00e3o s\u00f3 ouvir, mas prestar aten\u00e7\u00e3o, escutar como se diz de um amigo &#8220;<em>ele me escutou<\/em>&#8220;. Escutar a Palavra, mas escutar tamb\u00e9m o sil\u00eancio. Certas comunidades est\u00e3o fazendo, com sucesso, a experi\u00eancia de omitir as introdu\u00e7\u00f5es \u00e0s leitura para n\u00e3o interromper o ritmo da sequ\u00eancia da Palavra: 1\u00aa leitura. Demasiadas palavras que interrompem o di\u00e1logo interior da Palavra de Deus, seguida do Salmo cantado, 2\u00aa da segunda leitura; e da aclama\u00e7\u00e3o solene do Evangelho trazido em prociss\u00e3o com cantos, velas e incenso, olhando intensamente para ele. Para facilitar a interioriza\u00e7\u00e3o, antes ou depois da leitura, um interl\u00fadio musical, um refr\u00e3o meditativo, repetido baixinho, para ajudar a escutar o sil\u00eancio<strong>. Escutar a assembleia<\/strong> enquanto presido ou proclamo a Palavra, escutar n\u00e3o s\u00f3 com os meus ouvidos, mas com os meus olhos, com e todos os meus sentidos a assembleia a qual me dirijo para conhecer a sua linguagem, para sentir-nos c\u00famplices-parceiros num mesmo celebrar. <strong>Escuta do canto da assembleia<\/strong> pelo cantor, no microfone para, colocar-se tamb\u00e9m \u00e0 escuta do canto da assembleia que ele deve sustentar e provocar, para n\u00e3o dominar e esmagar a assembleia com a sua voz, por bonita que seja.<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00f5es <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>\u00c0 luz desta ficha, procurar fazer a an\u00e1lise de uma celebra\u00e7\u00e3o do ponto de vista da comunica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Experi\u00eancia de Proclama\u00e7\u00e3o da Leitura. Definir g\u00eanero liter\u00e1rio do texto a proclamar. Verificar os gestos do corpo na proclama\u00e7\u00e3o: cabe\u00e7a, olhar, m\u00e3os, p\u00e9s, e o gesto da voz: entona\u00e7\u00e3o, ritmo, pausas etc.). Experimentar diversas maneiras de proclamar: mais solene ou mais informal, mais afetiva ou neutra. Opinar e experimentar o que for melhor para a comunidade. Observar como fazem os que julgamos os melhores leitores (as) da comunidade. Como agem?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Para aprofundar<\/strong>:<\/p>\n<ol start=\"795\">\n<li>G\u00c9L1NEAU, A comunica\u00e7\u00e3o na assembleia em vossas assembleias I. Teologia pastoral da missa, cap. IV, Paulinas 1973, pg. 795.<strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Jacques Trudel S.J.- Doutor em Liturgia<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>DAN\u00c7A LITURGICA- A MISSA DAN\u00c7ADA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Louvem seu nome com dan\u00e7as (SI 149,3)<\/em><\/p>\n<p><em>Louvai-o com dan\u00e7a e tambor&#8230;(SI 150,4)<\/em><\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9?<\/strong><\/p>\n<p>A liturgia dan\u00e7ada \u00e9 fruto direto da reforma lit\u00fargica oriunda do Conc\u00edlio Vaticano II na linha da incultura\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s o Conc\u00edlio, os africanos foram os primeiros a come\u00e7ar a dan\u00e7ar a liturgia. Em 1989, os Bispos do Brasil autorizam a dan\u00e7a na missa com a aprova\u00e7\u00e3o do documento 43 Anima\u00e7\u00e3o da Vida lit\u00fargica no Brasil (nn. 83, 207, 241) Em 1994, a Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto publica a 4a Instru\u00e7\u00e3o para uma correta aplica\u00e7\u00e3o da constitui\u00e7\u00e3o conciliar sobre a liturgia, A Liturgia Romana e a Incultura\u00e7\u00e3o. O n\u00b0 42 fala precisamente da dan\u00e7a e vamos comentar:<\/p>\n<p>&#8220;Em certos povos, o canto \u00e9 instintivamente acompanhado do bater de m\u00e3os, de movimentos ritmados e de passos de dan\u00e7a dos participantes. Tais formas de express\u00e3o corporal podem ter lugar na a\u00e7\u00e3o lit\u00fargica desses povos, na condi\u00e7\u00e3o de serem sempre express\u00e3o de uma verdadeira e comum ora\u00e7\u00e3o de adora\u00e7\u00e3o, de louvor, de oferta ou de s\u00faplica e n\u00e3o mero espet\u00e1culo&#8221;. CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA O CULTO DIVINO, A Liturgia Romana e a Incultura\u00e7\u00e3o. IV Instru\u00e7\u00e3o para uma correta aplica\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o conciliar sobre a Liturgia, Paulinas, 1994, nn. 42.<\/p>\n<p><strong>O canto \u00e9 a refer\u00eancia fundamentai. A dan\u00e7a, pois: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>a) faz parte do processo de incultura\u00e7\u00e3o, pois &#8220;em certos povos, o canto \u00e9 instintivamente acompanhado&#8221;<\/li>\n<li>b) est\u00e1 vista na vis\u00e3o mais ampla da participa\u00e7\u00e3o do Corpo na liturgia &#8220;express\u00e3o corporal&#8221; que se d\u00e1 atrav\u00e9s do bater das m\u00e3os, de movimentos ritmados do corpo e passos de dan\u00e7a.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es<\/strong>: Ser ora\u00e7\u00e3o comum; ou seja, um jeito da comunidade expressar a sua ora\u00e7\u00e3o de louvor, adora\u00e7\u00e3o, oferta, s\u00faplica, mas, tamb\u00e9m, a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, arrependimento, etc. A ora\u00e7\u00e3o que brota do cora\u00e7\u00e3o da comunidade se expressa pelo corpo e com o corpo. \u00c9 a <strong><em>Liturgia dan\u00e7ada<\/em><\/strong>, \u00e9 <strong><em>dan\u00e7a ritual<\/em><\/strong> quando o pr\u00f3prio rito \u00e9 dan\u00e7ado. \u00c9 a celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica com uma express\u00e3o nova mais inculturada e n\u00e3o&#8221; mero espet\u00e1culo&#8221; na liturgia.<\/p>\n<p>Embora toda a assembleia possa se expressar pelo corpo no seu lugar, em geral existe uma equipe que exerce o minist\u00e9rio da dan\u00e7a lit\u00fargica e se prepara para exercer este servi\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>COMO FAZER?<\/strong><\/p>\n<p><strong>A equipe de dan\u00e7a lit\u00fargica e sua forma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Numa par\u00f3quia pode haver v\u00e1rias equipes de dan\u00e7a (crian\u00e7as para missa com crian\u00e7as; casais para a missa animada pelos casais), mas \u00e9 desej\u00e1vel ter uma equipe principal, est\u00e1vel, de jovens e\/ou adultos, rapazes e mo\u00e7as, que se habilitam para prestar este minist\u00e9rio espec\u00edfico da dan\u00e7a a servi\u00e7o da participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade. Se h\u00e1 dan\u00e7a todos os domingos exceto na Quaresma (jejum da dan\u00e7a e dos instrumentos), conv\u00e9m que haja uma reuni\u00e3o semanal com dois momentos: a) <strong>momento de espiritualidade e de estudo<\/strong>: inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Espiritualidade b\u00edblica e lit\u00fargica, sentido e princ\u00edpios de liturgia e de dan\u00e7a, reflex\u00e3o sobre os textos da liturgia do domingo no seu tempo lit\u00fargico, momento de ora\u00e7\u00e3o, etc. b<strong>) pr\u00e1tica<\/strong> (laborat\u00f3rio), avalia\u00e7\u00e3o, relaxamento, escolha e ensaio dos passos mais adequados, de acordo com o tempo lit\u00fargico e as m\u00fasicas selecionadas anteriormente pela equipe de liturgia, estudo de novos passos, etc. Antes da celebra\u00e7\u00e3o, novo breve momento de prepara\u00e7\u00e3o: \u00faltimo ensaio e ora\u00e7\u00e3o para preparar-se a expressar pelo corpo a ora\u00e7\u00e3o comum.<\/p>\n<p>\u00c9 desej\u00e1vel que os componentes da dan\u00e7a usem uma <em>veste pr\u00f3pria<\/em> que os distingue dos outros ministros e acrescenta \u00e0 beleza da celebra\u00e7\u00e3o. Pode ser o tipo bata colorida at\u00e9 os joelhos, usada por cima das vestes tanto por homens quanto mulheres (as mulheres usam uma saia longa debaixo). Outros preferem vestes longas, dan\u00e7ar descal\u00e7as, etc.<\/p>\n<p>Por ser um minist\u00e9rio lit\u00fargico, os integrantes deveriam participar da celebra\u00e7\u00e3o em lugar adequado na assembleia ou no presbit\u00e9rio, de onde saem apenas nos momentos previstos. Evitar- entrar s\u00f3 para dan\u00e7ar saindo em seguida (para a sacristia) \u00e0 maneira de figurantes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Quando dan\u00e7ar a missa<\/strong>? Os momentos mais adequados s\u00e3o 1\u00b0 As prociss\u00f5es rituais da entrada dos ministros, da aclama\u00e7\u00e3o ao Evangelho levado ao amb\u00e3o, na prociss\u00e3o das ofertas e, eventualmente, durante a sa\u00edda dos ministros; 2\u00b0 O Gl\u00f3ria e o Santo; 3\u00b0 Outros momentos: rito penitencial, salmo, como medita\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a comunh\u00e3o, etc.<\/p>\n<p><strong>Estilos de dan\u00e7a<\/strong>. Olhando a pr\u00e1tica da dan\u00e7a lit\u00fargica em diversos pa\u00edses, aparecem duas linhas principais com ramifica\u00e7\u00f5es: 1. Passos de dan\u00e7a inspirados da cultura tradicional. \u00a02.Passos de dan\u00e7a semelhantes \u00e0s coreografias da dan\u00e7a cl\u00e1ssica ou contempor\u00e2nea.<\/p>\n<ol>\n<li>Passos inspirados da cultura tradicional. \u00c9 o modo caracter\u00edstico da \u00c1frica dan\u00e7ar e que o texto analisado acima tem em vista. Passos e movimentos ritmados do corpo com gestos das m\u00e3os acompanham o do ritmo de acordo com a cultura local. Podem ser dan\u00e7as em duas fileiras com passos simples, repetidos, sincronizados onde todos fazem a mesma coisa). No contexto do Nordeste, dan\u00e7as regionais como ciranda, maracatu, etc., podem servir de inspira\u00e7\u00e3o para adaptar os passos \u00e0 liturgia. A experi\u00eancia de grupos negros, com inspira\u00e7\u00e3o nas congadas, afox\u00e9 ou ritos afro parece favorecer uma dan\u00e7a menos sincronizada, onde cada participante dan\u00e7a do jeito que lhe parece melhor ao ritmo da m\u00fasica.<\/li>\n<li>Passos na linha das coreografias da dan\u00e7a cl\u00e1ssica ou contempor\u00e2nea. Linha mais presente na Am\u00e9rica do Norte, tamb\u00e9m em igrejas evang\u00e9licas. Os passos, muito diferentes da primeira linha, obedecem a uma coreografia programada para expressar algo, fazer passar um sentimento, uma ideia; \u00e9 dan\u00e7a mais teatral, que pode at\u00e9 exigir um treinamento especializado de bailarino\/a e sapatilhas especiais. Os movimentos n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o repetidos e sincronizados nem muito lugar para a espontaneidade. Uma variante no Brasil \u00e9 o que chamamos de express\u00e3o corporal bem ao gosto do povo: uma coreografia simples, sem gestos rebuscados que n\u00e3o exige treinamento muito complicado, e pela qual se procura dar express\u00e3o pl\u00e1stica e teatral a um salmo, um rito penitencial, uma par\u00e1bola b\u00edblica com fundo musical, a um canto, etc e emo\u00e7\u00f5es. Tem grande for\u00e7a de comunica\u00e7\u00e3o porque participa de crit\u00e9rios mais teatrais onde se busca diretamente passar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos, o que n\u00e3o existe da mesma maneira nas dan\u00e7as tradicionais. Existe uma express\u00e3o corporal ainda bem mais simples, tamb\u00e9m bastante difundida quando a assembleia acompanha, apenas com alguns gestos, a letra dos cantos. Ajuda muito na participa\u00e7\u00e3o ativa especialmente com assembleias de crian\u00e7as.<strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong>. A introdu\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a lit\u00fargica na comunidade exige discernimento e prud\u00eancia pastoral pois n\u00e3o temos ainda tradi\u00e7\u00e3o de dan\u00e7ar a liturgia. A dan\u00e7a ou mesmo a escolha de novos passos pode criar resist\u00eancia numa comunidade e levantar cr\u00edticas. \u00c9 preciso saber escutar, respeitar as sensibilidades religiosas, a forma\u00e7\u00e3o das pessoas e, com paci\u00eancia, iniciar a comunidade a este novo modo de express\u00e3o, ter a humildade de reconhecer os erros e procurar fazer melhor. Se a dan\u00e7a for capaz de expressar interioridade, em suma ser express\u00e3o de beleza e ora\u00e7\u00e3o para celebrar melhor o mist\u00e9rio de Cristo, ser\u00e1 instrumento de comunh\u00e3o e de progresso no caminho de Cristo.<\/p>\n<p><strong>Perguntas<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Como voc\u00eas entendem a diferen\u00e7a entre dan\u00e7ar A liturgia e dan\u00e7ar NA liturgia?<\/li>\n<li>Na experi\u00eancia da dan\u00e7a lit\u00fargica de sua comunidade, houve etapas distintas? Que conselhos voc\u00eas dariam para uma comunidade que quer iniciar?<\/li>\n<li>Perguntem a pessoas da comunidade o que acham da dan\u00e7a lit\u00fargica e reflitam sobre isso.<\/li>\n<li>Durante a celebra\u00e7\u00e3o onde ficam os componentes da dan\u00e7a?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Para aprofundar<\/strong><\/p>\n<p>A Par\u00f3quia da Mustardinha elaborou um v\u00eddeo amador para ajudar outras comunidades. DAN\u00c7A LITURGICA COMO FAZER? A experi\u00eancia da Par\u00f3quia de Mustardinha \u2014 Recife. Informa\u00e7\u00f5es para compra com Pe. Jacques Trudel,s.j. \u2014Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Rua do Pr\u00edncipe 526; 50050-900 Recife-PE. E-mail: FAX: 3216-4228; Fone 3216-4171. (informa\u00e7\u00f5es com a secret\u00e1ria, tarde noite):<\/p>\n<p>Estudos da CNBB n\u00b0 79, A m\u00fasica lit\u00fargica no Brasil, Paulus 1999, nn,206-219;<\/p>\n<p>CNBB, Documento 43 Anima\u00e7\u00e3o da Vida lit\u00fargica no Brasil, (nn. 83, 207, 241);<\/p>\n<p>CNBB Documento 45. Diretrizes Gerais da a\u00e7\u00e3o pastoral da Igreja no Brasil 1991-1994- S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991; nn. 95, 135, 225, 302;<\/p>\n<p>Dan\u00e7a em \u00edndice Anal\u00edtico, Dicion\u00e1rio de Liturgia, Paulinas, S\u00e3o Paulo 1992.<\/p>\n<p>Pesquisar na INTERNET com um motor de busca em ingl\u00eas procurando pelas palavras Religious Dance ou Liturgical Dance para ver fotos da segunda linha.<\/p>\n<p>Pe. Jacques Trudei s.j.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><strong>A CELEBRA\u00c7\u00c3O DO MIST\u00c9RIO DE CRISTO <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>AO LONGO DO ANO LIT\u00daRGICO<\/strong><\/p>\n<p><em>Na liturgia, a Igreja celebra principalmente, o mist\u00e9rio pascal pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salva\u00e7\u00e3o. (Catecismo 1067).<\/em><\/p>\n<p><strong>No centro do ano lit\u00fargico o mist\u00e9rio pascal de Cristo<\/strong><strong style=\"line-height: 1.5;\">\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O QUE \u00c9<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>No dia de Pentecostes, os ap\u00f3stolos anunciam o n\u00facleo fundamental da f\u00e9 crist\u00e3: &#8220;v\u00f3s matastes (Jesus), pregando-o numa cruz, mas Deus ressuscitou a Jesus\u201d (Atos 2, 22-24). \u00c9 o mist\u00e9rio pascal.<\/p>\n<p>Jesus viveu o \u00fanico evento da hist\u00f3ria que n\u00e3o passa: Jesus morre, \u00e9 sepultado, ressuscita dentre os mortos e est\u00e1 sentado \u00e0 direita do Pai\u00a0 &#8220;uma vez por todas&#8221; (Rm 6,10; 1-lb 7,27; 9,12): \u00e9 um evento real, acontecido na nossa hist\u00f3ria, mas \u00e9 \u00fanico: todos os outros eventos da hist\u00f3ria acontecem uma vez e depois passam, engolidos pelo passado. O Mist\u00e9rio pascal de Cristo, ao contr\u00e1rio, n\u00e3o pode ficar somente no passado, j\u00e1 que pela sua morte destruiu a morte, e tudo o que Cristo \u00e9, fez e sofreu por todos os homens, participa da eternidade divina, e por isso abra\u00e7a todos os tempos e nele se mant\u00e9m permanentemente presente. \u201cO evento da cruz e da ressurrei\u00e7\u00e3o permanece e atrai tudo para a vida\u201d (Cat. 1085).<\/p>\n<p>Porque <strong>mist\u00e9rio<\/strong>? Porque atrav\u00e9s do acontecimento da morte \/ ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, o Pai revela e opera o &#8220;mist\u00e9rio&#8221;, ou seja, o seu Projeto de salva\u00e7\u00e3o da humanidade em Crista que estava at\u00e9 ent\u00e3o escondido (mist\u00e9rio\/revelado). Mist\u00e9rio <strong>pascal<\/strong> por que: a) morte \/ ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus acontecem nos dias da celebra\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa por Israel e b) sobretudo, porque os primeiros crist\u00e3os logo realizam que a morte ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus leva \u00e0 plenitude o sentido profundo da p\u00e1scoa antiga, a salva\u00e7\u00e3o &#8211; liberta\u00e7\u00e3o, passagem para uma vida nova pela a\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 a P\u00e1scoa Nova da liberta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria morte e do pecado. Para Jo\u00e3o 19,33-36 Jesus morre como cordeiro pascal (&#8220;nenhum osso lhe ser\u00e1 quebrado&#8221; Ex 12,1) na hora em que, no templo, se derramava em sacrif\u00edcio o sangue dos cordeiros pascais para a ceia pascal nas casas ap\u00f3s o p\u00f4r do sol. &#8220;Cristo, a nossa P\u00e1scoa, j\u00e1 foi imolado&#8221; (1 Cor 1,7). Jesus \u00e9 o \u201cCordeiro imolado de p\u00e9\u201d. (Apoc 5,6).<\/p>\n<p>Em sentido estrito, Mist\u00e9rio Pascal se refere ao acontecimento da morte \/ ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus em nosso favor; por extens\u00e3o, pode designar, tamb\u00e9m, a vida toda de Jesus e cada um dos acontecimentos de sua vida, vivida em nosso favor, porque s\u00e3o igualmente &#8220;mist\u00e9rios&#8221; ou eventos onde opera a salva\u00e7\u00e3o de Deus. &#8220;<em>As palavras e a\u00e7\u00f5es de Jesus durante a sua vida oculta e durante o seu minist\u00e9rio p\u00fablico j\u00e1 eram salv\u00edficas. Antecipavam o poder do seu mist\u00e9rio pascal<\/em>.&#8221; (Cat.115 cf 1085). &#8220;Toda a vida de Jesus foi pascal, manifesta\u00e7\u00e3o \/ realiza\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o de Deus para n\u00f3s\u201d. Do mesmo modo toda a nossa exist\u00eancia de batizados mergulhados na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e acolhendo a gra\u00e7a pascal \u00e9 chamada a ser vida pascal.<\/p>\n<p>&#8220;Celebrar o mist\u00e9rio de Cristo \u00e9 celebrar Cristo em nossa vida e a nossa vida em Cristo&#8221; (Doc 43, n\u00b0 205) &#8220;P\u00e1scoa de Cristo na p\u00e1scoa da gente, p\u00e1scoa da gente na p\u00e1scoa de Cristo&#8221; (Doc. 43, n\u00b0 300).<\/p>\n<p><strong>O ano lit\u00fargico e seus tempos fortes<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;O ano lit\u00fargico \u00e9 o desdobramento dos diversos aspectos do \u00fanico mist\u00e9rio pascal&#8221; (Cat 1171) &#8220;Atrav\u00e9s do ciclo anual a Igreja comemora todo o mist\u00e9rio de Cristo, da encarna\u00e7\u00e3o ao dia de Pentecostes e \u00e0 espera da vinda do Senhor&#8221;<\/em> <em>(SC 102<\/em>)<\/p>\n<p>Qualquer grupo social destaca alguns dias do ano para comemorar eventos importantes. \u00c9 o jeito humano de comemorar e de criar identidade. &#8220;Fazei isto em mem\u00f3ria de mim&#8221;, disse Jesus. E porque nascemos do Mist\u00e9rio Pascal de Cristo \u00e9 sempre o mist\u00e9rio pascal de Cristo que comemoramos, \u00a0mas visto e celebrado sob \u00e2ngulos diversos. Tr\u00eas aspectos s\u00e3o fundamentais para entender a estrutura do ano lit\u00fargico.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>A comemora\u00e7\u00e3o semanal da P\u00e1scoa<\/strong>: <strong>o domingo &#8211; dia do Senhor<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u201c<\/strong><em>A santa m\u00e3e Igreja julga seu dever celebrar com piedosa recorda\u00e7\u00e3o, em certos dias fixos no decurso do ano, a <strong>obra salv\u00edfica<\/strong> do seu divino esposo<strong>. Em cada semana<\/strong>, no dia que ela passou a chamar &#8216;dia do Senhor recorda a ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor&#8230;&#8221; (Cat. 1163) <\/em><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>A comemora\u00e7\u00e3o anual da p\u00e1scoa &#8211; O ciclo Quaresma-P\u00e1scoa <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>&#8220;A santa m\u00e3e Igreja&#8230; recorda a ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, celebrando-a uma vez por ano, juntamente com a sua sagrada paix\u00e3o, na solenidade m\u00e1xima da P\u00e1scoa. (Cat 1163)<\/em><\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o anual da P\u00e1scoa tem como ponto alto a Vig\u00edlia Pascal que inicia uma P\u00e1scoa de 50 dias como um \u00fanico tempo de festa que S. Atan\u00e1sio chama de &#8220;o grande domingo&#8221; (Cat 1163). O domingo de Pentecostes (significa quinquag\u00e9simo dia) que encerra o tempo pascal celebra a outra face do mist\u00e9rio pascal: Jesus elevado ao c\u00e9u derrama o seu Esp\u00edrito enviando a Igreja em miss\u00e3o a todas as na\u00e7\u00f5es <em>&#8220;Estou convosco todos os dias at\u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos&#8221; (Mt 28,20).<\/em><\/p>\n<p>A QUARESMA \u00e9 prepara\u00e7\u00e3o para P\u00e1scoa anual. Quarenta dias com dupla caracter\u00edstica:<\/p>\n<ol>\n<li>a) <strong>car\u00e1ter batismal<\/strong> (SC 109): \u00e9 a \u00faltima prepara\u00e7\u00e3o para o batismo-crisma e primeira eucaristia de adultos na vig\u00edlia pascal enquanto toda a comunidade faz da quaresma um retiro de renova\u00e7\u00e3o da f\u00e9 do seu batismo.<\/li>\n<li>b) <strong>car\u00e1ter penitencial<\/strong>: n\u00e3o s\u00f3 &#8220;<em>interna e individual, mas externa e social&#8221; (SC 110).<\/em> A Campanha da Fraternidade convida \u00e0 convers\u00e3o a partir de um problema social onde aparece o pecado do mundo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A Semana Santa coloca nossos passos nos \u00faltimos passos de Jesus. Tr\u00edduo Santo: 5\u00aa \u00e0 noite, comemora\u00e7\u00e3o da \u00faltima Ceia de Jesus; 6\u00aa celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o; S\u00e1bado o mist\u00e9rio de Jesus no sepulcro e sua &#8220;descida no reino da morte&#8221;; ap\u00f3s o p\u00f4r do Sol, in\u00edcio do 1\u00b0 dia da semana com a solene Vig\u00edlia Pascal .<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>Celebrar o mist\u00e9rio pascal no seu in\u00edcio: Natal e sua prepara\u00e7\u00e3o o Advento<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>&#8220;O ano lit\u00fargico \u00e9 o desdobramento dos diversos aspectos do \u00fanico mist\u00e9rio pascal. Isto vale muito particularmente para o ciclo das festas em torno do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o (anuncia\u00e7\u00e3o, natal, epifania) que comemoram o come\u00e7o da nossa salva\u00e7\u00e3o e nos comunicam as prim\u00edcias do Mist\u00e9rio da P\u00e1scoa)&#8221; (Cat. 1171) <\/em><\/p>\n<p>ADVENTO: 4 domingos preparando a Vinda de Cristo: a)sua vinda em gl\u00f3ria no fim dos tempos e b) sua vinda na fragilidade de nossa humanidade no Natal. N\u00e3o \u00e9 festa de anivers\u00e1rio com parab\u00e9ns para Jesus, mas <strong><em>Sacramento<\/em><\/strong> do Natal &#8211; <strong>Mist\u00e9rio<\/strong> do Natal, revela\u00e7\u00e3o do projeto do bem querer benevolente de Deus que faz-se gente com a gente em Jesus. HOJE esta mesma bondade se faz presente na celebra\u00e7\u00e3o comemorativa assim como outrora em Bel\u00e9m. Do tempo de Natal fazem parte: Natividade -S. Fam\u00edlia- a oitava de Natal com Maria M\u00e3e de Deus-Epifania e o Batismo de Jesus.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>Domingos ordin\u00e1rios &#8211; Festas do Senhor &#8211; Santos e Santas <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li><strong>Tempo comum<\/strong>: 32 ou 33 domingos situados entre os dois ciclos principais e caracterizados pela cor verde. N\u00e3o constituem um novo ciclo especial, mas o tempo ordin\u00e1rio, da Igreja que percorre os mist\u00e9rios da vida p\u00fablica de Jesus at\u00e9 a sua vinda final. O ano lit\u00fargico se encerra com Cristo Rei do universo, antes de iniciar um novo advento.<\/li>\n<li><strong>Festas do Senhor<\/strong>. Alguns dias n\u00e3o celebram propriamente acontecimentos da vida de Jesus, mas aspectos: s\u00e3o as Solenidades de Sant\u00edssima Trindade, Corpus Christi, Sagrado cora\u00e7\u00e3o de Jesus.<\/li>\n<li><strong>O mist\u00e9rio pascal celebrado nos santos e santas<\/strong> (Cat. 1172-1173)<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>&#8220;Ao celebrar o ciclo anual dos mist\u00e9rios de Cristo, a santa Igreja venera com particular amor a <strong>bem-aventurada m\u00e3e de Deus<\/strong>, Maria, que por um v\u00ednculo indissol\u00favel est\u00e1 unida \u00e0 obra salv\u00edfica de seu Filho&#8221; (Cat. 1172). <\/em><\/p>\n<p><em>&#8220;Quando no ciclo anual, a Igreja faz mem\u00f3ria dos <strong>m\u00e1rtires <\/strong>e dos <strong>outros santos<\/strong> proclama&#8221; o mist\u00e9rio pascal &#8220;naqueles e naquelas &#8221; que sofreram com Cristo e est\u00e3o glorificados com ele.&#8221;(Cat. 1173<\/em>)<\/p>\n<p><strong>COMO FAZER?<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>O ano lit\u00fargico introduz variedade<\/strong>. O ano lit\u00fargico ensina que os dias n\u00e3o s\u00e3o todos iguais. Aprender a criar ritmo na maneira de celebrar durante o ano, com tempos mais fortes e tempos mais fracos. Pela sua import\u00e2ncia, a Semana Santa e, sobretudo a Vig\u00edlia Pascal e o Domingo da Ressurrei\u00e7\u00e3o merecem o maior investimento por parte das equipes de liturgia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Diferenciar o jeito de celebrar Quaresma e Tempo Pascal trabalhando a tonalidade da celebra\u00e7\u00e3o. Na quaresma, tom mais interiorizado, contemplativo, meditativo, com &#8220;jejum&#8221; de instrumentos de percuss\u00e3o, ornamenta\u00e7\u00e3o, luzes, flores, luz. Na P\u00e1scoa, o contraste da abund\u00e2ncia da luz, m\u00fasica, ornamenta\u00e7\u00e3o, incenso, aspers\u00e3o de \u00e1gua batismal, etc.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>Iluminar todos os acontecimentos \u00e0 luz da celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio de Cristo, por\u00e9m cuidar para que elementos secund\u00e1rios n\u00e3o se anteponham \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do Mist\u00e9rio de Cristo. <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>\u201cPara os fi\u00e9is bem dispostos, quase todo acontecimento da vida \u00e9 santificado pela gra\u00e7a divina que flui do mist\u00e9rio pascal da paix\u00e3o, morte ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo &#8230; e quase n\u00e3o h\u00e1 uso honesto de coisas materiais que n\u00e3o possa ser dirigido \u00e0 finalidade de santificar o homem e louvar a Deus&#8221; (Cat 1670). <\/em><\/p>\n<p>O ano lit\u00fargico celebra uma pessoa Cristo no Projeto do Pai para a nossa salva\u00e7\u00e3o. Cristo na vida da gente e a vida da gente em Cristo. N\u00e3o celebra ideias, mas a realidade da vida que recebe o influxo da gra\u00e7a pascal. Aprender a ligar Cristo com os acontecimentos da vida. Nada deve se antepor \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Cristo, mas tudo pode ser visto dentro do mist\u00e9rio de Cristo. A devo\u00e7\u00e3o popular tem o seu calend\u00e1rio de festas, a Igreja sugere dias \/ semanas ou meses tem\u00e1ticos: voca\u00e7\u00f5es, B\u00edblia, Fam\u00edlia, Miss\u00f5es. N\u00e3o podemos ignorar os acontecimentos do calend\u00e1rio civil: dia das m\u00e3es, dos pais, das crian\u00e7as, in\u00edcio do ano, festa da p\u00e1tria. Ver como Cristo est\u00e1 presente nestes acontecimentos e estes em Cristo. Record\u00e1-los nas Preces dos fi\u00e9is, ou outro momento na sua rela\u00e7\u00e3o com a obra salv\u00edfica de Cristo como tamb\u00e9m em diversas formas de ora\u00e7\u00f5es fora da missa.<\/p>\n<p><strong>Perguntas:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>O que voc\u00ea entende por celebrar o mist\u00e9rio pascal?<\/li>\n<li>Como voc\u00eas fazem para celebrar de modo diferenciado segundo os tempos?<\/li>\n<li>Que dificuldades e solu\u00e7\u00f5es, voc\u00eas encontram para celebrar a prepara\u00e7\u00e3o para o Natal?<strong>\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Para aprofundar<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ano Lit\u00fargico<\/strong>: Catecismo 1163-1173; Documento 43 da CNBB, nn. 111-136; Sacrosanctum Concilium 102-105. Ant\u00edfonas de entrada e da comunh\u00e3o do tempo pascal, domingo e semana no missal ou na liturgia di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Pe. Jacques Trudei s.j.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li><strong>FUN\u00c7\u00d5ES E MINIST\u00c9RIOS NA MISSA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><em>&#8220;Na assembleia reunida para a Missa cada um tem o direito e o dever de contribuir com sua participa\u00e7\u00e3o, de modo diferente segundo a diversidade de fun\u00e7\u00e3o e de oficio. Por isso todos, ministros ou fi\u00e9is, no desempenho de sua fun\u00e7\u00e3o, fa\u00e7am tudo e s\u00f3 aquilo que lhes compete, de tal sorte que, pela pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o, a Igreja apare\u00e7a tal como \u00e9 constitu\u00edda em suas diversas fun\u00e7\u00f5es e minist\u00e9rios.&#8221; (IGMR 58<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0 O QUE E?<\/strong><\/p>\n<p>Para conseguir uma boa celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica bem participada e frutuosa, s\u00e3o necess\u00e1rias muitas pessoas com <strong>fun\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas<\/strong> espec\u00edficas a servi\u00e7o da assembleia. Vaticano II reconheceu o valor de minist\u00e9rio lit\u00fargico a estes diversos servi\u00e7os e pediu que se respeitassem as fun\u00e7\u00f5es de cada um. Assim ao padre pertence presidir, mas n\u00e3o proclamar as leituras, fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do leitor, nem o evangelho se houver di\u00e1cono, etc.:<\/p>\n<ol>\n<li><em>&#8220;Tamb\u00e9m os ajudantes, leitores, comentadores e componentes da &#8220;Schola Cantorum&#8221; desempenham um verdadeiro minist\u00e9rio lit\u00fargico.&#8221; (SC 29) <\/em><\/li>\n<li><em> &#8220;Nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar a sua fun\u00e7\u00e3o, fa\u00e7a tudo e s\u00f3 aquilo que pela natureza da coisa ou pelas normas lit\u00fargicas lhe compete (SC 28)<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Geral do Missal Romano \u2013 IGMR \u00a0divide o Cap\u00edtulo III &#8220;Fun\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios na Missa&#8221; em tr\u00eas sec\u00e7\u00f5es (58-73).<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Fun\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios de ordem sacra<\/strong> do bispo, presb\u00edtero ou di\u00e1cono. Pelo seu minist\u00e9rio pr\u00f3prio \u00e0 frente do Povo de Deus &#8220;o Bispo ou o presb\u00edtero tem a fun\u00e7\u00e3o presidencial na Eucaristia.&#8221; (92), e &#8220;o di\u00e1cono ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica&#8221; (94).<\/li>\n<li><strong> Fun\u00e7\u00e3o e papel do Povo de Deus:<\/strong> &#8220;cada um tem o direito e o dever de contribuir com sua participa\u00e7\u00e3o&#8221; (58).<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>\u00a0III. Minist\u00e9rios particulares<\/strong> com duas categorias principais de minist\u00e9rios.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>MINIST\u00c9RIOS A SERVI\u00c7O DO ALTAR E DA PROCLAMA\u00c7\u00c3O DA PALAVRA<\/strong> &#8211; os ministros tomam lugar no presbit\u00e9rio.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O minist\u00e9rio de leitor e ac\u00f3lito institu\u00eddos<\/strong> (98-99)<\/p>\n<p>Na reforma das &#8220;ordens menores&#8221; em 1972 a Igreja Latina decidiu manter os minist\u00e9rios de leitor e acolito institu\u00eddos (IGMR 65-66) como minist\u00e9rios inferiores aos da ordem sacra, obrigat\u00f3rios para todo candidato \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o como prepara\u00e7\u00e3o para os futuros minist\u00e9rios da Palavra e do Altar. Estes minist\u00e9rios poderiam ser confiados, tamb\u00e9m, a <strong>fi\u00e9is leigos<\/strong> homens como minist\u00e9rio, em si, permanente.<\/p>\n<p>\u2666 <strong>O Leitor \u00e9 institu\u00eddo<\/strong> para o minist\u00e9rio da leitura da Palavra de Deus na liturgia (exceto o Evangelho) Pode propor as inten\u00e7\u00f5es para a ora\u00e7\u00e3o universal e, faltando o salmista, proferir o salmo entre as leituras\u00bb (98). E encarregado de preparar outros leitores leigos tempor\u00e1rios e instruir na f\u00e9 crian\u00e7as e adultos para receberem dignamente os sacramentos.<\/p>\n<p>\u2666 <strong>O ac\u00f3lito<\/strong> (ajudante): \u00e9 institu\u00eddo &#8220;<em>para o servi\u00e7o do altar e auxiliar o sacerdote e o di\u00e1cono&#8221; (65)<\/em>.<\/p>\n<p>Prepara o altar e os vasos, \u00e9 <strong>ministro extraordin\u00e1rio<\/strong> para a comunh\u00e3o e encarregado de preparar outros ajudantes leigos tempor\u00e1rios que exercem algum minist\u00e9rio como os que levam o livro, a cruz, as velas, o tur\u00edbulo para incenso ou outras fun\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s que n\u00e3o temos ministros leigos institu\u00eddos, a institui\u00e7\u00e3o recorda a seriedade das fun\u00e7\u00f5es e a import\u00e2ncia de algu\u00e9m capacitado que cuide da forma\u00e7\u00e3o e treinamento dos leitores e ajudantes \/ ac\u00f3litos \/ coroinhas leigos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0As demais fun\u00e7\u00f5es de Ministros leigos<\/strong><\/p>\n<p>\u2666 <strong>Leitores<\/strong> &#8220;Na falta de leitor institu\u00eddo, sejam delegados outros leigos, realmente capazes de exercerem esta fun\u00e7\u00e3o e cuidadosamente preparados, para proferir as leituras da Sagrada Escritura, para que os fi\u00e9is, ao ouvirem as leituras divinas, concebam no cora\u00e7\u00e3o um suave e vivo afeto pela sagrada Escritura.&#8221; (N101). As leituras s\u00e3o distribu\u00eddas entre diversos leitores.<\/p>\n<p>\u2666 <strong>Salmista<\/strong>: &#8220;Ao Salmista, no amb\u00e3o, pertence a salmodia do salmo ap\u00f3s a primeira leitura: &#8220;deve saber salmodiar e ter boa pron\u00fancia e dic\u00e7\u00e3o&#8221; (67); na sua falta, um leitor assume o salmo.<\/p>\n<p>\u2666 <strong>Ac\u00f3litos ou ajudantes diversos<\/strong> &#8220;N\u00e3o havendo ac\u00f3lito institu\u00eddo, podem ser destinados \u00a0ministros leigos para o servi\u00e7o do altar e ajudar ao sacerdote e ao di\u00e1cono, que levem a cruz, as velas, o tur\u00edbulo, o p\u00e3o, o vinho e a \u00e1gua, ou tamb\u00e9m sejam delegados como ministros extraordin\u00e1rios para\u00a0 a distribui\u00e7\u00e3o da sagrada Comunh\u00e3o&#8221; (68 \/ N100). Notar as numerosas fun\u00e7\u00f5es de tantos outros ministros leigos adultos, jovens ou crian\u00e7as.<\/p>\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Geral sobre o, Missal Romano IGMR se encontra no in\u00edcio do Missal. Foi tamb\u00e9m publicada em Por Cristo, Com Cristo, Em Cristo, Introdu\u00e7\u00e3o ao Missal Romano, Vozes, Petr\u00f3polis 1995. Os n\u00fameros citados ser\u00e3o do IGMR salvo outra indica\u00e7\u00e3o. A nova edi\u00e7\u00e3o 2000 s\u00f3 ser\u00e1 publicada com a nova edi\u00e7\u00e3o do Missal. A citamos aqui com N seguida do n\u00famero. A publica\u00e7\u00e3o oficial poder\u00e1 conter alguma modifica\u00e7\u00e3o. M\u00f3tu pr\u00f3prio &#8220;Ministeria quaedam&#8221; de- 15-08-1972:ver V e VI sobre fun\u00e7\u00f5es do leitor e ac\u00f3lito institu\u00eddos.<\/p>\n<p>\u2666 Ministros extraordin\u00e1rios da comunh\u00e3o: fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do sacerdote e di\u00e1cono, com um n\u00famero de comungantes muito grande \u00a0o sacerdote pode delegar fi\u00e9is leigos para ministrar a comunh\u00e3o: 1\u00b0 ac\u00f3litos institu\u00eddos, 2\u00b0 outros fi\u00e9is delegados habitualmente, 3\u00b0 em caso de necessidade, delegar fi\u00e9is id\u00f4neos s\u00f3 para o caso particular (N162).<\/p>\n<p>\u2666 <strong>Ministro competente<\/strong> &#8211; Cerimoni\u00e1rio &#8211; mestre de cerim\u00f4nia, eventualmente afim de que as a\u00e7\u00f5es sagradas sejam devidamente organizadas exercidas com decoro, ordem e piedade pelos ministros (69) e os fi\u00e9is leigos (N106).<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong>MINIST\u00c9RIOS LEIGOS A SERVI\u00c7O DA PARTICIPA\u00c7\u00c3O DO POVO DE DEUS<\/strong>. O Missal menciona (68 e N105):<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u2666 <strong>O comentarista<\/strong> (68 a) desempenha a sua fun\u00e7\u00e3o em p\u00e9 em lugar adequado voltado para os fi\u00e9is (pode at\u00e9 ser no presbit\u00e9rio) &#8220;n\u00e3o, por\u00e9m, no amb\u00e3o&#8221; (N105b) reservado para a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra. Interven\u00e7\u00f5es breves cuidadosamente preparadas, s\u00f3brias e claras.<\/p>\n<p>\u2666 <strong>Minist\u00e9rio da m\u00fasica<\/strong>: cantores, regente do canto do povo, os diversos m\u00fasicos (63\/N103).<\/p>\n<p>\u2666 <strong>A equipe de acolhida<\/strong>: acolhe os fi\u00e9is quando chegam; acompanha aos seus lugares (68b).<\/p>\n<p>\u2666 <strong>Os que fazem as coletas<\/strong> (68c)<\/p>\n<p>\u2666 <strong>O sacrist\u00e3o<\/strong> &#8220;disp\u00f5e com cuidado os livros lit\u00fargicos, os paramentos e outras coisas necess\u00e1rias na celebra\u00e7\u00e3o da Missa&#8221; (N105a).<\/p>\n<p>A <strong>equipe de liturgia<\/strong> \u201cA prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de cada celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, seja feita de comum acordo por todos aqueles a quem diz respeito, seja quanto aos ritos, seja quanto ao aspecto pastoral e musical, sob a dire\u00e7\u00e3o do reitor da igreja e ouvidos tamb\u00e9m os fi\u00e9is naquilo que diretamente lhes concerne. Contudo, ao sacerdote que preside a celebra\u00e7\u00e3o, fica sempre o direito de dispor sobre aqueles elementos que lhe competem (73; N111)<\/p>\n<p>(\u00c9 poss\u00edvel confiar algumas destas fun\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas \u201ca leigos id\u00f4neos com uma b\u00ean\u00e7\u00e3o lit\u00fargica ou uma designa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria\u201d N107) como se faz, entre n\u00f3s, para ministros extraordin\u00e1nos da eucaristia que recebem um mandato tempor\u00e1rio.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>OUTRAS FUN\u00c7\u00d5ES LIT\u00daRGICAS N\u00c3O MENCIONADAS NA IGMR<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Os componentes da dan\u00e7a lit\u00fargica: embora devidamente autorizada; talvez porque depende dos usos culturais regionais.<\/p>\n<p>IGMR de 1975 reservava um lugar bastante restrito para o minist\u00e9rio da mulher (70). A situa\u00e7\u00e3o foi evoluindo com leitoras e ministras extraordin\u00e1rias para a comunh\u00e3o. Em 1994, a Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto divino deixou a crit\u00e9rio do Bispo local, a possibilidade de convidar, ao lado de homens, tamb\u00e9m mulheres para o servi\u00e7o ao altar (ac\u00f3lito \/ ajudante \/ coroinha). A IGMR 2000 guarda a mesma posi\u00e7\u00e3o &#8220;Quanto \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de servir ao sacerdote junto ao altar, observem-se as disposi\u00e7\u00f5es emanadas pelo Bispo para sua diocese&#8221; (N107\/N387) e n\u00e3o existe mais a distin\u00e7\u00e3o homem \/ mulher que havia no n\u00famero correspondente (70) da instru\u00e7\u00e3o de 1975.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>O Coordenador da celebra\u00e7\u00e3o<\/strong>; cuida do conjunto da liturgia para que se realize como prevista na prepara\u00e7\u00e3o; orienta os ministros, as prociss\u00f5es, prepara os objetos necess\u00e1rios, etc. Atua nos bastidores como esp\u00e9cie de contra-regra.<\/li>\n<li><strong>Participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is<\/strong>: na prociss\u00e3o das ofertas: &#8220;Conv\u00e9m que a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is se manifeste atrav\u00e9s da oferta do p\u00e3o e vinho para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, ou de outras d\u00e1divas para prover \u00e0s necessidades da igreja e dos pobres&#8221; (N140).<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>&#8220;Os fi\u00e9is n\u00e3o se recusem a servir com alegria ao povo de Deus, sempre que solicitados para algum minist\u00e9rio particular ou fun\u00e7\u00e3o na celebra\u00e7\u00e3o<\/em>&#8221; (62).<\/p>\n<p><strong>\u00a0COMO FAZER<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conhecer o seu minist\u00e9rio<\/strong>: No teatro, os atores procuram conhecer e ensaiar a fundo o seu papel. Do mesmo modo, cada ministro deveria conhecer profundamente o seu papel, a sua fun\u00e7\u00e3o. Estudar o que diz o Missal a respeito nas rubricas, conhecer o sentido do seu servi\u00e7o no conjunto da liturgia, treinar atrav\u00e9s de laborat\u00f3rios lit\u00fargicos ou de outro modo para melhorar o desempenho. Evitar chamar a aten\u00e7\u00e3o sobre si, mas atrav\u00e9s dos sinais vis\u00edveis dos minist\u00e9rios, levar os fi\u00e9is pela sua atua\u00e7\u00e3o a encontrar-se com o mist\u00e9rio de Deus em Cristo.<\/p>\n<p><strong>As vestes dos ministros leigos que tomam assento no presbit\u00e9rio<\/strong>: &#8220;Os ac\u00f3litos, os leitores e os outros ministros leigos podem trajar alva ou outra veste legitimamente aprovada pela Confer\u00eancia dos Bispos em cada regi\u00e3o&#8221; (N339). No Brasil, aos poucos, animadores\/comentaristas, leitores, ministros da comunh\u00e3o e outros ministros que servem ao altar come\u00e7am a usar uma veste pr\u00f3pria, branca ou colorida, inculturada, usada por homens e mulheres ou mesmo crian\u00e7as, ao lado das alvas ou das tradicionais vestes dos &#8220;coroinhas&#8221;. E, tamb\u00e9m, normal que os componentes da dan\u00e7a lit\u00fargica ou express\u00e3o corporal usem tamb\u00e9m uma veste diferenciada. Os demais minist\u00e9rios fora do presbit\u00e9rio n\u00e3o costumam usar veste pr\u00f3pria.<\/p>\n<p><strong>Algumas orienta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Procurar que os que desenvolvem um minist\u00e9rio relacionado com a Palavra e o altar, tomem assento no santu\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8211; Evitar que os ministros extraordin\u00e1rios da comunh\u00e3o apare\u00e7am s\u00f3 na hora da comunh\u00e3o. Tenham veste pr\u00f3pria de bom gosto, tomem lugar no presbit\u00e9rio e ajudem na celebra\u00e7\u00e3o, recebendo, por exemplo, os dons dos fieis na hora das ofertas para apresentar ao que preside.<\/p>\n<p>-Evitar que um s\u00f3 leitor ou leitora fa\u00e7a a 1\u00aa e 2\u00aa leitura ou ent\u00e3o leia o salmo. De prefer\u00eancia procurar quem possa salmodiar o salmo do amb\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Procurar constituir uma equipe que acolha as pessoas, fora da igreja. Para facilitar o contato, pode distribuir as folhas de canto ou outro material. Acolher, de maneira especial, os visitantes novos na comunidade, inclusive indicando um bom lugar, colocar-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para dar a conhecer a comunidade (ter um material sobre os hor\u00e1rios e servi\u00e7os na comunidade), etc. Os ministros da comunh\u00e3o podem eventualmente fazer parte desta equipe de acolhida.<\/p>\n<p><strong>Perguntas <\/strong><\/p>\n<p><em>&#8220;Conv\u00e9m, na medida do poss\u00edvel, que a celebra\u00e7\u00e3o, sobretudo nos domingos e festas de preceito, se realize com canto e conveniente n\u00famero de ministros&#8221; (N115)<\/em><\/p>\n<ol>\n<li>Como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios lit\u00fargicos na sua comunidade? H\u00e1 um n\u00famero conveniente? H\u00e1 outros minist\u00e9rios n\u00e3o mencionados aqui? E nas celebra\u00e7\u00f5es da Palavra?<\/li>\n<li>Como voc\u00eas desenvolvem o minist\u00e9rio da acolhida? Quem participa? Como? Com que resultados?<\/li>\n<li>Que ministres sentam no presbit\u00e9rio? Usam todos vestes ou n\u00e3o? Que crit\u00e9rios voc\u00eas usam para isso?<\/li>\n<li>Quem ajuda no altar? Adultos? Jovens?<\/li>\n<li>Existe um minist\u00e9rio de &#8220;coroinhas&#8221;? Qual a forma\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o? Que crit\u00e9rios voc\u00eas t\u00eam para reservar s\u00f3 para meninos ou, tamb\u00e9m, aceitar meninas?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Jacques Trudei. S.J.- Doutor em Liturgia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EQUIPE DE LITURGIA O OUE \u00c9? 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