{"id":66614,"date":"2017-12-02T10:20:00","date_gmt":"2017-12-02T13:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=66614"},"modified":"2017-12-02T10:20:00","modified_gmt":"2017-12-02T13:20:00","slug":"com-pena-mais-dura-feminicidio-e-subnotificado-em-delegacias-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/com-pena-mais-dura-feminicidio-e-subnotificado-em-delegacias-pelo-brasil\/","title":{"rendered":"Com pena mais dura, feminic\u00eddio \u00e9 subnotificado em delegacias pelo Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Gabriela Fujita \/UOL<\/em><\/p>\n<p>Imagine esta situa\u00e7\u00e3o: no dia em que Maria \u00e9 morta, a pol\u00edcia s\u00f3 chegou ao local do crime horas ap\u00f3s o assassinato. Ela vivia sozinha. O corpo cheio de facadas, com as roupas rasgadas, estava jogado em um dos quartos da casa onde ela morava desde a assinatura do seu div\u00f3rcio. Os vizinhos, que pouco sabiam a respeito da v\u00edtima, ligaram para o 190 depois que ouviram gritos de uma intensa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>O procedimento padr\u00e3o foi seguido pelos policiais e, depois do trabalho de per\u00edcia, o corpo foi removido para o IML (Instituto M\u00e9dico Legal). Na delegacia, o crime foi registrado como homic\u00eddio simples. O autor teve tempo de fugir sem ser notado e, dali por diante, ficaria a cargo da investiga\u00e7\u00e3o revelar o que tinha acontecido.<\/p>\n<p>Em um primeiro contato com a cena do assassinato, n\u00e3o foram notadas pistas que poderiam ter levantado suspeita de imediato sobre algu\u00e9m muito pr\u00f3ximo a Maria: seu ex-marido, com quem ela j\u00e1 n\u00e3o convivia havia cerca de um ano, mas que a amea\u00e7ava com frequ\u00eancia, ainda inconformado com o fim do casamento.<\/p>\n<p>O caso acima, fict\u00edcio, serve para ilustrar a hist\u00f3ria de muitas brasileiras assassinadas em que os ind\u00edcios de feminic\u00eddio &#8211;quando a v\u00edtima \u00e9 morta por ser mulher&#8211; acabam se perdendo no decorrer da investiga\u00e7\u00e3o. Com isso, os criminosos podem acabar condenados a uma pena menor.<\/p>\n<p>Quando o feminic\u00eddio deixa de ser detectado, o agressor n\u00e3o \u00e9 punido como manda a lei de 2015 que tornou esse tipo de homic\u00eddio um crime hediondo (a pena m\u00e1xima passa de 20 a 30 anos de pris\u00e3o, por exemplo), e a ocorr\u00eancia entra para a estat\u00edstica policial com gravidade inferior \u00e0 que deveria ter.<\/p>\n<p>A partir de dados recolhidos nas pol\u00edcias civis e enviados pelas Secretarias de Seguran\u00e7a P\u00fablica, o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica chegou ao n\u00famero de 4.657 mulheres mortas no pa\u00eds em 2016, sendo 585 ocorr\u00eancias de feminic\u00eddio &#8211;uma taxa de 12,6% do total. As informa\u00e7\u00f5es detalhadas por Estado est\u00e3o na 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que pela primeira vez traz o recorte de feminic\u00eddios, com a sugest\u00e3o de uma ampla subnotifica\u00e7\u00e3o de casos.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 indicadores de que a viol\u00eancia [contra a mulher] \u00e9 maior do que isso [o n\u00famero apresentado pelas secretarias estaduais]&#8221;, diz Cristina Neme, pesquisadora do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. &#8220;Alguns Estados no anu\u00e1rio t\u00eam n\u00fameros bem abaixo do esperado, porque a informa\u00e7\u00e3o foi extra\u00edda de um boletim de ocorr\u00eancia que s\u00f3 tem o primeiro registro do homic\u00eddio.&#8221;<\/p>\n<p>Este n\u00famero \u00e9 bem menor do que o levantado pelo CNMP (Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico). De acordo com relat\u00f3rio publicado pelo \u00f3rg\u00e3o, foram instaurados no pa\u00eds 2.925 inqu\u00e9ritos policiais com a tipifica\u00e7\u00e3o (indica\u00e7\u00e3o do tipo de crime) de feminic\u00eddio em 2016. Ou seja, um n\u00famero cinco vezes maior do que o apresentado pelas entidades estaduais de seguran\u00e7a p\u00fablica. A base para o relat\u00f3rio veio dos Minist\u00e9rios P\u00fablicos em cada Estado, que t\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre investiga\u00e7\u00f5es mais completas.<\/p>\n<p>&#8220;A gente est\u00e1 falando de um crime cujos vest\u00edgios desaparecem muito r\u00e1pido, que muitas vezes tem crian\u00e7as como testemunhas, o que traz dificuldade no depoimento porque as crian\u00e7as podem esquecer mais facilmente. \u00c9 uma corrida contra o tempo&#8221;, diz a promotora de Justi\u00e7a Silvia Chakian, do Gevid (grupo de atua\u00e7\u00e3o especial de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica), do Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Quanto mais robusto o inqu\u00e9rito, melhor a den\u00fancia&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Para a soci\u00f3loga W\u00e2nia Pasinato, da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), estar de acordo com a lei depende de observar o crime, desde o primeiro contato, sob a perspectiva do g\u00eanero e se perguntar: &#8220;Sendo a v\u00edtima uma mulher, o que esse assassinato tem de diferente?&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o faz diferen\u00e7a o sexo do policial que est\u00e1 investigando ou do promotor ou do juiz que est\u00e1 julgando o caso. \u00c9 uma quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o, da forma como olham para o crime e como conduzem a investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&#8220;Pode haver modifica\u00e7\u00e3o [na tipifica\u00e7\u00e3o do crime] nesse processo de investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Neme. &#8220;Se em um boletim de ocorr\u00eancia, inicialmente, n\u00e3o houve a percep\u00e7\u00e3o pelas autoridades policiais de que se tratava de um feminic\u00eddio, a informa\u00e7\u00e3o deve ser complementada durante o inqu\u00e9rito policial&#8221;, ela diz.<\/p>\n<p><strong>A promotora Silvia Chakian d\u00e1 exemplos de elementos que, &#8220;de cara&#8221;, s\u00e3o indicadores de crime de feminic\u00eddio:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>suspeito de autoria \u00e9 conhecido da v\u00edtima: parente, parceiro ou ex-parceiro;<\/li>\n<li>a morte ocorreu dentro do espa\u00e7o dom\u00e9stico;<\/li>\n<li>a morte \u00e9 acompanhada de viol\u00eancia sexual;<\/li>\n<li>v\u00edtima tem sinais no corpo de mutila\u00e7\u00e3o, de atentados contra seus \u00f3rg\u00e3os genitais e contra elementos do feminino: rosto e seios;<\/li>\n<li>a viol\u00eancia se manifestou de forma extrema, com golpes repetitivos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;A opini\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 que, quando esses elementos s\u00e3o detectados de cara, o ideal \u00e9 que esse caso j\u00e1 comece a ser investigado partindo-se do pressuposto de que pode ser um feminic\u00eddio&#8221;, afirma Chakian. &#8220;Essa \u00e9 uma an\u00e1lise que a autoridade policial tem que fazer. Quanto mais robusto esse inqu\u00e9rito policial chega, mais ele subsidia a atua\u00e7\u00e3o correta do promotor de Justi\u00e7a, que vai oferecer a den\u00fancia.&#8221;<\/p>\n<p><strong>&#8220;Dados s\u00e3o importantes para diagnosticar a viol\u00eancia contra a mulher&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Pelas leis do pa\u00eds, um homic\u00eddio simples pode ser punido com pris\u00e3o de seis a 20 anos de pris\u00e3o. Desde 2015, por\u00e9m, se o motivo do homic\u00eddio \u00e9 subjugar a v\u00edtima porque ela \u00e9 mulher, o crime passa a ser um &#8220;homic\u00eddio qualificado&#8221;, com o nome de &#8220;feminic\u00eddio&#8221;: quando envolve viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar e\/ou menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher.<\/p>\n<p>A pena aumenta para 12 a 30 anos de cadeia no feminic\u00eddio porque o crime passa a ser considerado &#8220;hediondo&#8221; (ou repugnante). E a puni\u00e7\u00e3o pode ser aumentada se a v\u00edtima estiver gr\u00e1vida ou acabado de ter um beb\u00ea; se for menor de 14 anos, maior de 60 anos ou com defici\u00eancia; ou se o crime tiver ocorrido na presen\u00e7a de um descendente ou ascendente &#8211;por exemplo, filhos ou pais da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Mesmo que o criminoso, ao fim do processo, seja condenado de forma adequada, o registro de feminic\u00eddio se perde, segundo a soci\u00f3loga Neme, porque os dados sobre esse tipo de crime n\u00e3o s\u00e3o corretamente atualizados pelos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a. E isso prejudica a\u00e7\u00f5es para reduzir e evitar mortes de mulheres por motiva\u00e7\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>&#8220;Ter os dados completos \u00e9 importante para conhecer este fen\u00f4meno social. Com um dado mais consistente, voc\u00ea consegue diagnosticar melhor quais s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia contra a mulher, onde ela acontece, que perfil ela atinge, quais mulheres est\u00e3o morrendo mais. E \u00e9 poss\u00edvel fazer isso&#8221;, ela sugere.<\/p>\n<p><strong>Estado com pior taxa tem qualifica\u00e7\u00e3o &#8220;exemplar&#8221; de dados<\/strong><\/p>\n<p>No ranking organizado no Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, os Estados com as maiores taxas de feminic\u00eddio s\u00e3o Piau\u00ed, Santa Catarina, Alagoas, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-66616\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/feminicidio-1511994812038_615x763.png\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"763\" srcset=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/feminicidio-1511994812038_615x763.png 615w, http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/feminicidio-1511994812038_615x763-242x300.png 242w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;O Estado do Piau\u00ed apresentou 57%, a taxa mais alta de feminic\u00eddio, que \u00e9 a mais pr\u00f3xima da realidade brasileira, porque tem um trabalho qualificado de investiga\u00e7\u00e3o, com um olhar bastante atento para a perspectiva de g\u00eanero&#8221;, diz a pesquisadora Neme.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 a primeira informa\u00e7\u00e3o do BO que foi colocada ali, \u00e9 uma estat\u00edstica qualificada. N\u00e3o podemos dizer o mesmo de outros Estados em que esse percentual \u00e9 muito baixo. Provavelmente, nesses outros casos, \u00e9 o dado prim\u00e1rio, bruto, que vem do BO.&#8221;<\/p>\n<p>Na outra ponta, s\u00e3o estes os Estados com as menores taxas de feminic\u00eddio: Rio de Janeiro, Bahia, Roraima, Para\u00edba e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Dez Estados n\u00e3o apresentaram informa\u00e7\u00f5es sobre feminic\u00eddios ao Anu\u00e1rio: Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Maranh\u00e3o, Sergipe, Amap\u00e1, Rond\u00f4nia, Tocantins, Cear\u00e1 e Amazonas.<\/p>\n<p>&#8220;O enquadramento penal de feminic\u00eddio e a primeira estat\u00edstica de feminic\u00eddio deveriam ser lan\u00e7adas n\u00e3o pela pol\u00edcia, mas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico&#8221;, sugere Pasinato, da USP. &#8220;Porque a pol\u00edcia pode at\u00e9 fazer a corre\u00e7\u00e3o do dado, mas h\u00e1 um tempo de investiga\u00e7\u00e3o, que pode durar dois dias, se tem um flagrante, ou dois anos, se a autoria \u00e9 desconhecida.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Metade dos assassinos s\u00e3o parentes e 33% s\u00e3o parceiros<\/strong><\/p>\n<p>O Mapa da Viol\u00eancia, um estudo elaborado pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais) com apoio da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), \u00e9 uma das refer\u00eancias para os pesquisadores de viol\u00eancia por motiva\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no Brasil. Em 2015, o tema da pesquisa foi o homic\u00eddio de mulheres no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, 50,3% das mortes violentas de mulheres s\u00e3o cometidas por parentes e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros. Foram usados dados de 2013 do<\/p>\n<p>Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em um grupo de 83 pa\u00edses pesquisados pela ONU, o Brasil apresentava a quinta maior taxa de homic\u00eddios de mulheres: 4,8 casos por 100 mil mulheres.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um equ\u00edvoco acreditar que autores de viol\u00eancia de g\u00eanero s\u00e3o monstros ou psicopatas ou doentes&#8221;, defende a promotora Chakian. &#8220;A porcentagem de psicopatia nesses casos \u00e9 muito pequena. As ra\u00edzes dessa viol\u00eancia s\u00e3o relacionadas a aspectos da nossa cultura, patriarcal, machista e mis\u00f3gina.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Outro lado<\/strong><\/p>\n<p>Rond\u00f4nia, Amap\u00e1 e Acre n\u00e3o responderam ao pedido de informa\u00e7\u00f5es da reportagem sobre o n\u00famero de feminic\u00eddios registrados nestes Estados e por que os dados n\u00e3o foram enviados ao f\u00f3rum. Foram feitas v\u00e1rias tentativas de obter as respostas, no per\u00edodo de uma semana.<\/p>\n<p>Os outros sete Estados afirmaram ao UOL que esses n\u00fameros ainda n\u00e3o estavam dispon\u00edveis quando foi realizada a pesquisa e, portanto, n\u00e3o foram repassados.<\/p>\n<p>O Maranh\u00e3o informou que entrou em opera\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o de 2017 o Departamento de Feminic\u00eddio, quando foi iniciada a consolida\u00e7\u00e3o dos registros por esse tipo de crime, sendo que os dados referentes aos anos de 2015 e 2016 ainda est\u00e3o sendo contabilizados. Em 2017, o Estado registrou, at\u00e9 o momento, 42 feminic\u00eddios.<\/p>\n<p>Minas Gerais incluiu este ano, pela primeira vez, casos de feminic\u00eddios no seu diagn\u00f3stico de mortes violentas de mulheres: foram registradas 397 ocorr\u00eancias em 2016.<\/p>\n<p>Em Sergipe, segundo a assessoria, o tipo penal do crime n\u00e3o havia sido inserido no boletim de ocorr\u00eancia online, sendo contabilizado como homic\u00eddio doloso (quando h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o). J\u00e1 para 2017, est\u00e1 sendo feita uma avalia\u00e7\u00e3o de cada inqu\u00e9rito que tem como motiva\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o homic\u00eddios dolosos tendo mulheres como v\u00edtimas, e o pr\u00f3ximo repasse ao F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica ter\u00e1 o tipo penal &#8220;feminic\u00eddio&#8221; com as devidas especifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No Amazonas, no ano de 2016, foram registrados 12 casos de feminic\u00eddio, e de janeiro at\u00e9 setembro de 2017, s\u00e3o 14 ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>Tocantins e Cear\u00e1 responderam que ainda n\u00e3o contabilizam casos de feminic\u00eddio, mesma situa\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, onde apenas uma delegacia registra boletins de ocorr\u00eancia com essa tipifica\u00e7\u00e3o: foram sete casos em 2017.<\/p>\n<p>Estados que n\u00e3o contabilizam ocorr\u00eancias de feminic\u00eddio n\u00e3o est\u00e3o em desacordo com a lei, mas esse \u00e9 o recomendado para que a preven\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o das mortes violentas de mulheres sejam eficazes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Gabriela Fujita \/UOL Imagine esta situa\u00e7\u00e3o: no dia em que Maria \u00e9 morta, a pol\u00edcia s\u00f3 chegou ao local<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":66615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[47,6320,96],"class_list":["post-66614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-destaques","tag-feminicidio","tag-violencia"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66614"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66617,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66614\/revisions\/66617"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66615"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}