{"id":7265,"date":"2014-01-11T09:50:32","date_gmt":"2014-01-11T12:50:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=7265"},"modified":"2014-01-11T09:50:32","modified_gmt":"2014-01-11T12:50:32","slug":"morre-aos-85-anos-o-ex-premie-israelense-ariel-sharon","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/morre-aos-85-anos-o-ex-premie-israelense-ariel-sharon\/","title":{"rendered":"Morre aos 85 anos o ex-premi\u00ea israelense Ariel Sharon"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Ex-militar estava em estado vegetativo desde janeiro de 2006.<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Ele teve piora do quadro cl\u00ednico nas \u00faltimas semanas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O ex-premi\u00ea israelense Ariel Sharon morrreu neste s\u00e1bado (11), aos 85 anos, em Tel Aviv, segundo o hospital em que ele estava internado.<\/p>\n<p>O quadro de sa\u00fade do ex-premi\u00ea vinha apresentando uma piora acentuada desde o in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>Segundo os m\u00e9dicos, ele apresentava uma insufici\u00eancia renal que afetou outros \u00f3rg\u00e3os vitais.<\/p>\n<p>Os dois filhos de Sharon estavam no hospital, segundo m\u00e9dicos, e um funeral de estado j\u00e1 est\u00e1 sendo programado.<\/p>\n<p>Ex-general e l\u00edder da direita, Sharon est\u00e1 em condi\u00e7\u00e3o vegetativa desde o derrame que sofreu em janeiro de 2006, quando ainda comandava o governo.<\/p>\n<p>Trajet\u00f3ria<br \/>\nEx-general e l\u00edder da direita, com fama de \u201cfalc\u00e3o\u201d, Sharon era um personagem impetuoso e tenaz, com f\u00edsico imponente e humor mordaz, pouco cuidadoso com o financiamento das campanhas eleitorais.<\/p>\n<p>Ele surpreendeu e colocou sob suspeita o sonho do \u201cGrande Israel\u201d ao executar, como primeiro-ministro, a sa\u00edda militar israelense do territ\u00f3rio palestino da Faixa de Gaza em 2005, de maneira unilateral, ap\u00f3s 38 anos de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes de revolucionar o panorama pol\u00edtico israelense, foi o bra\u00e7o direito do fundador hist\u00f3rico da direita nacionalista, Menahem Begin, que chegou ao poder em 1977.<\/p>\n<p>Sharon foi casado duas vezes e teve tr\u00eas filhos. Seu primeiro casamento, com Margalit, de origem romena, aconteceu em 1953. Ela morreu em 1962 em um acidente de carro. Em 1967, o \u00fanico filho dos dois, Gur, morreu em um acidente com uma arma.<\/p>\n<p>No ano seguinte, ele se casou com Lily, irm\u00e3 de Margalit. Os dois tiveram dois filhos &#8211; Gilad e Omri. Lily morreu em 2000 em decorr\u00eancia de um c\u00e2ncer de pulm\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos filhos de Sharon, Omri, seguiu os passos do pai na pol\u00edtica e j\u00e1 foi membro do Parlamento Israelense.<\/p>\n<p>Carreira militar<br \/>\nSharon &#8211; cujo nome de batismo era Ariel Scheinermann &#8211; nasceu em Kfar Malal, nos territ\u00f3rios palestinos, em 27 de fevereiro de 1928, quando a regi\u00e3o ainda estava sob dom\u00ednio brit\u00e2nico. Sua fam\u00edlia era procedente de Belarus.<\/p>\n<p>Sharon ingressou ainda jovem na organiza\u00e7\u00e3o militar judaica Haganah, aos 17 anos, tornando-se comandante de unidade na Guerra \u00c1rabe-Israelense (1948-1949).<\/p>\n<p>Ele lutou desde a cria\u00e7\u00e3o do Estado, em 1948, obtendo uma reputa\u00e7\u00e3o de soldado destemido, ficando conhecido por sua atua\u00e7\u00e3o dura e pela recusa ocasional em receber ordens. Ficou ferido em combate duas vezes.<\/p>\n<p>\u00c0 frente da unidade 101 dos comandos e depois das unidades de paraquedistas, liderou as chamadas &#8220;opera\u00e7\u00f5es de puni\u00e7\u00e3o&#8221;, a mais violenta das quais terminou em 1953 com a morte de quase 60 civis na localidade palestina de Kibia.<\/p>\n<p>Ele liderou ainda uma tropa paraquedista durante a Guerra de Suez, em 1956, passando ao posto de general na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Em 1969, Sharon debilitou por muito tempo a resist\u00eancia em Gaza com opera\u00e7\u00f5es dos comandos, o que o tornou uma figura odiada pelos palestinos.<\/p>\n<p>Durante a guerra de outubro de 1973, voltou a demonstrar suas capacidades militares ao atravessar o canal de Suez e cercar o ex\u00e9rcito eg\u00edpcio com uma manobra ousada.<\/p>\n<p>Pol\u00edtica<br \/>\nComo pol\u00edtico, ganhou o apelido de &#8220;Bulldozer&#8221; (escavadeira), por ser duro com seus advers\u00e1rios e ser capaz de levar seus projetos at\u00e9 o fim.<\/p>\n<p>Eleito no fim de 1973 para o Parlamento israelense (Knesset)\u00a0 por um novo partido do qual era membro fundador, o direitista Likud, renunciou no ano seguinte para atuar como conselheiro de seguran\u00e7a de Yitzhak Rabin, ent\u00e3o primeiro-ministro.<\/p>\n<p>Foi reeleito para o Parlamento em 1977 e apontado ministro da Defesa por Menachem Begin em 1981.<\/p>\n<p>Em 1982, sem informar oficialmente ao primeiro-ministro Begin, do qual era considerado um &#8220;bra\u00e7o direito&#8221;, enviou as For\u00e7as Armadas israelenses para Beirute, finalizando a expuls\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o pela Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina do L\u00edbano.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o &#8211; uma intermin\u00e1vel e desastrosa invas\u00e3o do L\u00edbano para tentar expulsar Yasser Arafat, o dirigente hist\u00f3rico palestino &#8211; resultou na morte de centenas de palestinos nas m\u00e3os de mil\u00edcias crist\u00e3s aliadas de Israel, em dois campos de refugiados em Beirute que estavam sobre controle israelense. Os incidentes ficaram conhecidos como os massacres de Sabra e Shatila.<\/p>\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o oficial o declarou culpado de n\u00e3o ter previsto nem impedido os massacres. Ele teve que renunciar ao cargo em 1983.<\/p>\n<p>Em 28 de setembro de 2000, sua visita \u00e0 Esplanada das Mesquitas em Jerusal\u00e9m Oriental, terceiro local sagrado isl\u00e3, provocou indigna\u00e7\u00e3o. No dia seguinte explodiu a segunda Intifada \u2013 revolta civil dos palestinos contra a ocupa\u00e7\u00e3o israelense.<\/p>\n<p>Mas Sharon considerou a situa\u00e7\u00e3o apenas uma pequena batalha de uma \u201cguerra de 100 anos\u201d contra o sionismo e Israel. Com a promessa linha-dura de esmagar a revolta palestina, foi eleito de maneira triunfal primeiro-ministro em 6 de fevereiro de 2001 e reeleito em 28 de janeiro de 2003.<\/p>\n<p>Fervoroso partid\u00e1rio da coloniza\u00e7\u00e3o israelense dos territ\u00f3rios palestinos, em 2005 ele surpreendentemente organizou a retirada de Gaza e o desmantelamento das col\u00f4nias instaladas na regi\u00e3o, ap\u00f3s um controle militar de 38 anos no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, ningu\u00e9m havia se atrevido a tocar na pol\u00edtica de coloniza\u00e7\u00e3o para desmantelar assentamentos.<\/p>\n<p>O mais surpreendente foi a decis\u00e3o ter partido daquele que foi o paladino da coloniza\u00e7\u00e3o. Mas Sharon concluiu que Israel tinha que renunciar a manter todos os territ\u00f3rios conquistados na guerra de 1967 se desejava continuar sendo um \u201cEstado judeu e democr\u00e1tico\u201d.<\/p>\n<p>Algumas decis\u00f5es provocaram o \u00f3dio dos palestinos, a irrita\u00e7\u00e3o da comunidade internacional e muitas cr\u00edticas em Israel. Mas, com a retirada de Gaza, foi elogiado.<\/p>\n<p>Depois dela, Sharon deixou o Likud e estabeleceu o partido Kadima, de centro. Ao mesmo tempo, planejava novas retiradas israelenses da Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>Ele parecia caminhar para uma reelei\u00e7\u00e3o f\u00e1cil quando sofreu o derrame em 4 de janeiro de 2006 e foi afastado do cargo. Representantes do movimento palestino Hamas disseram, \u00e0 \u00e9poca, que a doen\u00e7a era um &#8220;sinal de Al\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>Sharon foi substitu\u00eddo por seu vice, Ehud Olmert, eleito premi\u00ea poucos meses depois.<br \/>\nPouco depois de seu derrame, o homem forte de Israel passou a cair no esquecimento, preso a uma cama de hospital e velado pela fam\u00edlia. Seu nome era citado apenas de maneira espor\u00e1dica pela imprensa local.<\/p>\n<p><em><strong>Do G1<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-militar estava em estado vegetativo desde janeiro de 2006. 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