{"id":8550,"date":"2014-01-30T07:50:10","date_gmt":"2014-01-30T10:50:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=8550"},"modified":"2014-01-30T07:50:10","modified_gmt":"2014-01-30T10:50:10","slug":"parlamento-ucraniano-adota-lei-de-anistia-oposicao-se-abstem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/parlamento-ucraniano-adota-lei-de-anistia-oposicao-se-abstem\/","title":{"rendered":"Parlamento ucraniano adota lei de anistia; oposi\u00e7\u00e3o se abst\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Texto foi aprovado por 232 deputados, dos 416 presentes.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Oposi\u00e7\u00e3o rejeitou condi\u00e7\u00e3o de que deixem pr\u00e9dios ocupados.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O Parlamento ucraniano adotou nesta quarta-feira (29) uma lei de anistia para os manifestantes detidos durante os confrontos com a pol\u00edcia, mas apresentou condi\u00e7\u00f5es rejeitadas pela oposi\u00e7\u00e3o, que se absteve. A lei estabelece como condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para a liberta\u00e7\u00e3o dos detidos que os opositores se retirem dos pr\u00e9dios que ocupam em Kiev h\u00e1 semanas.<br \/>\nAp\u00f3s v\u00e1rias horas de negocia\u00e7\u00f5es, o texto foi aprovado por 232 deputados, dos 416 presentes, sob os gritos de protesto dos parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o, e a sess\u00e3o foi suspensa.<\/p>\n<p>A onda de manifesta\u00e7\u00f5es na Ucr\u00e2nia teve in\u00edcio depois que o governo desistiu de assinar, em 21 de novembro de 2013, um acordo de livre-com\u00e9rcio e associa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com a Uni\u00e3o Europeia, alegando que decidiu buscar rela\u00e7\u00f5es comerciais mais pr\u00f3ximas com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>O l\u00edder do partido nacionalista Svoboda (&#8216;Liberdade&#8217;), Oleg Tyagnybok, condenou a lei e comparou os opositores detidos a &#8220;ref\u00e9ns&#8221; porque n\u00e3o ser\u00e3o libertados at\u00e9 que os edif\u00edcios sejam desocupados.<\/p>\n<p>&#8220;Com esta lei, as autoridades admitiram que mant\u00eam ref\u00e9ns em seu poder, como se elas fossem terroristas, e, com isso, podem negociar com eles&#8221;, disse Tyagnybok citado pela ag\u00eancia ucraniana Interfax.<\/p>\n<p>O Parlamento, onde o Partido das Regi\u00f5es, do presidente Viktor Yanukovitch tem maioria, estava reunido desde ter\u00e7a-feira em uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria para tentar acabar com a crise atravessada pelo pa\u00eds e que, na ter\u00e7a, levou \u00e0 ren\u00fancia do governo.<\/p>\n<p>Yanukovich compareceu ao Parlamento para apoiar a lei.<\/p>\n<p>Merkel pede que Putin apoie di\u00e1logo<br \/>\nMas a insatisfa\u00e7\u00e3o dos opositores n\u00e3o deve reduzir o impasse na Ucr\u00e2nia. Mais cedo, europeus e o governo russo &#8211; em lados opostos nesta crise -, esfor\u00e7avam-se para ajudar a resolv\u00ea-la. Mas houve apenas repreens\u00f5es de lado a lado.<\/p>\n<p>Depois de uma conversa por telefone com Vladimir Putin, a chanceler alem\u00e3, Angela Merkel, pediu que o presidente russo colabore com um di\u00e1logo construtivo.<\/p>\n<p>J\u00e1 Putin alertou para &#8216;qualquer inger\u00eancia&#8217; nos assuntos internos da Ucr\u00e2nia, algo considerado por ele inadmiss\u00edvel. Putin tamb\u00e9m deixou claro que vai &#8216;aguardar a forma\u00e7\u00e3o do novo governo ucraniano&#8217; para se assegurar de que h\u00e1 como levar adiante os acordos conclu\u00eddos em dezembro sobre uma ajuda de US$ 15 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em viagem a Kiev nesta quarta, declarou que &#8216;a viol\u00eancia e as intimida\u00e7\u00f5es, de onde quer que venham, devem cessar&#8217;. Ela acrescentou aos jornalistas, na sa\u00edda de um encontro com o presidente Viktor Yanukovitch, que as conversas entre o poder e os opositores deveriam ser &#8216;um verdadeiro di\u00e1logo&#8217;.<\/p>\n<p>Catherine Ashton, que deve se reunir com os l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o, chegou na noite de ter\u00e7a-feira a Kiev ao final de uma reuni\u00e3o em Bruxelas entre a UE e a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Vladimir Putin j\u00e1 havia pedido nessa ocasi\u00e3o aos europeus que n\u00e3o interviessem nos assuntos ucranianos.<\/p>\n<p>Ucr\u00e2nia &#8216;\u00e0 beira da guerra civil&#8217;<br \/>\nEm declara\u00e7\u00f5es feitas durante a manh\u00e3 diante dos deputados na retomada dos trabalhos parlamentares, Leonid Kravtchuk, primeiro presidente da Ucr\u00e2nia depois da independ\u00eancia em 1991, ressaltou que seu pa\u00eds estava &#8216;\u00e0 beira da guerra civil&#8217;.<\/p>\n<p>Em seguida, ele pediu a ado\u00e7\u00e3o de &#8216;um plano de solu\u00e7\u00e3o para o conflito&#8217;, sendo longamente aplaudido pela assembleia.<br \/>\n&#8216;A oposi\u00e7\u00e3o e o poder mant\u00eam o di\u00e1logo para sair da crise (&#8230;). O governo, por sua vez, est\u00e1 preparado para garantir as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a estabiliza\u00e7\u00e3o nacional&#8217;, declarou o chefe interino de governo, Serguei Arbuzov.<\/p>\n<p>Foi a primeira reuni\u00e3o do governo, encarregado de administrar os assuntos correntes, desde a demiss\u00e3o, na ter\u00e7a, do primeiro-ministro, Nikola Azarov, e todo seu gabinete.<\/p>\n<p>Naquele dia, o poder havia feito um outro gesto de abertura com a revoga\u00e7\u00e3o das leis de 16 de janeiro que reprimiam quase toda forma de manifesta\u00e7\u00e3o. Elas levaram \u00e0 radicaliza\u00e7\u00e3o dos protestos.<\/p>\n<p>A incerteza ainda reinava nesta quarta quanto \u00e0s consequ\u00eancias dessas concess\u00f5es sobre o movimento de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8216;A ren\u00fancia de Yanukovitch seria uma medida l\u00f3gica&#8217;, declarou o ex-boxeador Vitali Klitschko, um dos l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o, propondo que os problemas sejam resolvidos &#8216;um a um&#8217;.<\/p>\n<p>Mas, para o diretor da Intelig\u00eancia americana (DNI), James Clapper, Viktor Yanukovitch tem a &#8216;firme inten\u00e7\u00e3o de se manter no poder&#8217; e, &#8216;provavelmente, recorrer\u00e1 \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o e a meios extralegais&#8217; para assegurar sua reelei\u00e7\u00e3o em 2015.<\/p>\n<p><em><strong>Da France Presse<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto foi aprovado por 232 deputados, dos 416 presentes. 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