{"id":10302,"date":"2014-02-25T07:16:16","date_gmt":"2014-02-25T10:16:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=10302"},"modified":"2014-02-25T07:16:16","modified_gmt":"2014-02-25T10:16:16","slug":"lideres-da-base-anunciam-criacao-de-superbloco-para-pressionar-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/lideres-da-base-anunciam-criacao-de-superbloco-para-pressionar-dilma\/","title":{"rendered":"L\u00edderes da base anunciam cria\u00e7\u00e3o de &#8216;superbloco&#8217; para pressionar Dilma"},"content":{"rendered":"<p><em>Insatisfeitos com o governo, partidos aliados se uniram em \u2018bloco informal\u2019. Grupo da C\u00e2mara ser\u00e1 integrado por PP, PROS, PMDB e at\u00e9 parte do PT.<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s se reunirem nesta segunda-feira (24), no Pal\u00e1cio do Planalto, com o presidente em exerc\u00edcio, Michel Temer, l\u00edderes da base aliada anunciaram a cria\u00e7\u00e3o de um bloco &#8220;informal&#8221; na C\u00e2mara dos Deputados com o objetivo de aumentar o poder de negocia\u00e7\u00e3o com o governo federal. Segundo o Blog do Camarotti, a nova for\u00e7a pol\u00edtica do Legislativo ser\u00e1 formalizada nesta ter\u00e7a (25) na resid\u00eancia do l\u00edder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), um dos principais cr\u00edticos do Planalto dentro da base governista.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de se unir para pressionar o Executivo foi tomada por PMDB, PROS, PP e at\u00e9 parcela da bancada do PT. Parte da base est\u00e1 insatisfeita com a presidente Dilma Rousseff devido a supostas quebras de acordo na libera\u00e7\u00e3o de emendas parlamentares de 2013 e com o fato de o Planalto ter trancado a pauta da C\u00e2mara ao carimbar projetos de seu interesse com o regime de urg\u00eancia constitucional. Os l\u00edderes aliados tamb\u00e9m reclamam da suposta demora da chefe do Executivo em concluir sua reforma ministerial.<\/p>\n<p>No encontro desta segunda mediado por Temer, que contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Rela\u00e7\u00f5es Institucionais), os deputados governistas fizeram uma s\u00e9rie de cobran\u00e7as ao Planalto, entre as quais maior di\u00e1logo em torno de projetos em tramita\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o em lan\u00e7amentos de programas dos minist\u00e9rios e libera\u00e7\u00e3o de emendas parlamentares.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a de dissid\u00eancia na base fez com que Temer entrasse em campo para acalmar os \u00e2nimos dos partidos governistas. O l\u00edder do bloco PP-PROS, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), afirmou que o tenso encontro foi para \u201cdiscutir a rela\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o parlamentar de Pernambuco, que comanda a terceira maior bancada da C\u00e2mara, a ideia de criar um grupo informal dentro da pr\u00f3pria base ajudar\u00e1 a pressionar o Executivo a dialogar com os partidos aliados.<br \/>\n\u201cO que nos ocorreu foi nos unirmos para exigir mais di\u00e1logo, uma pauta propositiva. \u00c9 importante o bloco para interagir. Mostrar a necessidade de mudar o di\u00e1logo. O grupo vai continuar interagindo\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Emendas represadas<\/strong><br \/>\nPara Eduardo da Fonte, os problemas de comunica\u00e7\u00e3o com o Planalto retornaram \u00e0 pauta no final do ano passado, no momento em que o governo n\u00e3o cumpriu o acordo de liberar R$ 15 milh\u00f5es em emendas para cada parlamentar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es para viabilizar a aprova\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento de 2014, o Planalto concordou em liberar R$ 10 milh\u00f5es para deputados e senadores da base e R$ 5 milh\u00f5es para os da oposi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um b\u00f4nus de R$ 2 milh\u00f5es aos membros da Comiss\u00e3o do Or\u00e7amento. Esses recursos eram referentes ao Or\u00e7amento de 2013.<\/p>\n<p>Conforme o l\u00edder do bloco PP-PROS, nem todos os recursos acordados com o governo foram liberados. \u201cQueremos respeito na rela\u00e7\u00e3o entre Executivo e Legislativo. Isso tudo \u00e9 decorr\u00eancia de 31 de dezembro de 2013, da falta de empenho para cumprir o que foi acordado. Tem deputado que recebeu e deputado que n\u00e3o recebeu. Temos que sistematizar o di\u00e1logo com o governo. Vamos ver a partir de agora. Queremos a\u00e7\u00f5es efetivas\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>De acordo com o l\u00edder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), o governo reduziu o di\u00e1logo com o Legislativo e tenta enfiar \u201cgoela abaixo\u201d projetos de interesse do Executivo. \u201cVamos ver se d\u00e1 certo essa nova tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o. Eu s\u00f3 reclamei durante a reuni\u00e3o. Sem d\u00favida tem tido pouca reuni\u00e3o. Teve um per\u00edodo de muito di\u00e1logo e depois retroagiu\u201d, afirmou o peemedebista ao G1.<\/p>\n<p>Eduardo Cunha reafirmou que sua bancada vai manter a posi\u00e7\u00e3o de votar contra o Marco Civil da Internet. O projeto, que cria regras para a atua\u00e7\u00e3o dos operadores de internet e prev\u00ea direitos aos usu\u00e1rios, sobretudo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 privacidade, \u00e9 considerado priorit\u00e1rio para o Planalto. \u201cSe eles [governo] quiserem conversar, tudo bem. Mas do jeito que o texto est\u00e1 o PMDB vai votar contra\u201d, disse o peemedebista.<\/p>\n<p>O l\u00edder do PROS, Givaldo Carimb\u00e3o (AL), destacou que a rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da base com o Executivo \u201cn\u00e3o est\u00e1 boa\u201d e precisa ser solucionada para garantir \u201cgovernabilidade\u201d \u00e0 presidente Dilma.<\/p>\n<p>\u201cNenhum deputado \u00e9 chamado para nada. N\u00e3o somos convidados para lan\u00e7amento e discuss\u00e3o de programas. N\u00e3o recebemos emendas. T\u00eam deputados de Alagoas que n\u00e3o receberam nada em emenda parlamentar\u201d, criticou o deputado alagoano.<\/p>\n<p>Para ele, os parlamentares governistas precisam ser inclu\u00eddos na discuss\u00e3o e no lan\u00e7amento de programas do Executivo, especialmente &#8220;em ano eleitoral&#8221;. \u201cA palavra de ordem \u00e9 governabilidade. Para ter governabilidade, \u00e9 preciso interagir com a base aliada. E esse ano \u00e9 muito sens\u00edvel, tem elei\u00e7\u00f5es em outubro\u201d, ressaltou Carimb\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Reclama\u00e7\u00f5es do PT<\/strong><br \/>\nO l\u00edder do PT, deputado Vicentinho (SP), disse que tamb\u00e9m apresentou durante o encontro com Temer as insatisfa\u00e7\u00f5es de sua bancada, sobretudo com a falta de di\u00e1logo e com o valor menor que o combinado na libera\u00e7\u00e3o das emendas parlamentares de 2013.<\/p>\n<p>\u201cFalei em nome da bancada as insatisfa\u00e7\u00f5es. Que a bancada n\u00e3o pode se descaracterizar. A preocupa\u00e7\u00e3o da nossa bancada \u00e9 conversar, discutir os projetos antes de eles chegarem ao plen\u00e1rio, para n\u00e3o termo situa\u00e7\u00f5es constrangedoras. A quest\u00e3o da verba, que o governo assuma o compromisso de pagamento das emendas\u201d, protestou o l\u00edder petista, que representa o partido da presidente Dilma Rousseff na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>Para Vicentinho, os l\u00edderes governistas deixaram o Planalto nesta segunda com um aceno de que haver\u00e1 um esfor\u00e7o para solucionar os problemas de comunica\u00e7\u00e3o com o Executivo. \u201cTodos os l\u00edderes colocaram suas vis\u00f5es, problemas. Sa\u00edmos melhores do que entramos, com uma rela\u00e7\u00e3o melhor.\u201d<\/p>\n<p><strong>&#8216;Mau humor&#8217;<\/strong><br \/>\nO l\u00edder do governo na C\u00e2mara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a cria\u00e7\u00e3o de um bloc\u00e3o dentro da base aliada \u00e9 um sinal de que o governo precisaria se reorganizar &#8220;em outras bases&#8221;. &#8220;\u00c9 evidente que havia um mau humor, e n\u00f3s estamos trabalhando para resolver isso&#8221;, reconheceu Chinaglia.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do petista, a queixa de falta de di\u00e1logo se deve ao recesso, que quebrou o ritmo de reuni\u00f5es do governo com os l\u00edderes da base. &#8220;\u00c9 que n\u00f3s terminamos o ano com in\u00fameras reuni\u00f5es da presidenta com os l\u00edderes da base e veio o recesso&#8221;, justificou.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo, Ideli Salvatti reiterou que a pauta ser\u00e1 definida em parceria com as bancadas, mas destacou alguns dos projetos que est\u00e3o na lista de prioridades do governo. Entre as mat\u00e9rias consideradas priorit\u00e1rias pelo Executivo est\u00e1 o Marco da Minera\u00e7\u00e3o e o Marco Civil da Internet. Conforme a ministra das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, o Planalto n\u00e3o pretende retirar o requerimento de urg\u00eancia do projeto que define regras para a internet no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com o l\u00edder do governo, na conversa desta segunda no Planalto foram definidas duas mudan\u00e7as para tentar melhorar o di\u00e1logo entre os deputados e o governo.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 organizar a visita de pelo menos 12 ministros ao gabinete da lideran\u00e7a do governo da C\u00e2mara para conversar com os parlamentares aliados.<br \/>\nEssas visitas, explicou Chinaglia, ser\u00e3o organizadas por ele pr\u00f3prio a partir da demanda dos l\u00edderes partid\u00e1rios. Os ministros escalados s\u00e3o os titulares da Educa\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade, Integra\u00e7\u00e3o Nacional, Cidades, Turismo, Trabalho e Emprego, Agricultura, Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome, Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Cultura, Esporte e Transportes.<\/p>\n<p>A outra medida ser\u00e1 definir uma pauta estrat\u00e9gica, porque o ano ser\u00e1 curto, tendo em vista as elei\u00e7\u00f5es, e a ideia \u00e9 que a C\u00e3mara n\u00e3o deixe de votar projetos importantes. A pauta ser\u00e1 definida com sugest\u00e3o de todas as bancadas e do Executivo. Uma vez definida, Chinaglia afirmou que conversar\u00e1 tamb\u00e9m com a oposi\u00e7\u00e3o, para facilitar os trabalhos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Insatisfeitos com o governo, partidos aliados se uniram em \u2018bloco informal\u2019. 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