{"id":4134,"date":"2013-11-27T08:21:19","date_gmt":"2013-11-27T11:21:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=4134"},"modified":"2013-11-27T08:21:19","modified_gmt":"2013-11-27T11:21:19","slug":"copom-deve-subir-juro-para-10-ao-ano-na-6a-alta-seguida-preve-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/copom-deve-subir-juro-para-10-ao-ano-na-6a-alta-seguida-preve-mercado\/","title":{"rendered":"Copom deve subir juro para 10% ao ano na 6\u00aa alta seguida, prev\u00ea mercado"},"content":{"rendered":"<p><strong>Decis\u00e3o ser\u00e1 anunciada nesta quarta-feira ap\u00f3s as 18h pelo Banco Central.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Alta do d\u00f3lar e pre\u00e7os administrados motivam eleva\u00e7\u00e3o, dizem analistas.<\/strong><\/p>\n<p>A taxa b\u00e1sica de juros da economia brasileira deve voltar aos dois d\u00edgitos nesta quarta-feira (27). A estimativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro \u00e9 que a Selic, hoje em 9,5% ao ano, subir\u00e1 0,5 ponto percentual, para 10%. A nova taxa ser\u00e1 anunciada ap\u00f3s as 18h pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do Banco Central, respons\u00e1vel por fixar os juros b\u00e1sicos da economia.<\/p>\n<p>Se confirmada, ser\u00e1 a sexta eleva\u00e7\u00e3o consecutiva da Selic, que n\u00e3o alcan\u00e7ava os dois d\u00edgitos desde o in\u00edcio de mar\u00e7o de 2012.<br \/>\nA discuss\u00e3o sobre a capacidade de o Brasil ter uma taxa de juros abaixo de 10% ao ano permeou o debate econ\u00f4mico no passado.<br \/>\nA taxa, por\u00e9m, foi atingida somente quando o BC afrouxou a pol\u00edtica de juros para combater os efeitos da crise financeira em 2009, entre junho daquele ano e janeiro de 2010.<\/p>\n<p>Posteriormente, novamente por conta dos efeitos da segunda &#8220;onda&#8221; da crise financeira, os juros abaixo de 10% ao ano voltaram a ser registrados desde 7 mar\u00e7o de 2012. O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses que est\u00e1 subindo os juros neste ano.<\/p>\n<p><strong>Novos aumentos em 2014<\/strong><\/p>\n<p>A expectativa do mercado financeiro \u00e9 de que a alta dos juros, prevista para esta quarta-feira, n\u00e3o seja a \u00faltima do governo Dilma Rousseff. A previs\u00e3o dos economistas dos bancos \u00e9 de que aconte\u00e7am dois novos aumentos em 2014. Segundo a estimativa do mercado, os juros subiriam para 10,25% ao ano em janeiro do ano que vem, patamar no qual permaneceriam at\u00e9 dezembro de 2014 &#8211; quando avan\u00e7ariam para 10,50% ao ano.<\/p>\n<p><strong>Metas de infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pr\u00e9-estabelecidas, tendo por base o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<br \/>\nPara 2013 e 2014, a meta central de infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 4,5%, com um intervalo de toler\u00e2ncia de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.<br \/>\nO presidente do BC, Alexandre Tombini, tem afirmado, por\u00e9m, que a infla\u00e7\u00e3o teria queda neste ano frente ao patamar registrado em 2012 (5,84%) e novo recuo no ano de 2014.<\/p>\n<p><strong>Discurso da presidente Dilma<\/strong><\/p>\n<p>A subida recente dos juros e o poss\u00edvel retorno ao patamar de dois d\u00edgitos, nesta quarta-feira, segundo analistas, n\u00e3o est\u00e1 em conson\u00e2ncia com uma das principais marcas, at\u00e9 ent\u00e3o, do governo Dilma Rousseff na \u00e1rea econ\u00f4mica. Mesmo defendendo o controle da infla\u00e7\u00e3o, a presidente da Rep\u00fablica destacou, por diversas oportunidades nos \u00faltimos anos, a queda dos juros b\u00e1sicos e tamb\u00e9m pressionou os bancos a reduzirem suas taxas ao consumidor.<\/p>\n<p><strong>Fatores que pressionam a infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com economistas, alguns fatores seguem pressionando a infla\u00e7\u00e3o, apesar de o Banco Central j\u00e1 ter subido os juros b\u00e1sicos em cinco oportunidades desde abril deste ano, quando a taxa estava em 7,25% ao ano.<\/p>\n<p>Segundo o gestor de investimentos da Lecca, Carlos Haber, a alta do d\u00f3lar registrada neste ano vai ser cada vez mais sentida em 2014 nos pre\u00e7os (importados mais caros ter\u00e3o seus pre\u00e7os elevados), al\u00e9m da expectativa de crescimento dos pre\u00e7os administrados (como gasolina e transporte urbano) &#8211; que foram contidos neste ano por conta das manifesta\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p>&#8220;O governo n\u00e3o promoveu um forte ajuste fiscal [conte\u00e7\u00e3o de gastos]. Dificilmente isso vai se concretizar [em 2014] tendo em vista a elei\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano. O BC n\u00e3o vai ter muita op\u00e7\u00e3o e vai ter de continuar subindo os juros. A pol\u00edtica fiscal [de gastos p\u00fablicos] n\u00e3o vai ajudar muito. Ano de elei\u00e7\u00e3o tem muito gasto p\u00fablico. O governo n\u00e3o vai conseguir fazer um ajuste fiscal [nas despesas] da forma como deveria&#8221;, avaliou Carlos Haber.<br \/>\nFl\u00e1vio Combat, do Departamento Econ\u00f4mico da corretora Conc\u00f3rdia, avaliou que tamb\u00e9m existe press\u00e3o inflacion\u00e1ria por conta do aumento dos sal\u00e1rios acima dos ganhos de produtividade e devido ao crescimento do consumo das fam\u00edlias (sustentando pela expans\u00e3o da renda). A Conc\u00f3rdia lembra ainda que o BC deve considerar em seus modelos, ainda que veladamente, a perspectiva de um iminente reajuste nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis &#8211; que pode ser postergado para dezembro, com impacto relevante sobre a infla\u00e7\u00e3o somente em 2014.<\/p>\n<p>Do G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o ser\u00e1 anunciada nesta quarta-feira ap\u00f3s as 18h pelo Banco Central. 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