{"id":49910,"date":"2016-07-28T16:23:44","date_gmt":"2016-07-28T19:23:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=49910"},"modified":"2016-07-28T16:23:44","modified_gmt":"2016-07-28T19:23:44","slug":"pf-indicia-20-pessoas-investigadas-pela-operacao-turbulencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/pf-indicia-20-pessoas-investigadas-pela-operacao-turbulencia\/","title":{"rendered":"PF indicia 20 pessoas investigadas pela Opera\u00e7\u00e3o Turbul\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Na lista est\u00e3o quatro empres\u00e1rios presos, suspeitos de lavagem de dinheiro.<br \/>\nPaulo Cesar Morato, achado morto em motel, tamb\u00e9m est\u00e1 entre os nomes.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Do G1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal indiciou 20 pessoas investigadas pela Opera\u00e7\u00e3o Turbul\u00eancia, pelos crimes de lavagem de dinheiro, organiza\u00e7\u00e3o criminosa e falsidade ideol\u00f3gica. A opera\u00e7\u00e3o foi deflagrada em junho deste ano para, entre outras coisas, investigar\u00a0<strong>um esquema que liga empresas de fachada \u00e0 compra do avi\u00e3o Cesna Citation, usado pelo ex-governador Eduardo Campos (PSB) no dia do acidente em que ele e mais seis pessoas morreram<\/strong>, em agosto de 2014, em Santos (SP).<\/p>\n<p>Entre os indiciados, est\u00e3o os quatro empres\u00e1rios presos pela Pol\u00edcia Federal no dia 21 de junho em Pernambuco. O relat\u00f3rio final do inqu\u00e9rito 163\/2016, conclu\u00eddo pela PF em 15 de julho, obtido pelo <strong>G1<\/strong>\u00a0nesta quinta-feira (28), aponta o envolvimento de Jo\u00e3o Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal no esquema.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz parte da lista dos indiciados\u00a0<strong>o empres\u00e1rio Paulo C\u00e9sar de Barros Morato, achado morto em um motel<\/strong>\u00a0na cidade de Olinda, no Grande Recife, dois dias depois da deflagra\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Turbul\u00eancia.\u00a0<strong>Segundo laudos dos peritos pernambucanos, Morato morreu por envenenamento<\/strong>. Mais de um m\u00eas ap\u00f3s o \u00f3bito, a Pol\u00edcia Civil do estado ainda n\u00e3o concluiu se ele se matou ou foi assassinado.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio final da PF com o indiciamento foi encaminhado \u00e0 4\u00aa Vara Federal do\u00a0<strong>Recife<\/strong>. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ainda decidir\u00e1 se denunciar\u00e1 os envolvidos. Caso a Justi\u00e7a aceite a den\u00fancia, eles se tornar\u00e3o r\u00e9us no processo.<\/p>\n<p>O procurador da Rep\u00fablica Cl\u00e1udio Dias informou que est\u00e1 analisando as informa\u00e7\u00f5es repassadas pela Pol\u00edcia Federal. Procurada pelo\u00a0<strong>G1<\/strong>, a assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da PF em Pernambuco disse que, por determina\u00e7\u00e3o da delegada respons\u00e1vel pelo caso, n\u00e3o repassaria nenhuma informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O indiciamento pela PF foi confirmado pelo advogado Ademar Rigueira Neto, defensor de Apolo Santana Vieira. Ele afirmou que j\u00e1 entrou com recurso do habeas corpus para tentar an\u00e1lise do pedido no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em Bras\u00edlia. \u201cEnviamos o pedido de revis\u00e3o ontem (quarta)\u201d, afirmou o advogado.<\/p>\n<p>De acordo com Rigueira Neto, o empres\u00e1rio nega os crimes. \u201cApolo fez alguns cr\u00e9ditos pessoais nas contas dos envolvidos, mas era uma rela\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimo que n\u00e3o foi fruto de atividade il\u00edcita. Em virtude dessa rela\u00e7\u00e3o financeira, ele \u00e9 citado como integrante de uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa. N\u00e3o h\u00e1 crime de lavagem nos cr\u00e9ditos pessoais que ele fez, pois a origem do dinheiro dele \u00e9 l\u00edcita\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>G1<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m tentou contato com os dois advogados de Jo\u00e3o Carlos Lyra. Um deles, Nabor Bulh\u00f5es, est\u00e1 fora do Brasil no momento. O outro, Maur\u00edcio Leite, ficou de dar retorno \u00e0 reportagem ainda nesta quinta-feira (28). A advogada de Eduardo Freire, Ludmila Groch, tamb\u00e9m foi procurada, mas o escrit\u00f3rio informou que ela estava em reuni\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O relat\u00f3rio &#8211; <\/strong>De acordo com o relat\u00f3rio da PF, a investiga\u00e7\u00e3o foi deflagrada para identificar uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa que usava contas de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, em sua maior parte empresas fantasmas ou de fachada constitu\u00eddas em nome de laranjas, para fazer circular recursos de origem ilegal. O grupo, segundo a PF, ocultava os remetentes e os verdadeiros destinat\u00e1rios dos valores tramitados e os reais controladores das contas investigadas.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o criminosa, aponta o relat\u00f3rio, foi desbaratada a partir de investiga\u00e7\u00e3o iniciada por meio de relat\u00f3rio de intelig\u00eancia elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O colegiado teria detectado movimenta\u00e7\u00f5es suspeitas nas contas de duas empresas utilizadas para a aquisi\u00e7\u00e3o da aeronave que servia \u00e0 campanha de Eduardo Campos.<\/p>\n<p>Nas investiga\u00e7\u00f5es, ficou comprovada, conforme a PF, a rela\u00e7\u00e3o entre essas empresas de fachada e a aquisi\u00e7\u00e3o do avi\u00e3o. Ainda segundo o relat\u00f3rio, tr\u00eas dos empres\u00e1rios presos em Pernambuco &#8211; Jo\u00e3o Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira &#8211; n\u00e3o apenas integravam como eram os principais expoentes da organiza\u00e7\u00e3o criminosa.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise das contas de pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas utilizadas nessas transa\u00e7\u00f5es revela que a organiza\u00e7\u00e3o atua com o objetivo de dificultar o rastreamento dos recursos, bem como de ocultar o verdadeiro respons\u00e1vel pelas opera\u00e7\u00f5es financeiras. Algumas dessas pessoas jur\u00eddicas foram criadas exclusivamente para receber os aportes financeiros ilegais; outras vezes, foram utilizadas contas banc\u00e1rias de empresas j\u00e1 existentes visando encobrir o real sujeito da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n<p><strong>Liga\u00e7\u00f5es &#8211; <\/strong>Parte das movimenta\u00e7\u00f5es financeiras detectadas pelo Coaf nas contas das pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas investigadas teria ocorrido de janeiro a setembro de 2014. Esse fato chamou a aten\u00e7\u00e3o da PF, em virtude da proximidade com o per\u00edodo pr\u00e9-eleitoral. A Pol\u00edcia Federal salienta, no entanto, que foram detectadas in\u00fameras transa\u00e7\u00f5es financeiras suspeitas j\u00e1 no ano de 2010 e que continuaram sendo feitas.<\/p>\n<p>A PF faz a liga\u00e7\u00e3o direta entre a compra do avi\u00e3o e os tr\u00eas &#8216;expoentes&#8217; da organiza\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira. Paulo C\u00e9sar de Barros Morato e Artur Roberto Lapa Rosal s\u00e3o apontados como \u2018testas de ferro\u2019.<\/p>\n<p>Eles seriam as pessoas que mantinham um relacionamento pr\u00f3ximo com os &#8216;cabe\u00e7as&#8217; da organiza\u00e7\u00e3o criminosa. Integrariam o quadro societ\u00e1rio de empresas fantasmas ou emprestariam as pr\u00f3prias contas pessoais para recebimento e movimenta\u00e7\u00e3o dos recursos, mas tamb\u00e9m cooptariam 13 outros &#8216;laranjas&#8217;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na lista est\u00e3o quatro empres\u00e1rios presos, suspeitos de lavagem de dinheiro. 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