{"id":5295,"date":"2013-12-13T08:08:57","date_gmt":"2013-12-13T11:08:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=5295"},"modified":"2013-12-13T08:08:57","modified_gmt":"2013-12-13T11:08:57","slug":"obras-de-controle-de-enchentes-no-rj-nao-impedem-alagamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/obras-de-controle-de-enchentes-no-rj-nao-impedem-alagamentos\/","title":{"rendered":"Obras de controle de enchentes no RJ n\u00e3o impedem alagamentos"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>De 2009 at\u00e9 2011, Prefeitura do Rio investiu R$ 949,1 milh\u00f5es em obras.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Interven\u00e7\u00f5es ocorrem em regi\u00f5es onde h\u00e1 alagamentos hist\u00f3ricos na cidade.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O investimento de R$ 949,1 milh\u00f5es no pacote de obras de controle de enchentes, feito entre 2009 e 2011 pelo governo do Rio de Janeiro e pela prefeitura da capital, n\u00e3o conseguiu evitar os alagamentos registrados na Zona Norte da cidade e no sub\u00farbio na quarta-feira (11). Para 2013, a previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria para esse tipo de obra \u00e9 de R$ 338,25 milh\u00f5es. Os recursos s\u00e3o do governo federal e dos munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s a enchente que alagou munic\u00edpios da Baixada Fluminense e bairros do Sub\u00farbio do Rio, o governador S\u00e9rgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e integrantes do rec\u00e9m-criado Gabinete Integrado da Baixada se re\u00fanem na manh\u00e3 desta sexta-feira (13) com o ministro da Integra\u00e7\u00e3o Nacional, Francisco Teixeira, e o secret\u00e1rio Nacional de Defesa Civil, coronel Adriano Pereira J\u00fanior. O encontro, que ocorre no Rio de Janeiro, servir\u00e1 para discutir as opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0s enchentes e as a\u00e7\u00f5es emergenciais nas \u00e1reas afetadas.<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Rio \u00c1guas est\u00e1 executando sete obras de controle das cheias durante a temporada chuvosa na cidade. O programa de recupera\u00e7\u00e3o ambiental da Bacia de Jacarepagu\u00e1, faz parte do Caderno de Encargos para as Olimp\u00edadas de 2016. A previs\u00e3o \u00e9 limpar e recuperar 14 rios que cortam a regi\u00e3o. Segundo a prefeitura, sete deles j\u00e1 foram recuperados e a promessa \u00e9 entregar mais dois at\u00e9 o final deste m\u00eas. O total do investimento \u00e9 de R$ 362 milh\u00f5es. O programa iniciado em julho de 2011 tem previs\u00e3o de conclus\u00e3o no segundo semestre de 2014.<\/p>\n<p>O bairro de Acari, na Zona Norte da cidade, bastante atingido pela chuva da \u00faltima quarta, com transbordamento do rio de mesmo nome que corta o bairro, tamb\u00e9m est\u00e1 contemplado no programa de obras de recupera\u00e7\u00e3o. As obras no rio Acari atingem outros tr\u00eas bairros:<br \/>\nHon\u00f3rio Gurgel, Marechal Hermes e Guadalupe. A obra de canaliza\u00e7\u00e3o tem 2,8 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e a previs\u00e3o \u00e9 que regi\u00e3o ganhe \u00e1reas urbanizadas ap\u00f3s o t\u00e9rmino do trabalho em 2014. Os investimentos s\u00e3o de R$ 87,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar do an\u00fancio da administra\u00e7\u00e3o municipal, os moradores mais antigos do bairro se dizem cansados de esperar pela solu\u00e7\u00e3o do problema. &#8220;Essa enchente \u00e9 cr\u00f4nica por causa do rio e todos os anos perdemos tudo. \u00c9 uma tristeza. S\u00f3 escutamos promessas&#8221;, disse Hildo Paulino Nascimento, morador de Acari h\u00e1 50 anos. A prefeitura informou que os servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de canais s\u00e3o constantes e ocorrem ao longo do ano.<\/p>\n<p><strong>Sistemas de alerta<\/strong><br \/>\nA prefeitura investiu R$ 7,8 milh\u00f5es no sistema de alerta e alarmes contra as enchentes. A implanta\u00e7\u00e3o foi em 2011 e beneficia 103 comunidades com 18 mil im\u00f3veis localizados em \u00e1reas de alto risco. As comunidades contam com 150 pontos de apoio e 165 esta\u00e7\u00f5es de sirenes.<\/p>\n<p>A Defesa Civil realiza exerc\u00edcios simulados, ao todo j\u00e1 foram 21, para treinar os moradores. De acordo com a prefeitura, desde que o sistema foi implantado n\u00e3o h\u00e1 registro de v\u00edtimas fatais por deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>A novidade para este ano \u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o, por parte da Defesa Civil municipal, de 44 novos pluvi\u00f4metros, cedidos pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem).Os equipamentos ser\u00e3o instalados em regi\u00f5es com maior possibilidade de enchentes e alagamentos.O Complexo do Lins foi o primeiro a receber o novo sistema, segundo a prefeitura.<\/p>\n<p>A Defesa Civil do estado informou que o sistema de alerta ser\u00e1 ampliado para 12 munic\u00edpios do estado, entre eles, Niter\u00f3i, Queimados, Mag\u00e9 e Barra Mansa. Na Regi\u00e3o Serrana, j\u00e1 foram instalados 84 conjuntos de sirenes. &#8220;O sistema de alerta e alarme \u00e9 apenas um dos projetos para atenuar os impactos dos desastres naturais que atingem as comunidades com risco geol\u00f3gico. \u00c9 considerado o meio mais eficaz a curto e m\u00e9dio prazo para que vidas sejam salvas&#8221;, disse o secret\u00e1rio de Defesa Civil, coronel S\u00e9rgio Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>Na Pra\u00e7a da Bandeira, na Zona Norte, onde os alagamentos se repetem h\u00e1 d\u00e9cadas, as obras come\u00e7aram em junho do ano passado. Ser\u00e3o constru\u00eddos cinco reservat\u00f3rios, conhecidos como &#8220;piscin\u00f5es&#8221;, com capacidade para armazenar 18 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua em um cilindro de 35 metros de di\u00e2metro por 20 de profundidade.<\/p>\n<p>De acordo com a Funda\u00e7\u00e3o Rio \u00c1guas, respons\u00e1vel pelo monitoramento e dragagem dos rios do munic\u00edpio, o primeiro piscin\u00e3o, o menor dos cinco projetados, deve ser entregue ainda este ano. A obra j\u00e1 sofreu dois atrasos. Al\u00e9m do reservat\u00f3rio, o governo municipal est\u00e1 implantando cerca de 1.500 metros de galerias de \u00e1guas pluviais para ajudar a drenar a \u00e1gua.<br \/>\nA estimativa \u00e9 que, depois que os cinco tanques estiverem prontos, o que est\u00e1 previsto para final de 2014, a enchente na Pra\u00e7a da Bandeira seja lembrada apenas nos livros de hist\u00f3ria. O presidente da Rio \u00c1guas, Marcelo Sep\u00falvida, disse que as obras de desvio do Rio Joana, que corta a regi\u00e3o, tamb\u00e9m v\u00e3o ajudar a desviar um ter\u00e7o da \u00e1gua da chuva para a Ba\u00eda de Guanabara.<\/p>\n<p>Segundo a prefeitura, um Plano Diretor de Manejo de \u00c1guas Pluviais da cidade do Rio est\u00e1 em fase de conclus\u00e3o e os resultados dos estudos ser\u00e3o entregues este m\u00eas. Al\u00e9m disso, para prevenir os alagamentos existe um sistema que monitora os rios da cidade em tempo real. A rede, chamada Monitor\u00c1guas, \u00e9 composta por uma rede de 26 esta\u00e7\u00f5es hidrol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Durante a chuva desta quarta-feira, houve monitoramento cont\u00ednuo dos cursos d\u2019\u00e1gua, quanto ao n\u00edvel e precipita\u00e7\u00e3o, pelo Centro de Opera\u00e7\u00f5es Rio (COR). T\u00e9cnicos da Rio-\u00c1guas acompanharam as condi\u00e7\u00f5es dos rios e diante da possibilidade de extravasamento comunicaram aos \u00f3rg\u00e3os que fazem parte do COR, informa a prefeitura.<\/p>\n<p>A pedido do G1, a Funda\u00e7\u00e3o Geo-Rio, \u00f3rg\u00e3o ligado \u00e0 Secretaria Municipal de Obras, divulgou levantamento sobre a situa\u00e7\u00e3o das encostas da cidade. Segundo dados, foram recuperados 645 pontos de encostas, de 2009 at\u00e9 2013. Tamb\u00e9m desde 2009 foram conclu\u00eddas 184 obras de conten\u00e7\u00e3o na cidade. Atualmente, 17 est\u00e3o em andamento e nove encontram-se licitadas e em contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os investimentos nesta \u00e1rea chegaram a R$ 320 milh\u00f5es. Para a realiza\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es, o Rio criou o Plano de Gest\u00e3o de Risco do Munic\u00edpio, e realizou o mapeamento do Maci\u00e7o da Tijuca e a Serra da Miseric\u00f3rdia, regi\u00f5es mais povoadas da cidade.<\/p>\n<p>O estudo identificou 117 comunidades com \u00e1reas de alto risco. De acordo com a Geo-Rio, esses locais de risco ganharam projetos que est\u00e3o em fase de licita\u00e7\u00e3o e cujas obras devem ser executadas entre 2014 e 2015, com recurso do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento<br \/>\n(PAC) \u2013 2, do governo federal . As primeiras regi\u00f5es contempladas ser\u00e3o os Complexos da Penha e do Alem\u00e3o. O investimento para essas obras chegam a R$ 83 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de dizer que a responsabilidade pelas obras \u00e9 das prefeituras, o governo do estado tamb\u00e9m tem atuado com a\u00e7\u00f5es e obras emergenciais e de recupera\u00e7\u00e3o nas cidades. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelas obras de dragagem de rios, lagoas e canais.<\/p>\n<p>Segundo o governo, a Secretaria Estadual de Agricultura tamb\u00e9m tem prestado ajuda \u00e0s prefeituras, disponibilizando m\u00e1quinas nas \u00e1reas rurais. Cabe \u00e0 Secretaria Estadual de Obras a recupera\u00e7\u00e3o de rodovias, im\u00f3veis p\u00fablicos e conten\u00e7\u00e3o de encostas.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es da pasta da Secretaria Estadual de Obras para conten\u00e7\u00e3o de encostas e recupera\u00e7\u00e3o de vias urbanas s\u00e3o em parceria com o governo federal, no valor de mais de R$ 650 milh\u00f5es. Desde 2010, de acordo com o governo, h\u00e1 obras conclu\u00eddas e em andamento, nas cidades serranas de Nova Friburgo, Teres\u00f3polis e Petr\u00f3polis, al\u00e9m de Niter\u00f3i e Angra dos Reis, com o objetivo de prevenir futuras trag\u00e9dias como as ocorridas em 2011.<\/p>\n<p>Balan\u00e7o divulgado pela Secretaria de Obras aponta que j\u00e1 foram conclu\u00eddas 49 grandes obras na Regi\u00e3o Serrana: 30 em Nova Friburgo, 17 em Teres\u00f3polis e duas em Petr\u00f3polis. Segundo levantamento, est\u00e3o em andamento outras cinco obras em Nova Friburgo, tr\u00eas em Teres\u00f3polis e 10 em Petr\u00f3polis. A previs\u00e3o \u00e9 realizar 16 obras de conten\u00e7\u00e3o de encostas em Teres\u00f3polis e Nova Friburgo.<\/p>\n<p>O governo do estado informa ainda que j\u00e1 foram conclu\u00eddas obras contra enchentes em Niter\u00f3i, na Regi\u00e3o Metropolitana. As comunidades beneficiadas s\u00e3o os morros do Bumba, onde ocorreu deslizamento em abril de 2010 matando 47 pessoas e desabrigando milhares de fam\u00edlias, do C\u00e9u e do Caramujo.<\/p>\n<p>H\u00e1 a\u00e7\u00f5es em andamento no litoral sul do estado, em Angra dos Reis, como obras de conten\u00e7\u00e3o de encostas nos morros da Carioca, Gl\u00f3ria 1 e 2, Bonfim e S\u00e3o Bento e Enseada do Bananal.<\/p>\n<p><strong>Dragagem dos rios<\/strong><br \/>\nSegundo o Inea, o controle das cheias e a recupera\u00e7\u00e3o ambiental da bacia hidrogr\u00e1fica \u00e9 realizada pelo Projeto Igua\u00e7u, que est\u00e1 em andamento desde 2008 e alcan\u00e7a as bacias dos rios Igua\u00e7u, Botas e Sarapu\u00ed, os principais da Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>De acordo com a presidente do instituto, Marilene Ramos, durante o per\u00edodo das chuvas as \u00e1guas dos rios aumentam de volume e \u00e9 importante que as margens estejam desobstru\u00eddas. Essa, segundo ela, \u00e9 a principal meta do Projeto Igua\u00e7u. Segundo o Inea, j\u00e1 foram investidos R$ 440 milh\u00f5es na Baixada Fluminense e 3 mil fam\u00edlias que viviam nas \u00e1reas de risco foram reassentadas.<\/p>\n<p>A presidente do instituto ressalta que uma das principais causas das cheias \u00e9 o despejo irregular de lixo nas margens. A coleta regular evitaria trag\u00e9dias j\u00e1 que o lixo n\u00e3o seria descartado dentro dos rios e canais que cortam a regi\u00e3o. O projeto atualmente beneficia mais de 2,5 milh\u00f5es de moradores de seis munic\u00edpios da Baixada e o bairro de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Os investimentos, provenientes do PAC 2 foram de mais de R$ 1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p><em><strong>Do G1<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2009 at\u00e9 2011, Prefeitura do Rio investiu R$ 949,1 milh\u00f5es em obras. 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