{"id":68629,"date":"2018-01-29T07:32:10","date_gmt":"2018-01-29T10:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/?p=68629"},"modified":"2018-01-29T07:32:10","modified_gmt":"2018-01-29T10:32:10","slug":"nordeste-tem-recorde-de-reservatorios-secos-um-terco-da-regiao-enfrenta-seca-maxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/nordeste-tem-recorde-de-reservatorios-secos-um-terco-da-regiao-enfrenta-seca-maxima\/","title":{"rendered":"Nordeste tem recorde de reservat\u00f3rios secos; um ter\u00e7o da regi\u00e3o enfrenta &#8216;seca m\u00e1xima&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><em>Do UOL<\/em><\/p>\n<p>O Nordeste brasileiro fechou 2017, seu s\u00e9timo ano seguido de estiagem, com um ter\u00e7o de seu territ\u00f3rio no grau mais elevado de seca, segundo dados da ANA (Ag\u00eancia Nacional das \u00c1guas). Outro dado mostra outro efeito do resultado da seca: o sistema Olho N&#8217;\u00e1gua, do \u00f3rg\u00e3o federal Insa (Instituto Nacional do Semi\u00e1rido), indica apenas 11,4% da capacidade total de \u00e1gua acumuladas em barragens e a\u00e7udes \u2013 trata-se do menor \u00edndice j\u00e1 registrado na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo mapa do Monitor de Secas do Nordeste, da ANA, 33,6% do territ\u00f3rio nordestino apresentava, em dezembro,\u00a0 seca n\u00edvel 4, o mais alto da escala e classificado como seca excepcional. Em 2015, esse \u00edndice chegou a 47% e, em 2016, a 65%. Em 2014, ano com maior volume de chuva desde 2012, s\u00f3 6% do territ\u00f3rio teve seca excepcional.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m no ano passado, 29% do territ\u00f3rio nordestino registraram n\u00edvel 3, de seca extrema.<\/p>\n<p>De acordo com o boletim da ANA, o m\u00eas de dezembro n\u00e3o registrou chuvas como se esperava. &#8220;O que se verificou foi que as chuvas de dezembro ficaram, predominantemente, abaixo do normal, sobretudo naquelas \u00e1reas em que se esperava acumulados significativos [centro-sul e oeste dos Estados do Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Bahia]&#8221;, informa o boletim.<\/p>\n<p>No semi\u00e1rido n\u00e3o h\u00e1 uma \u00e9poca chuvosa uniforme e cada \u00e1rea tem sua especificidade. Ao norte do Nordeste, os meses de dezembro e janeiro s\u00e3o considerados pr\u00e9-esta\u00e7\u00e3o chuvosa \u2013de fevereiro a maio. As faixas centro-sul e oeste do Nordeste est\u00e3o em seu per\u00edodo chuvoso, de dezembro a fevereiro. No lado leste (onde as chuvas geralmente v\u00e3o de maio a agosto), n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de chuva intensa para agora.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68631\" aria-describedby=\"caption-attachment-68631\" style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-68631\" src=\"http:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/barragem-de-jucazinho-no-agreste-pernambucano-esta-vazia-por-causa-da-seca-1495755973626_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"615\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/barragem-de-jucazinho-no-agreste-pernambucano-esta-vazia-por-causa-da-seca-1495755973626_615x300.jpg 615w, https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/barragem-de-jucazinho-no-agreste-pernambucano-esta-vazia-por-causa-da-seca-1495755973626_615x300-300x146.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68631\" class=\"wp-caption-text\">Barragem de Jucazinho, no agreste pernambucano, est\u00e1 em colapso h\u00e1 um ano e quatro meses. Foto: Compesa<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Deficit h\u00eddrico<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com mais chuvas em 2017 do que nos anos anteriores, os \u00edndices seguiram abaixo da m\u00e9dia e n\u00e3o foi poss\u00edvel sanar o problema da falta de \u00e1gua &#8211;o que levou dezenas de cidades ao colapso e a serem abastecidas apenas por carros-pipa.<\/p>\n<p>O sistema Olho N&#8217;\u00e1gua, que monitora 452 reservat\u00f3rios do semi\u00e1rido brasileiro (Nordeste e norte de Minas Gerais), aponta a gravidade da situa\u00e7\u00e3o: 62% dos reservat\u00f3rios est\u00e3o com \u00edndices abaixo de 10% do total. Em maio, o n\u00famero de reservat\u00f3rios nessa condi\u00e7\u00e3o ficava em 50,5%.<\/p>\n<p>Hoje no semi\u00e1rido, apenas 15 reservat\u00f3rios (menos de 4%) t\u00eam mais de 75% de seu volume total. J\u00e1 17% deles ficam com valores entre 10% e 25%.<\/p>\n<p><strong>Reservas secando<\/strong><\/p>\n<p>Sem \u00e1gua, as reservas est\u00e3o secando pelos Estados. No in\u00edcio deste ano, a maior barragem do Rio Grande do Norte, a Armando Ribeiro Gon\u00e7alves, em A\u00e7u, atingiu seu volume morto (reserva d&#8217;\u00e1gua mais profunda, que s\u00f3 pode ser extra\u00edda com uso de bombas). Caso n\u00e3o chova at\u00e9 fevereiro, pode n\u00e3o haver mais \u00e1gua para abastecer cerca de 40 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto de Gest\u00e3o das \u00c1guas do Estado, no dia 26 de dezembro as reservas h\u00eddricas do Rio Grande do Norte estavam &#8220;no seu menor n\u00edvel pelo monitoramento realizado nos \u00faltimos seis anos, com apenas 11,5% da capacidade total de armazenamento no Estado&#8221;.<\/p>\n<p>No Cear\u00e1, o maior a\u00e7ude &#8211;o Castanh\u00e3o, em Alto Santo, que abastece Fortaleza&#8211; tamb\u00e9m entrou no volume morto em novembro de 2017. Na \u00faltima medi\u00e7\u00e3o do governo do Estado, dia 4 de janeiro, o n\u00edvel do reservat\u00f3rio estava em 2,38% do total. Os 155 reservat\u00f3rios estavam com apenas 6,8% do total acumulado de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, a barragem de Jucazinho, em Surubim &#8211;que deveria abastecer cidades do agreste do Estado&#8211;, est\u00e1 em colapso h\u00e1 um ano e quatro meses. A barragem foi feita para resolver um hist\u00f3rico problema de abastecimento da regi\u00e3o, o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, o a\u00e7ude de Boqueir\u00e3o estava em volume morto at\u00e9 julho. A sa\u00edda, por\u00e9m, s\u00f3 ocorreu com a inaugura\u00e7\u00e3o do eixo leste da transposi\u00e7\u00e3o do rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do UOL O Nordeste brasileiro fechou 2017, seu s\u00e9timo ano seguido de estiagem, com um ter\u00e7o de seu territ\u00f3rio no<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":68630,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[3465,47,1640,165],"class_list":["post-68629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-crise-hidrica","tag-destaques","tag-nordeste","tag-seca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68632,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68629\/revisions\/68632"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.radiopajeu.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}