Polícia Federal faz operação em Afogados da Ingazeira

Balanço será divulgado às dez horas em Recife.

Dois carros da PF estão neste momento na Avenida Manoel Borba, em operação ainda não publicitada oficialmente. Desde seis da manhã, os veículos estiveram na altura do banco Santander. A informação é de que desde ontem, policiais federais estão na cidade.

Depois de aguardar cerca de duas horas os policiais entraram  na sede da WN Empreendimentos. Agentes estiveram no local por cerca de duas horas.

A Rádio Pajeú manteve contato com a Assessoria de Comunicação Social da PF-PE. Um balanço da operação, cujo nome ainda não foi divulgado, será apresentado às 10h, na sede da entidade, na área central do Recife.

Falando à Rádio Pajeú, o repórter Celso Brandão disse ter tido acesso a um dos policiais que deu alguns detalhes.

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Foto: André Luis

“Tentamos conversar com ele e ele fez referências à WN Empreendimentos. Já estiveram na casa do empresário Wagner Nascimento. A CGU também está na cidade. Estão com carros locados para não identificar”, disse agora Celso Brandão à Rádio Pajeú.

A Polícia Federal enviou nota a redação do Portal Pajeú Rádioweb esclarecendo a operação que acontece está manhã na Região Metropolitana do Recife (Boa Vista, Graças, Madalena, Linha do Tiro, Olinda e Encruzilhada) e Afogados da Ingazeira-PE, no Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro 13 (treze) mandados de busca e apreensão, 7 (sete) mandados de prisão temporária sendo na Boa Vista (01), Graças (01), Madalena (02), Linha do Tiro (01), Distrito Federal(01) e Ceará(01), 01 (um) mandado de prisão preventiva em Olinda, além de 4 (quatro) mandados de intimação para oitiva imediata dos investigados em Olinda(01), Graças(01), Rio de Janeiro(01) e Encruzilhada(01).

Leia nota:

NOTA A IMPRENSA – Nº 015/2016

Polícia Federal em Pernambuco com apoio da Controladoria Geral da União deflagra “Operação Remenda” visando desarticular uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos dos Ministérios da Agricultura e Turismo por intermédio de uma ONG de fachada.

A Polícia Federal em Pernambuco com apoio da Controladoria Geral da União-CGU, deflagrou na manhã de hoje (15), após 3 (três) anos de investigação, a OPERAÇÃO REMENDA com objetivo de reprimir a atuação de uma quadrilha especializada em desviar recursos públicos dos Ministérios da Agricultura e Turismo por intermédio de uma Organização Não Governamental – ONG de fachada.

O caso foi iniciado a partir de fiscalização de rotina da CGU que conseguiu reunir provas muito sólidas de irregularidades no processo de contratação da ONG, bem como na execução dos convênios. A investigação, coordenada pela PF, passou apurar o destino do dinheiro liberado pelos ministérios e conseguiu constatar que parcela substancial dos recursos, em verdade, foi locupletado ilicitamente pelos diretores da ONG e por ex-assessor do ex-deputado federal de Pernambuco responsável pelas emendas parlamentares dos convênios, demonstrando que todo o processo foi apenas uma fraude para desviar recursos públicos da União.

São cumpridos nos Estados de Pernambuco na Região Metropolitana (Boa Vista, Graças, Madalena, Linha do Tiro, Olinda e Encruzilhada) e Afogados da Ingazeira, no Ceará, Distrito Federal e Rio de Janeiro 13 (treze) mandados de busca e apreensão, 7 (sete) mandados de prisão temporária sendo na Boa Vista (01), Graças (01), Madalena (02), Linha do Tiro (01), Distrito Federal(01) e Ceará(01), 01 (um) mandado de prisão preventiva em Olinda, além de 4 (quatro) mandados de intimação para oitiva imediata dos investigados em Olinda(01), Graças(01), Rio de Janeiro(01) e Encruzilhada(01).

Os alvos das medidas são diretores de ONGs, ex-políticos e assessores.

Paralelamente, medidas cautelares de sequestro de bens estão sendo adotadas para viabilizar o ressarcimento ao erário do prejuízo concreto já detectado de cerca de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), sendo certo que o prejuízo estimado é de mais de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais). Além disto, investiga-se o uso de “testa-de-ferro” por parte do ex-deputado federal para ocultação de patrimônio ilícito. No total, foram mobilizados 70 (setenta) policiais federais, bem como 14 (catorze) técnicos e auditores da CGU nos 4 (quatro) Estados.

Os delitos, por ora, investigados são os previstos nos arts 288 (quadrilha ou bando) e 312 do CP (peculato ou apropriação indébita de recursos públicos), bem como no art. 1º da Lei nº 9.613/98 (Lavagem de Dinheiro), com penas de reclusão que, no geral, variam de 1 (um) a 12 (doze) anos. A partir desta fase, a PF espera encontrar informações sobre outros participantes do esquema criminoso e sobre o destino total das verbas desviadas.

Coletiva de imprensa será concedida às 10h no auditório da Superintendência Regional em Pernambuco que fica localizada no Cais do Apolo, 321 – bairro do Recife Antigo, onde serão repassados todos os detalhes da operação.

Remenda é um trocadilho de palavras pelo fato dos recursos terem sidos liberados por emenda parlamentar, ou seja, remendar um problema com outra emenda.

Recife/PE, 15 de março 2016

Comunicação Social SR/PE

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