Vídeo do Boko Haram diz mostrar meninas sequestradas na Nigéria

Gravação foi divulgada nesta segunda pelo grupo islâmico, segundo a AFP.
Líder pede libertação de presos muçulmanos por soltura de meninas.

O grupo islamita Boko Haram divulgou nesta segunda-feira (12) um novo vídeo no qual diz mostrar as jovens nigerianas que foram sequestradas em uma escola local em abril. Na gravação, o grupo diz ter convertido as meninas ao Islã e afirma que só as libertará em troca da soltura de presos islamitas.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, aparece falando durante 17 minutos do vídeo, que foi obtido pela France Presse.

O vídeo mostra quase 130 adolescentes vestidas com longos véus pretos e cinzas, que permitem observar seus rostos, sentadas no chão a céu aberto, cercadas por árvores e recitando o primeiro capítulo do Alcorão.

Em nenhum momento do vídeo, que tem duração total de 27 minutos, Shekau aparece ao lado das estudantes do ensino secundário, que parecem tristes e resignadas, mas não aterrorizadas.

Duas adolescentes afirmam que eram cristãs e se converteram ao islã, enquanto uma terceira declara que já era muçulmana.

Uma jovem diz que as reféns não são maltratadas.

Não há nada que permita descobrir onde o vídeo foi filmado. A qualidade das imagens é muito melhor que a dos vídeos divulgados anteriormente pelo grupo islamista.

Em um determinado momento, um homem armado aparece no local, com uma câmera de vídeo na mão.

Durante o discurso, Abubakar Shekau aparece diante de um fundo verde com um uniforme militar e uma arma automática.

O líder do Boko Haram, que fala primeiro em árabe e depois em hausa, a língua mais utilizada na região norte da Nigéria, reivindica mais uma vez o sequestro em massa de Chibok, o que já havia feito em um vídeo divulgado na segunda-feira da semana passada, e afirma que converteu as reféns ao islã.

No dia 14 de abril, o Boko Haram, cujo nome significa “a educação ocidental é um pecado”, atacou uma escola do ensino médio de Chibok, no nordeste da Nigéria, sequestrando 276 adolescentes, entre elas 223 continuam cativas, segundo a polícia.

O sequestro gerou uma grande mobilização internacional. Especialistas americanos, britânicos e franceses já estão na Nigéria para participar das operações de busca. A China também se ofereceu para compartilhar informações recolhidas pelos seus serviços de inteligência e satélites.

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